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Edição de 31-10-2018
Jornal Online

SECÇÃO: Desporto


CPN mostra a sua vitalidade em tempos de dificuldades financeiras

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É indiscutivelmente um dos grandes símbolos da Cidade de Ermesinde, e apesar de todas as dificuldades que possa enfrentar no presente é por demais evidente que prevalece com uma dinâmica impressionante e uma importância cada vez maior na formação de desportistas e acima de tudo dos homens e mulheres do futuro.

Tudo isto ficou evidente na noite de 27 de outubro passado, dia em que o CPN comemorou o seu 77.º aniversário. Efeméride celebrada no auditório da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), espaço que se revelou pequeno demais para acolher a família cepeenista nesta data especial. Presentes estiveram igualmente muitos amigos do clube, bem como inúmeras figuras em representação de várias entidades, como por exemplo, a Câmara Municipal de Valongo (CMV), representada pelo vereador do Desporto, Paulo Esteves Ferreira; a JFE, representada pelo tesoureiro Miguel de Oliveira; ou a Confederação Nacional das Coletividades, presente na pessoa de Adelino Soares. Esta cerimónia serviu ainda para o clube homenagear alguns atletas/treinadores seus; agraciar os sócios que completaram 25 e 50 anos de associados; e proceder à demonstração de atividade de algumas das suas secções – mais concretamente a secção de danças de salão e de karaté.

A festa foi igualmente abrilhantada pelas atuações dos grupos Adufeiras do Leça, Cante Norte e dos Filhos da Pauta, sendo que os dois primeiros integram a Universidade Sénior de Ermesinde.

Rui Moutinho, o presidente da Direção do CPN, foi o primeiro a usar da palavra, começando por recordar dirigentes, técnicos e atletas que ao longo destes 77 anos conseguiram com determinação superar as crises e dificuldades que o clube enfrentou, pessoas que na sua voz venceram grandes batalhas que serviram para reforçar a unidade do CPN e seguir em frente. No que concerne ao futuro, o dirigente afirma que este continuará a ser de enorme apreensão, «mas como sempre fizemos iremos à luta com a mesma vontade de superar as dificuldades e os desafios». Para Rui Moutinho, o CPN tem um trabalho árduo pela frente para superar as dificuldades que atualmente enfrenta, sobretudo as financeiras, sublinhando que além da dívida que o clube tem ao banco, há que fazer novos investimentos sob pena de comprometer o futuro da coletividade. Referiu que os custos energéticos representam 80 por cento dos recursos do clube, «um encargo demasiado pesado para qualquer entidade e muito mais para uma coletividade com as nossas dificuldades», havendo ainda a necessidade de fazer constantemente a manutenção de equipamentos e de recuperar outros que «foram abandonados no passado». Os apoios provenientes de patrocínios são diminutos, como disse, mas «as adversidades nunca serão suficientes para desistirmos», frisou, acrescentando que o clube continua bem vivo e é hoje uma referência no panorama desportivo nacional. Realçou alguns dos êxitos desportivos que o CPN alcançou no último ano, com especial enfoque para a prestação das equipas da secção de basquetebol, para as subidas à 1.ª Divisão Nacional das juvenis e juniores do andebol cepeenista e para os títulos internacionais alcançados pela natação adaptada. Êxitos que nas palavras do presidente foram possíveis graças ao trabalho de atletas, treinadores e dos pais dos atletas, a quem endereçou uma palavra de agradecimento pelo envolvimento que têm com o clube quer nas vitórias quer nas derrotas. O dirigente agradeceu ainda o apoio que tem sido dado ao CPN pela CMV e pela JFE, apelando no entanto para que essa ajuda seja maior, sobretudo da parte da Câmara. Neste ponto deu o exemplo do protocolo existente entre a Junta e o CPN, que permite que os seniores da freguesia portadores do cartão sénior possam beneficiar de condições favoráveis para o exercício físico nas piscinas do clube, sendo esta uma forma claro de o CPN rentabilizar as suas piscinas, fazendo Rui Moutinho o apelo para que este protocolo seja alargado à CMV. Salientando que é urgente ajudar clubes como o CPN que têm a seu cargo despesas energéticas avultadas com a manutenção de piscinas, Rui Moutinho alertou ainda para a falta de equipamentos desportivos suficientes em Ermesinde, o que tem feito com que muitas modalidades não sobrevivam. Dirigindo-se à autarquia, disse ser necessário premiar o mérito desportivo e encontrar soluções para a construção de novos equipamentos, pois os clubes precisam deles e os atletas e a população merecem-nos. Ressalvou ainda que o CPN está na primeira linha para dar os contributos necessários à dignificação da nossa cidade e do concelho e está empenhado em fazê-lo em conjunto com a CMV e a JFE, mostrando ainda a disponibilidade do clube em desenvolver e complementar a atividade desportiva nas escolas. «Podem contar connosco. Gostaria também de louvar o trabalho meritório de todos os nossos dirigentes, treinadores, atletas, professores, administrativas e restantes colaboradores que no dia-a-dia dão o seu melhor para a dignificação do clube».

