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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 30-04-2019

    SECÇÃO: Local


    NOTICIAS DA UNIVERSIDADE SÉNIOR DE ERMESINDE

    Cante Norte da USE exibe-se em Évora

    CANTE NORTE DA USE EM ÉVORA
    CANTE NORTE DA USE EM ÉVORA
    Apresentar o grupo “Cante Norte”, na terra do cante – Património Cultural Imaterial da Humanidade – era um sonho há muito acalentado pelo Maestro Manuel Friães e apoiado pela Direção da Ágorarte/USE.

    O parceiro escolhido para a estreia, foi a Universidade Sénior de Évora, uma IPSS em atividade desde 2006, liderada pela Dra. Maria de Jesus Florindo. Com cerca de 200 alunos e 30 professores a lecionar mais de 30 disciplinas, integra ainda a Tuna Sénior de Évora. Em virtude da classificação obtida em Odivelas, será a organizadora do próximo Concurso de Cultura Geral, promovido pela RUTIS. Tem ainda em curso várias atividades no âmbito do projeto Erasmus+.

    O encontro/convívio foi concretizado no passado dia 6 de abril. E como nem só de cantorias vivem as universidades seniores, foi cuidadosamente elaborado um programa cultural que passaria por Alpiarça e Ansião.

    Coube ao professor Manuel Dias dar os bons dias aos viajantes e, formulando votos de boa viagem, lembrou, a propósito da hora madrugadora, ser este o Dia Mundial da Atividade Física.

    Como já se tornou um hábito, de que nem professor, nem alunos prescindem, evocaram-se as efemérides do dia: Assim, em 6 de abril de 1384, na batalha dos Atoleiros, acontece a vitória (inesperada, dada a desproporção de forças) dos portugueses, comandados por Nuno Álvares Pereira, sobre os castelhanos. Um ano volvido (1385), nas cortes de Coimbra, e tendo como figura de proa o Dr. João das Regras, D. João, Mestre de Aviz, foi eleito rei de Portugal, dando início à dinastia de Aviz.

    Com a animação a cargo das cantadeiras, já que eles, estavam proibidos de abrir o bico, não fossem estragar a garganta, a viagem prosseguiu, animada e cheia de boa disposição.

    Já perto de Alpiarça, o professor Manuel Dias intervém de novo, para dar a conhecer a faceta política de José Relvas, pessoa a quem se deve a existência da Casa do Patudos, local que, de seguida, iria ser visitado.

    Membro do Diretório do Partido Republicano cabe-lhe, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, proclamar a implantação da República a 5 de Outubro de 1910. Como Ministro das Finanças do Governo Provisório é responsável pela reforma monetária que conduziu à criação do Escudo (=mil reis). Embaixador em Espanha, até finais de 1913, regressou a Portugal para assumir o seu lugar no Senado, de que viria a resignar em 1915. Voltaria à política em janeiro de 1919, para assumir o cargo de Presidente do Ministério, que exerceu até fins de março do mesmo ano. Durante 25 dias, 19 de janeiro a 13 de fevereiro, teve que fazer frente à chamada Monarquia do Norte, liderada por Paiva Couceiro.

    TURMA SÉNIOR DE ÉVORA EM ATUAÇÃO
    TURMA SÉNIOR DE ÉVORA EM ATUAÇÃO
    Falar da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, desde 1960, torna-se impossível neste espaço, dada a riqueza e a grandiosidade do que foi dado ver. Encomendada ao arquiteto Raul Lino em 1904 e após os acrescentos feitos em 1929 para albergar a galeria de exposições, dispõe de 101 divisões e um moderno auditório, construído no espaço das cavalariças. Deve o seu nome aos patos bravos que outrora povoavam esta área. Na morte do seu proprietário, foi doada, assim como outros bens, ao município de Alpiarça.

    José Relvas foi uma personagem multifacetada. Melómano e colecionador notável (8000 peças que abarcam um período de 500 anos), recebeu na sua casa, em que os sinais maçons se repetem a cada canto, intelectuais, artistas, músicos e políticos. Isso mesmo se vai verificando à medida que se percorrem as diversas divisões, quer se trate da zona habitacional, quer se trate da área museológica.

    Guiados por gente conhecedora e de verbo fácil, a visita a este espaço foi uma agradável surpresa.

    Hora e meia depois da chegada, seguiu-se para Almeirim, onde foram repostas as energias que haveriam de conduzir os passeantes a Évora, mais concretamente ao Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, na freguesia de Bacelo, onde decorreria o Encontro/Convívio.

    Simpaticamente recebidos, pela direção da US Évora e outros elementos que se foram dando a conhecer, houve que (re)organizar o encontro, já que, vicissitudes várias, como limites de tempo, a isso obrigaram.

    Após a presidente da USE, Maria de Jesus Florindo, ter formulado os votos de boas vindas e manifestado o prazer em receber os visitantes, deu-se início às atuações.

    Com o Maestro João Assis ao comando, a Tuna Sénior de Évora, abriu com o tema “Rosa Branca” uma incursão pelo cancioneiro popular português, que incluiu, entre outros, “Olhos Negros”, “Rosinha dos Limões”, “O limoeiro” e “Andorinha da Primavera”. Ganhando de imediato a assistência, que foi acompanhando as cantigas mais populares, foram brindados com carinhosas salvas de palmas em cada uma das canções interpretadas.

    Foi a vez do professor Manuel Dias agradecer a simpatia e o acolhimento dispensado pelos eborenses, posto o que passou a palavra ao professor Manuel Friães que, em poucas palavras, deu a conhecer o grupo Cante Norte e partiu de imediato para a ação.

    (...)

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    Por: Alfredo Silva

     

     

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