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Edição de 30-11-2019
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    Arquivo: Edição de 30-04-2016

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    Câmara aprova contas (de 2015) que segundo o seu presidente refletem resultados extremamente positivos

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    A Câmara de Valongo aprovou a 21 de abril, em sede de Executivo, o seu Relatório e Contas referente ao exercício de 2015. Entre outros dados, o documento deixou expresso que a taxa de execução foi de 101 por cento, ao passo que a taxa de execução de despesa se situou nos 95 por cento. No que respeita à dívida, registou-se um decréscimo de cerca de 2.690.000 euros face a 2014, sendo o decréscimo da dívida de curto prazo de 33 por cento. Ainda no que concerne a números, a dívida total do Município foi reduzida em cerca de 8.821 milhões de euros, sendo que no presente o valor dessa mesma dívida ronda os 45.430 milhões de euros. Outro dado que foi destacado na análise ao documento aludiu ao facto de o prazo médio do pagamento a fornecedores ter sido reduzido para seis dias. O presidente da autarquia, José Manuel Ribeiro, mostraria posteriormente o seu contentamento perante resultados, os quais, na sua voz, são extremamente positivos, e que mostram que «somos uma autarquia exemplar com uma gestão transparente e de boas contas», sublinharia o autarca, que referiu ainda que o facto de a Câmara estar ligada a um quadro do PAEL (Programa de Apoio à Economia Local) também ajudou a que esta meta de consolidação de resultados fosse alcançada. «Com estes números de execução, hoje em dia a Câmara de Valongo passa a ser vista com mais credibilidade no exterior», disse, acrescentando ainda que «o atual Executivo não abdicará de continuar a trabalhar para o desenvolvimento do Concelho de Valongo, com uma estratégia que vai produzir resultados quer na atividade económica dos empreendedores e empresários do concelho, quer no bem-estar e na melhoria da qualidade vida de toda a população».

    No seguimento da intervenção do edil usariam da palavra os vereadores da oposição, para também eles tecerem algumas considerações sobre o documento em análise. Hélio Rebelo, da coligação PSD/PPM, começaria por dizer que, de facto, estes são resultados satisfatórios, mas que são agora possíveis graças ao rumo traçado no mandato anterior, sublinhando que sem a adesão ao PAEL tais resultados nunca poderiam ter sido alcançados. «O mesmo PAEL que foi imposto contra a sua vontade, senhor presidente, e que agora parece já ser algo de positivo, pois antes, quando o senhor estava na oposição, dizia que este era um programa que só nos enforcava», recordou, em tom irónico para com o edil o vereador social-democrata, que disse ainda que a responsabilidade na obtenção destes resultados deveria ser estendida à oposição, «que tem ajudado a Câmara de Valongo a manter este rumo».

    Também João Paulo Baltazar, vereador afeto à coligação PSD/PPM, comentou o documento, lembrando, à semelhança de Hélio Rebelo, que no mandato anterior o PS criticou a adesão ao PAEL, e que todo o processo de adesão a este programa havia sido muito bem conduzido e implementado pelo PSD no anterior mandato.

    Na hora da votação o Relatório e Contas do ano de 2015 foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis do PS, a abstenção da coligação PSD/PPM e o voto contra da CDU. Na sua declaração de voto a CDU, pela voz do vereador Adriano Ribeiro, referiu que ao votar desta forma a coligação de esquerda não estava a colocar em causa o aspeto técnico das contas, mas antes por discordar das políticas que têm sido levadas a cabo pela Câmara.

    Nesta mesma reunião pública do Executivo foi colocado à votação o Relatório de Gestão e Contas de 2015 da Vallis Habita. O sentido de voto foi semelhante ao das contas do Município, isto é, foi aprovado por maioria com os votos favoráveis do PS, a abstenção da coligação PSD/PPM e o voto contra da CDU. Numa declaração de voto, Adriano Ribeiro explicou que o voto contra da CDU manifestava a incompreensão pelo facto de a empresa municipal continuar a dar lucro enquanto que a habitação social do concelho permanece a braços com graves problemas.

    Por: MB

     

     

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