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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 21-02-2014

    SECÇÃO: Local


    Valongo abriu a porta que liga Macau à China

    Foto CMV
    Foto CMV
    “Macau: Uma porta para a China”, o nome de batismo da primeira conferência organizada pela Associação Industrial e Empresarial de Valongo (AIEV) ao final da tarde do passado 19 de fevereiro, a qual teve lugar no Fórum Cultural de Ermesinde. Tendo contado com o apoio da Câmara Municipal de Valongo (CMV) o evento registou uma elevada adesão de empresários locais, facto que deixou os responsáveis pela AIEV muito satisfeitos, os quais assegurariam que este é o primeiro de muitos eventos do género que o organismo pretende levar a cabo no futuro próximo, na tentativa de, não só criar sinergias entre o setor empresarial concelhio, mas sobretudo para ajudar as empresas valonguenses a criar novas oportunidades de negócio – além fronteiras, essencialmente – numa altura em que o nosso país vive dias profundamente conturbados no que à economia diz respeito.

    Presente no evento esteve também o presidente da autarquia, José Manuel Ribeiro, que após ter agradecido a presença de todos se dirigiu à diretora do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Irene Lau, fazendo-lhe não apenas uma breve apresentação do Concelho de Valongo mas sobretudo das potencialidades que o mesmo possui, sublinhando, entre outros aspetos, a existência do porto seco de Campo, o único do norte do país, e que liga diretamente Valongo ao mar (porto de Leixões), plataforma que muitos desconhecem ser utilizada semanalmente para que empresas multinacionais levem os seus produtos até Tarragona (Espanha) via ferroviária, retirando assim algumas centenas de camiões das estradas. Para além deste aspeto particular frisaria ainda o facto de o nosso concelho ser uma referência nas indústrias do biscoito, do pão, dos vinhos, dos queijos, ou dos brinquedos, terminando esta sua intervenção com um repto lançado à convidada vinda do Oriente: «Valongo tem inúmeras potencialidades, tem argumentos para se transformar numa excelente plataforma para Macau, por isso, usem-nos, estejam à vontade».

    De seguido interveio Luís Reis, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que além de apresentar a entidade que dirige, enumerou os serviços que ela vem prestando no apoio/orientação às empresas nacionais que pretendam internacionalizar-se. Olhando para o tema da conferência sublinharia que no presente Macau é um mercado com grandes potencialidades no que toca a negócios com a China, uma porta aberta para este último país, um mercado onde em seu entender as empresas portugueses – que segundo estatísticas se “aventuram” cada vez mais no plano das exportações – terão de olhar com mais atenção daqui em diante.

    Alberto Neto, presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, não só apresentou os serviços, digamos assim, que o seu organismo presta, mas igualmente o mundo chinês. «O povo chinês é muito fácil de trabalhar. À semelhança dos portugueses, os chineses são um povo que gosta de comer, e tem sido pela boca que os temos conseguido cativar, ou seja, tem sido predominantemente através do setor agroalimentar que Portugal tem entrado na China», frisou.

    A terminar a conferência usou da palavra – através da sua tradutora – Irene Lau, do IPIM, que abordaria as potencialidades de Macau, na sua voz uma zona com uma economia muito aberta, e como tal com todas as condições para atrair o mercado chinês. Sobre Portugal a diretora executiva do IPIM sublinharia não só a satisfação da China com a ligação – negócios – quem vem sendo estabelecida, mas também o interesse daquela nação oriental em investir a curto prazo – mais – no nosso país.

    Por: Miguel Barros

     

     

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