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Edição de 31-03-2020
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    Arquivo: Edição de 31-07-2018

    SECÇÃO: Local


    USE visita Tapada de Mafra - A preocupação com o ambiente e a biodiversidade

    UMA ASSISTÊNCIA INTERGERACIONAL ESCUTA, ATENTA, AS PALAVRAS DE QUEM SABE
    UMA ASSISTÊNCIA INTERGERACIONAL ESCUTA, ATENTA, AS PALAVRAS DE QUEM SABE
    No âmbito da Disciplina de Sociedade e Cidadania, ministrada pela Professora Ilda Pinheiro, e tendo em vista o debate sobre a biodiversidade e a preservação do ambiente, a Universidade Sénior de Ermesinde realizou, já nos finais do ano letivo, uma visita à Tapada de Mafra.

    Aqui chegados, aguardava-nos uma lição sobre «as nossas amigas abelhas». No anfiteatro, ao ar livre, tivemos a companhia de conhecedores e interventivos petizes de escolas primárias e jardins infantis. Com as explicações sobre a organização das colmeias, o meritório trabalho das obreiras, os benefícios dos produtos da sua azáfama, pólen, mel, cera, etc., ficou ditada a sentença: no dia em que as abelhas desaparecerem, o Homem, ou já não estará cá para ver, ou por pouco tempo lhe sobreviverá.

    Eram já evidentes os sinais de desconforto, devidos ao frio que se fazia sentir naquele dia da Europa (9 de maio) e para o qual não íamos preparados. Antes da etapa seguinte, alguns muniram-se de agasalhos, ali adquiridos a preços absurdamente elevados.

    Seguiu-se um pequeno passeio de comboio, em que foi possível apreciar de perto as espécies cinegéticas existentes na Tapada: javalis, gamos e veados. Outros animais aqui vivem, como a raposa, o coelho bravo, o texugo e outros mamíferos, assim como um conjunto de invertebrados, mas que não se mostraram disponíveis para os visitantes. Outro "habitante" que por aqui anda e que presta relevantes serviços à sociedade, é o morcego, que, ao cair da noite se dirige a um local, ali pertinho, onde encontra as portas e janelas duma famosa biblioteca abertas e aí procede à "limpeza" de traças e outros insetos, mantendo incólumes as preciosidades aí existentes.

    Entretanto, indiferente ao frio, a nossa guia lá ia continuando as suas explicações: fácil foi perceber que esta tapada, mandada construir pelo mesmo senhor responsável pela construção do Convento imortalizado por Saramago, teve como objetivo abastecer de água, lenha e outros bens os residentes do dito, bem como servir de espaço de lazer à corte que para ali se deslocava.

    Terminada a voltinha de comboio, fomos presenteados com as exibições do Dinis (águia de bonelli de dois anos) e da Pipoca (bufo real de cinco anos). Apesar do bichinho que começava a chamar-nos para outras paragens, não foi difícil ao couteiro prender a atenção de todos nós, graúdos e miúdos. Hora de almoço: cada um, pega no que trouxe de casa - houve quem, não querendo vir carregado, tivesse uma cestinha bem recheada à sua espera - e desafia os vizinhos a participar na boda.

    Mal houve tempo de sacudir as toalhas, e alguns sortudos, tomar um cafezinho, já estávamos de partida para Sobreiro. Nesta pequena localidade, situada entre Mafra e Ericeira, tivemos oportunidade de vaguear pela Aldeia/Museu de José Franco, no dizer de Jorge Amado "Artista do Barro e da Vida… Um grande Homem do Povo… Um Português que nasceu com o dom misterioso da beleza e a distribui como um bem de todos…".

    O frio continuava. Não foi preciso esperar pela hora aprazada para que o autocarro se enchesse e iniciasse o regresso. Satisfeitos, obviamente, por mais um dia de aprendizagem e convívio.

    Por: Alfredo Silva (C. A. da USE)

     

     

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