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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 20-10-2017

    SECÇÃO: Destaque


    ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2017

    As reações dos protagonistas aos resultados eleitorais

    Conhecidos os resultados eleitorais, o nosso jornal entrou em contacto com alguns dos protagonistas destas Autárquicas 2017, mais precisamente com os cabeças de lista das várias forças partidárias candidatas à Câmara de Valongo e à Assembleia de Freguesia de Ermesinde (AFE). José Manuel Ribeiro, o grande vencedor destas eleições, começou por destacar o resultado (57,31 por cento) obtido pelo seu partido na corrida à autarquia, «o maior resultado desde o 25 de Abril. Este foi o resultado que a população quis e é o povo que tem sempre a última palavra. Agradeço a todos sem exceção este enorme voto de confiança e continuarei a ser o presidente de todos, comportando-me como inquilino e nunca como proprietário da Coisa Pública». O socialista sublinhou ainda o facto de o PS ter vencido a corrida à AFE: «Foi com enorme satisfação que vi ser eleito um novo presidente de Junta do Partido Socialista, João Morgado, numa das maiores cidades de Portugal. Ermesinde vai ganhar muito com a nova parceria da Junta com a Câmara», disse o presidente reeleito.

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    À espera de um melhor resultado do que aquele obtido pelo seu partido estava Adriano Ribeiro (CDU), que numa declaração ao nosso jornal começou por dizer que estes resultados «baseiam-se no aproveitamento do PS da conjuntura nacional, que tem origem na criação de condições pelo PCP, para pôr fim a uma ação governativa por parte do Governo do PSD, que era imperioso travar, mas que as pessoas não tiveram na devida conta, para além de lhe chamarem de geringonça e permitirem uma maioria absoluta, que oxalá não seja prejudicial para a maioria». A esta opinião Adriano Ribeiro juntou ainda outro ponto que em seu entender ajuda a explicar este resultado, o «facto da utilização de meios de propaganda por parte do PS ao longo de quatro anos, mas pagos por todos nós, ao ponto de a própria Comissão Nacional de Eleições exigir que se pusesse fim». Adriano Ribeiro terminou esta sua declaração dizendo que «pelo desempenho da tarefa ao longo do mandato, a CDU merecia um melhor resultado».

    Por sua vez, Nuno Monteiro, cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara, referiu que o seu partido «teve a maior votação de sempre para a Câmara Municipal de Valongo, infelizmente não a suficiente para conseguir eleger um vereador e para impedir a formação de uma maioria absoluta. Estamos em crer que os eleitores do concelho de Valongo quiseram impedir que a direita regressasse ao poder, ainda por cima com um candidato que, enquanto presidente da Junta de Ermesinde, dera mostras de tendências autoritárias. Na ausência de sondagens e com receio de que a votação estivesse equilibrada, os eleitores concentraram o voto no PS, considerando que era o partido em melhores condições para impedir o regresso do PSD ao poder. Não estaremos no Executivo, mas vamos estar na Assembleia Municipal, onde daremos voz aos anseios e problemas dos cidadãos de todas as freguesias e apresentaremos propostas para um desenvolvimento equitativo de todo o concelho», finalizou o bloquista.

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    Pela primeira vez a votos no nosso concelho esteve o MPT, sendo que no rescaldo desta eleição o cabeça de lista do partido, António Machado, fez uma leitura positiva em relação aos resultados obtidos pela força partidária que representou. «O Partido da Terra/Valongo, teve uma subida de 0,41 por cento em relação às últimas eleições legislativas, passando para 1,58 por cento, o que é um excelente resultado. Quanto ao facto de o PS ter elegido seis vereadores em nove possíveis, isso não tem outra explicação senão o bom momento que o PS nacional atravessa. O PS local não deu à autarquia uma gestão tão má que o levasse a perder as eleições, mas também não foi tão boa que merecesse o resultado que teve, e que ninguém acreditava ser possível», concluiu.

