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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 31-03-2019

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    Resgate da concessão dos parquímetros continua na berlinda

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    Continua a fazer correr muita tinta o tema do resgate das concessões dos parquímetros nas cidades de Ermesinde e de Valongo. O assunto voltou a estar em discussão na reunião pública do Executivo da Câmara Municipal de Valongo (CMV), realizada no dia 14 de março. Foi Miguel Teixeira, vereador do PSD, que colocou em cima da mesa um assunto que na sua voz «é um pouco confuso», para a população. Assim é, e conforme explicaria em seguida o vereador social-democrata, porque «continuo a ver os funcionários da empresa concessionária a passar multas», dando como exemplo ele próprio, que havia sido multado pelos ditos funcionários da Parque VE.

    Nesse sentido questionou: «O que faço às multas? Pago-as ou não as pago?». Assim sendo, Miguel Teixeira quis saber qual o ponto da situação sobre o resgate, atendendo a que a empresa continua nas ruas a trabalhar, o que tem causado muita confusão na população.

    José Manuel Ribeiro concordou com Miguel Teixeira, referindo que «não é normal o comportamento da empresa». O presidente da CMV recordou então todo o processo que levou à decisão da autarquia em resgatar as concessões do estacionamento pago à superfície nas cidades de Ermesinde e de Valongo. Uma «decisão legítima», na sua voz, que foi aprovada unanimemente quer pela Câmara, quer pela Assembleia Municipal de Valongo (AMV). Lembrou ainda que a empresa foi proibida de exercer a fiscalização, ou verificação de pagamento do estacionamento, o termo correto, sublinhando nesse sentido que ao permanecer nas ruas das duas cidades a «empresa está a cometer um crime, que é fazer usurpação de funções. A empresa está a azucrinar a vida das pessoas», disse o autarca, que não entende como é que uma «empresa tem a coragem de usurpar funções. Há pessoas que acham que estão acima da lei».

    José Manuel Ribeiro disse ainda que esta atitude da Parque VE vai ter consequências, pois «a Câmara não está parada e vai recorrer ao tribunal», sublinhando ainda que neste momento quem tem poder para fazer a fiscalização é a CMV, sendo que os avisos de pagamento que atualmente a empresa emite não têm validade nenhuma.

    Assim sendo, deixou um conselho à população: «quando esses senhores aparecerem chamem a polícia». Relativamente ao ponto de situação do resgate, o autarca lembrou igualmente que após a AMV ter aprovado (no passado dia 21 de fevereiro) a decisão de resgatar as duas concessões decorre um prazo de seis meses até a autarquia efetivar a gestão da concessão do estacionamento pago, sendo que a partir daí a Câmara irá baixar não só o valor cobrado mas também criar um cartão para comerciantes a preços acessíveis.

    CÂMARA PAGA

    SEGUROS DOS BOMBEIROS

    Com uma Ordem de Trabalhos curta e sem assuntos capazes de suscitar análises e discussões mais profundas, os assuntos de interesse desta sessão decorreram sobretudo no período de antes da Ordem do Dia. Um deles prendeu-se com a atribuição, por parte da Câmara, de verbas às duas corporações de bombeiros do concelho para que estas possam não só pagar os seguros das viaturas mas também para que possam comprar equipamentos de combate a fogos florestais. Esta decisão surgiu na sequência de uma intervenção de José António Silva, vereador do PSD, que lembraria que após a atribuição da Medalha de Honra do Município aos Bombeiros Voluntários de Valongo (BVV) por altura das comemorações dos 125 anos destes, a autarquia havia assumido o compromisso de pagar os seguros das viaturas e os equipamentos de combate a fogos florestais quer à corporação de bombeiros de Valongo, quer aos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (BVE).

    Na resposta, José Manuel Ribeiro começou por dizer que o pagamento dos seguros das viaturas das duas corporações é um assunto que já está a ser tratado e que em breve o protocolo viria à Câmara. Informou posteriormente que a verba a atribuir a ambas as corporações seria de 20.000 euros - 10.000 euros para cada uma.

    No que concerne aos equipamentos de proteção individual de combate a incêndios florestais, o edil disse que também irá cumprir esse compromisso, sendo que nesse sentido a autarquia irá oferecer todos os anos 15 equipamentos aos BVE e outros 15 aos BVV, explicando que cada kit de equipamento tem um custo de cerca de 200 euros.

    Por: MB

     

     

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