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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 31-01-2020

    SECÇÃO: Destaque


    Órgãos Sociais (para o quadriénio 2020-2023) do Centro Social de Ermesinde tomaram posse

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    Os órgãos sociais do Centro Social de Ermesinde (CSE) para o quadriénio 2020-2023 tomaram posse na noite de 6 de janeiro passado, numa cerimónia que decorreu nas instalações da instituição. Antes de dar posse ao novo presidente da Assembleia Geral (AG), o presidente cessante deste órgão, José Manuel Ribeiro, proferiu algumas palavras, lembrando que há já três mandatos está ligado ao Centro na qualidade de membro dos órgãos sociais, acrescentando ter sido uma honra ter desempenhado funções naquela que nas suas palavras é uma das maiores instituições do concelho. Porém, «não é aconselhável» ser membro de uma associação e ser em simultâneo autarca, referiu José Manuel Ribeiro, que é como se sabe presidente da Câmara de Valongo. Sublinhando que irá continuar a ser sócio da instituição, o presidente cessante da AG desejou o melhor aos novos órgãos sociais.

    E seguidamente deu posse ao novo presidente deste órgão, Abílio Vilas Boas, que, relembre-se, passa de vice-presidente da Direção (no mandato anterior) para líder da AG. Após ter tomado posse, Abílio Vilas Boas lembrou que o CSE é uma instituição de solidariedade social que pratica a ajuda a quem mais precisa, uma instituição de prestígio, uma instituição que tenta servir o melhor que sabe e pode em várias vertentes. «Toda a gente sabe que a atividade do CSE é extraordinariamente meritória e para mim é uma honra ser presidente da mesa da AG e espero estar à altura daquilo que me está destinado», disse, não sem antes agradecer à vice-presidente e ao secretário deste órgão a ajuda nesta missão por si abraçada, esperando cumprir com o rigor que merece o lugar que passa a ocupar.

    A INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA DIREÇÃO

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    E depois de empossados todos os membros dos órgãos sociais usaria da palavra Henrique Rodrigues, o presidente (reeleito) da Direção, que começou por agradecer todo o tempo que José Manuel Ribeiro passou na instituição, deixando também uma sentida palavra de agradecimento a Joaquim Fernandes da Silva, membro do Conselho Fiscal no anterior mandato que faleceu em 2019. E pegando nas palavras de José Manuel Ribeiro relativamente à separação de papéis e funções na coincidência de mandatos da autarquia e do CSE, lembrou que os órgãos sociais da instituição já eram e continuam a ser integrados por dirigentes políticos autárquicos de vários partidos. «Achamos que é de grande nobreza representar os cidadãos nas instâncias do poder democrático, mas achamos que esses valores também se verificam nestas instituições e concretamente no CSE. A ideia do serviço público, a ideia da participação cívica, a ideia de vivência democrática, também empregam o nosso modo de estar na sociedade, nas comunidades, e perante trabalhadores, familiares, utentes, e todos aqueles que são os destinatários da nossa atividade», disse, acrescentando que o Centro tem estado bem servido por essa acumulação de estatutos mas separação no que depois diz respeito à vida concreta. E frisando essa mesma separação de papéis, o de autarca e de membro da instituição, acrescentou que nunca houve qualquer benefício ilegítimo para a instituição devido a ter nos seus órgãos sociais autarcas, algo que «enche de orgulho não só o senhor presidente da Câmara mas também o CSE que não precisa de favores para se afirmar na vida coletiva desta comunidade em que vive».

    De seguida, Henrique Rodrigues agradeceu aos novos elementos dos órgãos sociais e aos que estiveram e vão continuar a estar a exercer funções nos três órgãos, referindo que é um privilégio contar com um grupo tão qualificado, tão empenhado, e que tão desinteressadamente trabalha.