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Por sua vez, Miguel de Oliveira começou por frisar que o CPN “confunde-se” com a história da cidade, «é inquestionável pensar na Cidade de Ermesinde e não pensar neste clube». Ciente de que hoje o CPN enfrenta sérias dificuldades, o membro da Junta sublinhou que «todos nós temos a obrigação de colaborar com o clube: Tornarmo-nos sócios, ir aos jogos, ir às piscinas, ir ao ginásio, está é a forma que todos nós enquanto cidadãos temos de abraçar para ajudar esta coletividade tão fundamental para o nosso dia-a-dia». Disse ainda que a JFE está disposta a colaborar com o CPN, adiantando que a autarquia está a preparar a reestruturação do Cartão Sénior e do Cartão da Cidade e que pretende pedir a colaboração do clube para que mais ermesindenses possam usufruir dos serviços que este presta.

Paulo Esteves Ferreira começou por dizer que é muito raro haver coletividades com 77 anos com o dinamismo que o CPN tem. «Há associações com esta idade que já só têm memórias, já não têm presente, e o CPN tem memórias, tem presente e tem um grande futuro à frente». Referiu que a Câmara tem ajudado na medida do possível, que gostava de dar mais apoios, mas isso não é possível, «não podemos dar aquilo que não temos. No passado mandato fizemos um investimento pesado no desporto, neste mandato a nossa prioridade é investir nas escolas da nossa responsabilidade», explicou o vereador em resposta ao repto lançado por Rui Moutinho. Contudo, a CMV avançou que irá (durante o atual mandato) dar a Ermesinde um novo pavilhão gimnodesportivo, na sequência da requalificação do Pavilhão da Bela.

Como já foi referido, esta cerimónia serviu para o CPN homenagear alguns atletas/treinadores/seccionistas seus que se destacaram no último ano, seja pela conquista de títulos nacionais ou internacionais, seja pela atitude e trabalho desenvolvido em prol do clube. Foram os casos de José Ribeiro (natação adaptada), Pedro Ribeiro (também da secção de natação adaptada), Henrique Carvalho (karaté), Rafael Teixeira (karaté), Isabel Ribeiro (kung-fu), Francisco Machado (kung-fu), Rui Almeida (futsal), Paulo Gouveia (andebol), Rafael Marques (andebol), Francisco Costa (basquetebol) e Renato Horta (basquetebol).

Patrique Tavares e Alberto Castro foram os dois associados que foram agraciados pelos 25 anos de filiação no clube – sendo que apenas o primeiro esteve presente na cerimónia –ao passo que Maria Emília Fernandes e Ludovina Fernandes foram agraciadas pelos 50 anos de ligação ao CPN enquanto associadas – sendo que nem uma nem outra esteve presente para receber das mãos do presidente da Assembleia Geral cepeenista, Diomar Santos, o respetivo emblema de ouro.

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Por: Miguel Barros

 

 

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