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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 15-12-2018

    SECÇÃO: Local


    NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE

    Rádio Zona Z promoveu ciclo de cinedebates “A olho nu”

    Foto SOPHIE EVRARD
    Foto SOPHIE EVRARD
    O Centro Social de Ermesinde tem em execução um projeto com a designação de Papalagui E6G, vocacionado para a emancipação dos jovens do concelho de Valongo, mas também com o objetivo de envolver toda a comunidade neste processo, baseado num conjunto de atividades formativas e lúdicas.

    No âmbito da rádio comunitária, os integrantes do projeto idealizaram levar a cabo para o mês de novembro, um certame de cinedebates - intitulado “A olho nu” - com o objetivo de discutir temas pertinentes como o amor e o desemprego. Assim, no dia 23 de novembro foi exibido o filme “Antes do Amanhecer”, enquanto que no dia 30 foi exibido o filme “I, Daniel Blake”. Ambos os filmes foram exibidos no auditório da Junta de Freguesia de Ermesinde. De maneira mais esmiuçada diga-se que este ciclo de cinedebates foi assente num formato simples: um moderador, preferencialmente um escritor do concelho, e três oradores que comentaram o filme com base nas suas vivências. O título deste minifestival, “A olho nu”, consistiu num olhar sem filtros para os problemas que nos rodeiam, ou seja, sem conceções eruditas, muito baseado nas experiências pessoais, sem verdades absolutas. De acordo com a organização, «houve a vontade de chamar o “cidadão comum” a comentar temas polémicos ou talvez não… sendo ainda que o objetivo desta iniciativa, neste primeiro certame, foi dar a conhecer o projeto da rádio comunitária, ou como a batizamos, Rádio Zona Z, e promover, simultaneamente a participação da comunidade em torno de temáticas próximas, do dia-a-dia, mas de que por razões várias andamos alheados. É uma sugestão de participação cívica», dizem.

    No que concerne aos debates realizados no final de cada um dos filmes exibidos, começamos pela película “Antes do Amanhecer”, onde foram debatidas as relações humanas, na perspetiva de como lidamos com o amor e como ele é vivenciado e, mais uma vez, e é quase um cliché, a questão de partida que se afigurou: afinal o que é o amor? Uma pergunta para a qual não… se chegou a nenhuma conclusão.

    Já o segundo filme, “I, Daniel Blake”, tratou de discutir a forma como o Estado se relaciona com os seus cidadãos, e principalmente com aqueles que, por alguma razão, estão numa situação mais fragilizada - o caso do desemprego e os apoios sociais foram o ponto de partida deste filme. Segundo os organizadores, «foi um brilhante filme, descortês e ávido no retrato de uma Inglaterra nos tempos de austeridade, concentração de renda e segregação social, enternecedor e empático no retrato humano e a desumanização capitalista”, que poderia perfeitamente ser espelho da nossa realidade».

    Em ambos os debates o moderador foi Rui Machado, que de acordo com os organizadores é «uma figura ímpar na sua ação cívica na luta pelos direitos humanos». Mestre em Psicologia, é escritor, com várias obras publicadas, é cronista residente na Plural e Singular e no Jornal Novo de Valongo, sendo atualmente formador e guionista, compondo a equipa da Rádio Zona Z.

    No que concerne ao público que assistiu a esta primeira edição do ciclo de cinedebates, a organização refere que a mobilização foi boa, acrescentando que em cada um dos dias a plateia apresentou mais de uma centena de pessoas, de várias idades, algo que em seu entender foi positivo para o debate. Presente esteve ainda o presidente do CSE, Henrique Rodrigues, que na sua intervenção dizia que o filme “I, Daniel Blake” deveria «ser um ponto de partida para que os profissionais da área social e do emprego refletissem as suas práticas».

    A organização agradeceu ainda publicamente ao presidente da JFE, João Morgado, pela «generosidade e toda a colaboração dada ao projeto Papalagui E6G, o que permitiu aos elementos da Rádio Zona Z levarem a cabo esta iniciativa». Agradecimentos ainda às oradoras do evento, nomeadamente, «Maria Vítor, Ilda Pinheiro, Regina Coelho, Susana Bilber e ao Paulo Soares; sem esquecer a Universidade Sénior de Ermesinde e todos aqueles que se juntaram nesta nossa primeira iniciativa cinematográfica».

     

     

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