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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 31-01-2020

    SECÇÃO: Local


    Reiseiros: Uma Oportunidade Perdida

    OS REISEIROS DOS ANOS 70, NUM MOMENTO DE ATUAÇÃO NA ENTRADA DA IGREJA MATRIZ
    OS REISEIROS DOS ANOS 70, NUM MOMENTO DE ATUAÇÃO NA ENTRADA DA IGREJA MATRIZ
    Os reiseiros (nota: tema que nesta edição fazemos eco na rubrica de História “Memórias da Nossa Gente”) sempre foram uma das tradições de carácter cultural mais enraizadas na história e memória dos ermesindenses.

    Certas casas de lavoura, em determinados lugares, pela sua especificidade arquitectónica, tornavam-se ao domingo e feriados o coração dessas práticas, onde se misturava, em representação cénica, o sagrado com o profano. Situavam-se esses auditórios improvisados, em que se transformavam certas casas da eira, na Cancela, Palmilheira e Vilar.

    Por isso, sempre houve a intenção, sobretudo a partir dos anos setenta que, por razões diversas, marca o seu declínio, de recomeçar com essa prática que, como se sabe, era extensiva às Terras da Maia, onde Ermesinde se integrava.

    Fizeram-se contactos e descobriu-se que havia vários interessados na reativação do «Nascimento do Menino Deus», alguns deles com trabalho de recolha já feito.

    Há cerca de quatro anos, contactou-se o pelouro da cultura da Câmara Municipal da Maia que se prontificou a dar-nos todo o apoio, tendo-se. nessa altura, já avançado com parcerias entre os dois concelhos e grupos de trabalho, saídos de cada um. Assim, a Escola Secundária de Ermesinde trabalharia com a Secundária da Maia, a Universidade Sénior da Maia com a sua congénere de Ermesinde e a Associação Académica e Cultural de Ermesinde, conjuntamente com um grupo de jovens ligados à nossa Igreja, tendo como parceiros o grupo de Teatro de Milheirós.

    A partir daqui, marcou-se uma reunião na Maia, com o Presidente da Junta de Ermesinde da altura e o respectivo vereador do concelho vizinho, facto esse que, ao que sabemos, não se realizou por falta de comparência do primeiro. Paralelamente, realizou-se no «Fórum» uma reunião para dar andamento ao processo, no que a nós dizia respeito, onde marcaram presença representantes da cultura da Câmara Municipal de Valongo, da Associação Académica e Cultural de Ermesinde, conjuntamente com o grupo de jovens atrás referidos e outros interessados.

    Infelizmente, a reunião foi infrutífera uma vez que a representante da Câmara Municipal de Valongo não poderia dar apoio devido a compromissos da autarquia com outras actividades que se iriam realizar proximamente.

    Depois, como sempre, surge a inoperância e com ela o esquecimento.

    Jacinto Soares

     

     

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