    Lembrou em seguida que esta é uma instituição com muitos trabalhadores, entre 140 a 150, número que em breve irá ser reforçado com a integração no CSE da Associação Ermesinde Cidade Aberta. E a propósito dos trabalhadores disse que há uma circunstância comum em instituições como o Centro e que na sua perspetiva é muito significativa, isto é, o facto de serem raros os setores onde a participação dos trabalhadores na produção dos serviços que a casa presta seja tão determinante para a qualidade desses serviços. «Os nossos serviços são prestados de pessoa a pessoa, são serviços de proximidade assegurada pelos trabalhadores relativamente aos utentes. Esta ligação pessoal marca na minha perspetiva muito positivamente o trabalho das instituições particulares de solidariedade social (IPSS)». E no capítulo dos trabalhadores referiu ainda que se dá uma circunstância que é desfavorável, nessa competência que têm os trabalhadores na prestação daquilo o que são os serviços prestados aos utentes, e que se prende com as baixas remunerações, nomeadamente nas carreiras comuns e ainda ao nível dos recursos humanos, que no caso do CSE são altamente qualificados. A este propósito deu conta de que o Governo e várias outras entidades da sociedade civil criaram um laboratório colaborativo na área da proteção social e do emprego, e cuja Direção Henrique Rodrigues integra, e que definiu que o primeiro eixo que irá trabalhar (e apresentar aos órgãos políticos), a primeira prioridade, passa por uma possível revisão da estrutura salarial no setor social e solidário. «Vamos estar envolvidos na primeira linha a nível nacional nesse objetivo e esperamos que durante este mandato possamos reverter essa injustiça».

    METAS PARA O MANDATO

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    Relativamente aos próximos quatro anos de mandato no CSE, o presidente da Direção apontou algumas metas. A reabilitação das instalações do Lar de S. Lourenço, do Serviço de Apoio Domiciliário, da Creche e do Jardim de Infância, são então objetivos a cumprir, assim venha o financiamento (público) a que a instituição se candidatou. Isto servirá, segundo o dirigente, de impulso para um outro objetivo para os próximos quatro anos, e que passa por trabalhar em colaboração com as autarquias locais na reabilitação do espaço público do largo da feira antiga de Ermesinde. Um espaço, que segundo Henrique Rodrigues, é vital relativamente às valências, às atividades e aos serviços que o CSE presta. No fundo, o Centro idealiza para o local uma operação de reabilitação urbana que restitua a este local simbólico de Ermesinde a vida, a qualidade e a qualificação que já teve há uns anos. «Acho que é importante que as IPSS’s para além do que é a sua atividade concreta com os utentes, sejam também fatores de desenvolvimento local. E nessa perspetiva estamos não só disponíveis mas empenhados em colaborarmos com os poderes públicos competentes nesta matéria para trabalharmos numa requalificação de toda esta zona de Ermesinde que tem sido um pouco esquecida relativamente ao que é a reabilitação do espaço urbano».

    A terminar, e olhando para os próximos quatro anos, o dirigente referiu que este será um projeto que terá, para além da função da reabilitação, a preocupação de assegurar fontes alternativas de financiamento para o CSE, nomeadamente para garantir a sua sustentabilidade independentemente de algumas contingências quanto ao financiamento público através da Segurança Social. «Serão quatro anos que terão marca, assim nos deem possibilidade, vida, saúde e recursos para reforçar aquela que na minha perspetiva também tem sido a nota que, mesmo externamente, tem avaliado a nossa ação, e que é a qualidade que geralmente é reconhecida aos serviços prestados pelo CSE. E é essa marca que queremos manter. Temos a noção de que o CSE é uma entidade de grande visibilidade, e nessa medida deve ser também exemplar». A este propósito daria ainda conta de que o Governo celebrou com as entidades representativas das IPSS’s um compromisso de cooperação para o biénio 2019-2020, que prevê a criação de um programa, chamado Qualifica Social, na área da formação profissional e do emprego. Ora, o CSE, em articulação com o centro Qualifica a que se candidatou, quer levar por diante um projeto onde pretende ter um papel na formação de trabalhadores e dirigentes de outras instituições particulares de solidariedade social, no sentido de, de alguma forma, transmitir a outros trabalhadores e dirigentes de outras instituições «aquilo que fomos aprendendo ao longo da vida e aquilo que se vai praticando no CSE. Se viermos a ter a aprovação por parte da Agência Nacional da Qualificação este irá ser também um projeto que vai marcar os próximos quatro anos a par da expansão da Escola Segunda Oportunidade, que com o seu caráter pioneiro merece um relevo especial nesta fase», finalizou o dirigente.

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    Por: Miguel Barros

     

     

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