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Edição de 31-01-2020
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    Arquivo: Edição de 31-10-2019

    SECÇÃO: Cultura


    XXII MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO

    Pedras perdidas no meio do oceano com uma mensagem para o Mundo

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    Exibida em três dias diferentes (16, 17 e 18 de outubro), dois deles em exclusividade para o público de “palmo e meio”, isto é, para os alunos das escolas do 1.º ciclo do concelho, a peça “As Pedras” abriu a 22.ª edição da MIT. Esta produção do ENTREtanto Teatro, inspirada no texto “O Pai Gigante”, de Júnior Sampaio, escrito em 2006, no âmbito da 8.ª edição da MIT sobre o tema “Passado, Presente e Futuro: Portugal e Brasil”, deixou-nos um alerta muito sério em tom de comédia. Mas já lá vamos. A cortina sobe e damos de caras com duas mulheres que naufragaram no meio do Atlântico. Uma é brasileira, outra é portuguesa. Descobrem um barco que partilham enquanto procuram uma direção para chegar a terra firme e se colocarem a salvo. Para o Brasil ou para Portugal? Sucedem-se discussões entre elas, cada uma “puxa a brasa à sua sardinha”, ou melhor, defende a sua nação e a razão pela qual devem remar para lá. O Brasil tem Pelé, a Bahia, a Amazónia; Portugal tem Eusébio, o Algarve, o Gerês... O tempo vai passando, e à deriva no meio do oceano a bordo de um barco feito de pedaços, restos, excedentes, sobras e fragmentos de histórias vão-se aos poucos aproximando uma da outra no meio de risos, ilusões, delírios, aparências e confusões.

    Será que as pedras - curiosamente o nome partilhado pelas duas náufragas - se vão afundar ou antes dar início à construção de uma união entre dois países? A julgar pelo desfecho da peça apostamos mais nesta última hipótese. Mais do que um esgrimir de argumentos entre dois países, esta história mostra-nos, ou sensibiliza-nos, nas entrelinhas uma importante mensagem no sentido de combater uma das maiores ameaças que os oceanos enfrentam na atualidade: o plástico. Grande parte do cenário é construído por plástico: o barco e o mar são feitos de sacos de plástico, as ilusões e delírios das duas “pedras” são expressas nos sacos de plástico, etc. Em suma, a peça procurou chamar à atenção de que os mares do nosso planeta estão hoje gravemente doentes perante a cada vez maior quantidade de plástico que neles são depositados. Tal como as duas “pedras” também os nossos oceanos precisam de ser salvos!

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    Ficha Técnica:

    Texto, Encenação e Espaço Cénico: Júnior Sampaio

    Interpretação: Catarina Vaz e Jaque Lodi

    Figurino: Fátima Nunes e José Rosa

    Música: Fátima Neto e Tina Bastos

    Iluminação: Luís Ribeiro

    Consultadoria Pedagógica: Renata Marques

    Foto do cartaz e Design: Álvaro Sampaio

    Produção: ENTREtantoTeatro

    Por: MB

     

     

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