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    Arquivo: Edição de 30-04-2016

    SECÇÃO: Desporto


    Rui Moutinho é o novo presidente do CPN

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Rui Moutinho foi eleito a 29 de abril presidente da Direção do CPN para o triénio 2016-2018. Numa Assembleia Geral Ordinária ocorrida no salão nobre da coletividade cerca de seis dezenas de associados da mesma elegeram a lista de Moutinho - a única lista que foi a sufrágio - por maioria. A tomada de posse dos novos órgãos sociais cepeenistas deu-se imediatamente após um ato eleitoral que aprovou ainda (também por maioria) as contas do exercício de 2015.

    A APRESENTAÇÃO

    DO PROGRAMA

    E AS SUAS PRINCIPAIS

    LINHAS ORIENTADORAS

    Foi num tom crítico para com o então presidente da Direção do CPN, Paulo Sousa, que Rui Moutinho apresentou a 16 de abril, no bar da sede do clube, a sua lista de candidatos, e o respetivo programa, aos órgãos sociais do clube, cujo ato eleitoral decorreu a dia 29 de abril. Começaria por lembrar aos presentes que na altura fazia parte da Direção do CPN, e que «divergências» com o então presidente do emblema ermesindense, o levaram a apresentar uma lista de candidatura à liderança do clube. «Acho que o modo como tem conduzido o CPN não tem sido o melhor», disse o então candidato, que em rota de colisão com Paulo Sousa e após auscultar elementos ligados às secções do clube, sócios do mesmo, e amigos decidiu formar uma lista e apresentar uma candidatura à liderança do CPN. «Entendemos que era chegada a hora de encontrar uma alternativa», referiu Moutinho.

    Traçaria posteriormente alguns pontos inseridos no programa de ação da sua lista. Desde logo explicaria que a razão desta candidatura assentava no facto de este grupo de sócios que integrava a sua lista «ter uma visão diferente de como deve funcionar o CPN, uma visão baseada na proximidade dos problemas, para assim encontrar melhores soluções». Moutinho considerou ainda que as secções «são o ser do clube e como tal devem estar devidamente representadas nos seus órgãos sociais», razão pela qual a então lista de candidatos à Direção era integrada por um elemento de cada uma das secções do clube, algo que na sua voz já não acontecia há algum tempo. «Queremos diferenciar-nos pela atitude e pelo funcionamento, queremos sair de um modo de funcionamento fechado para um modo de funcionamento aberto», sublinhou Moutinho. Frisou ainda que deve ser o clube a gerir o seu próprio complexo, lembrando que nos últimos anos as empresas privadas que estiveram a explorar as instalações do CPN, mais concretamente a piscina e o ginásio, deixaram à coletividade ermesindense uma dívida de mais de 80.000 euros, um valor que de acordo com Rui Moutinho será difícil de recuperar visto algumas dessas empresas terem, entretanto, aberto insolvência. Ainda segundo o agora presidente do CPN, foi discutida, num passado recente, a hipótese de se entregar a exploração das piscinas a mais uma empresa privada, «hipótese à qual me opus por considerar precisamente que o complexo do CPN deve ser gerido pelo próprio clube», disse, recordando ainda que após um início de 2015 complicado em termos financeiros para o emblema cepeenista, ele próprio chamou a si a gestão da piscina e do ginásio e que hoje o clube honra os seus compromissos com o banco.

    Reabilitar a sede e os equipamentos do clube fazem igualmente parte das intenções da equipa comandada por Rui Moutinho, que considera que algumas infraestruturas atuais do CPN, como por exemplo o pavilhão e os balneários das piscinas, carecem de manutenção dado o seu estado de degradação. No plano financeiro assume como prioridade absoluta regularizar o passivo do clube, que neste momento ronda os 300.000 euros. «Respeitamos a necessidade de um equilíbrio financeiro do clube, assumindo o compromisso de não lhe colocar novos encargos financeiros que este não possa suportar», pode ler-se no programa da lista.

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    No que concerne ao movimento associativo Rui Moutinho pretende levar a cabo uma ampla campanha de angariação de novos associados, tendo como meta elevar ao dobro os sócios existentes. Em termos concretos o CPN tem neste momento cerca de 6700 associados em ficheiro, mas pouco mais de duas centenas é que efetivamente pagam as cotas, cenário que Moutinho quer ver alterado com o referido objetivo de angariação de novos associados.

    2016 é um ano especial na vida do CPN, já que em outubro próximo este irá completar 75 anos de vida. Nesse sentido, está prevista a constituição de um grupo de trabalho com vista a levar por diante um vasto programa de comemorações, onde entre outras iniciativas está idealizado a realização de um grande evento desportivo em conjunto com todas as secções; um espetáculo cultural aberto a toda a população; e ainda uma homenagem pública a sócios, atletas, técnicos e dirigentes que com os seus feitos tenham contribuído para elevar o nome do clube.

    No plano desportivo Rui Moutinho pretende reavivar algumas secções que na sua visão estão neste momento um pouco adormecidas, como é o caso do ténis de mesa e do polo aquático - cuja secção reabriu recentemente -, bem como continuar a fomentar o desenvolvimento desportivo de atletas, se possível ao mais alto nível, tanto nas competições distritais como nacionais, nas outras modalidades do emblema.

    Rever os estatutos e regulamentos do CPN, que na voz de Moutinho se encontram atualmente ultrapassados, é outra das suas intenções de uma equipa que é constituída pelos seguintes elementos: Assembleia Geral: Diomar Santos (presidente), Maria Emília Fernandes (1º secretário) e Renato Horta (2º secretário). Direção: Rui Moutinho (presidente), Fernando Coelho (vice-presidente), Susana Oliveira (vice-presidente), Alfredo Sista (tesoureiro), Carla Sousa (1º secretário), Nuno Lago (vogal), Carmindo Paiva (vogal), Marco Teodoro (vogal) e Maria Joaquina Machado (vogal). Conselho Fiscal: Manuel Sobral Pires (presidente), José Serdoura (secretário) e Fernando Santos (relator).

    Por: Miguel Barros

     

     

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