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Edição de 20-07-2022
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    Arquivo: Edição de 15-12-2017

    SECÇÃO: Opinião


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    Mudança do Infarmed para o Porto

    O Governo com o súbito anúncio de transferir a sede do Infarmed para o Porto, provocou um compreensivo alarido nos cerca de 350 trabalhadores e suas famílias, que de repente se veem na contingência de perderem o emprego e, consequentemente, a sua única fonte de rendimento para manter as suas condições de vida atuais. E não serão as declarações de membros do mesmo governo, garantindo que tudo será feito com o devido cuidado, "acautelando os direitos dos trabalhadores", que poderão anular o desassossego social que a medida naturalmente provoca a quem tem a sua vida organizada com base em trabalho prestado em determinada cidade e dele se vê privado de um momento para outro, sem qualquer outra razão séria que não seja o percetível objetivo de desviar o foco da comunicação social dos problemas derivados de recentes decisões que, em vez de serenar os ânimos, são causa de greves permanentes, manifestações públicas e reivindicações de várias classes de operadores públicos, que querem ser tratados como foram os professores.

    Os trabalhadores e familiares do Infarmed vêm reagindo receosos que a medida anunciada se concretize. Pessoalmente achamos que não haverá razões para pânico.

    A data da transferência para janeiro de 2019 não terá sido escolhida por acaso. Sendo prática dos portugueses os prazos raramente serem cumpridos, antes tradição dilatá-los, não será difícil deslizar a data de janeiro de 2019 para 2020. Com eleições legislativas em 2019 delas sairá um governo semelhante ao atual ou outro de matiz diferente. Se a geringonça continuar, não haverá pressa de respeitar a data anunciada para a mudança, sempre terão quatro anos à sua frente para irem entretendo o Dr. Rui Moreira. Se pelo contrário a direita ganhar o pleito democrático, naturalmente que argumentarão nada terem a ver com o "disparate", e a coisa morre sem que as famílias sejam destroçadas e os cofres do erário público sacrificados por indemnizações devidas a quem é despedido.

    Até lá, seria interessante que o senhor ministro da Saúde explicasse qual a solução que tem para efetivamente concretizar a transferência do Instituto Público, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, acautelando os direitos dos trabalhadores sem aumentar o número de efetivos, ou estará a pensar que em Lisboa manter-se-ão 330 trabalhadores, abrindo no Porto "vagas" para umas centenas de "boys", dando corpo ao anunciado: a Sede será no Porto mas Lisboa manterá um polo, mandando às malvas o acréscimo de custos. Culpa terá quem entrega a gestão dos dinheiros públicos a quem foi preparado, e bem, para tratar doentes e não de economia ou finanças públicas.

    Por: A. Alvaro de Sousa

     

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