    No plano da freguesia de Ermesinde, João Morgado foi o grande vencedor da noite de 1 de outubro passado. Dezasseis anos depois, os socialistas voltam a liderar a Junta de Freguesia de Ermesinde, sendo que, no rescaldo desta vitória, João Morgado começou por referir que «a votação do passado dia 1 foi clara e expressiva. Os ermesindenses optaram pelo projeto do PS, mas fundamentalmente pelas pessoas que integraram as listas do Partido Socialista. Em Ermesinde, onde obtivemos uma histórica maioria absoluta, os resultados eleitorais foram fruto de uma campanha de proximidade e humanismo, onde todos os dias, com um sorriso nos lábios, fizemos quilómetros na nossa Cidade, falamos e ouvimos todos. São as pessoas a nossa principal prioridade como afirmamos desde o primeiro dia. Ninguém perdeu, ganhou Ermesinde», sublinhou o novo presidente da Junta.

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    Resultado positivo na nossa freguesia obteve o Bloco de Esquerda, alcançando na verdade o seu melhor resultado em Ermesinde, conforme referiu a cabeça de lista do partido à AFE, Carla Sousa. «O Bloco de Esquerda foi a única força política que não perdeu votos nem eleitos para o Partido Socialista, tendo subido a votação face às eleições anteriores, alcançando o melhor resultado de sempre em Ermesinde. Estamos convictos de que foi o reconhecimento da população pelo papel do Bloco no anterior mandato, durante o qual, tanto no Executivo como na Assembleia, foi a única força política que destoou do consenso entre todos os outros partidos, denunciando os desmandos que o poder da direita ia fazendo e os outros partidos iam permitindo. Iremos trabalhar para continuar a merecer a confiança de cada vez mais cidadãos, com a consciência de que o faremos em condições de grande dificuldade, uma vez que o partido no poder terá maioria absoluta e poderá sempre impor a sua vontade», finalizou Carla Sousa.

    Por seu turno, José Caetano, da CDU, começou por «enaltecer a maneira cívica como decorreram estas eleições autárquicas. Queria também saudar todas as forças políticas que concorreram a este ato eleitoral. Os resultados são inequívocos, vitória do PS - espera-se agora, a concretização do prometido às populações. Quanto ao resultado da CDU na freguesia de Ermesinde, este não foi o esperado pelo PCP nem pelas forças políticas que compõe a CDU. Compreende-se que estes resultados devem ter uma leitura alicerçada com a conjuntura da política nacional e à qual o PCP de uma forma decisiva contribui para por termo à política desastrosa do Governo de Passos Coelho. Continuaremos nos órgãos onde estaremos representados a desenvolver todos os esforços para que a cidade de Ermesinde e a sua população, vejam concretizadas as suas ambições», disse.

    Por fim, Fernando Vale, o assumido separatista e defensor da criação do Concelho de Ermesinde, que nestas eleições foi a votos pelo PDR, o qual começaria por salientar que «é de lamentar que metade do eleitorado não tenha acorrido às urnas. Isto indica uma total falta de confiança das pessoas no Sistema da Administração Municipal e no Sistema das Autarquias Locais». Quanto ao resultado eleitoral, Vale deixa até elogios à escolha de João Morgado: «o eleitorado que foi votar escolheu bem, porque o João Morgado é uma pessoa capacitada para exercer as funções de presidente da Junta. Só estranho, é como é que o PS só o tenha lançado agora e não em eleições anteriores. É com agrado que nós, separatistas de Ermesinde, o vemos como presidente da Junta, pois lembro que no passado ele defendeu a nossa causa: a criação do concelho de Ermesinde. Achamos que a Junta de Freguesia de Ermesinde está bem entregue. Devo ainda dizer que com esta candidatura à Junta nós (separatistas) tivemos a oportunidade de relançar publicamente a causa da criação do concelho de Ermesinde. Nesse sentido, vamos continuar a lutar por pela nossa causa», disse.

    A Voz de Ermesinde tentou ainda obter uma leitura/comentários dos resultados eleitorais por parte dos candidatos da coligação Unidos Por Todos (PSD/CDS-PP) à Câmara de Valongo e à AFE, respetivamente Luís Ramalho e Teresa Raposo, mas na altura estes não responderam à nossa solicitação.

     

     

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