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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-01-2014

    SECÇÃO: História


    EFEMÉRIDES DE ERMESINDE - JANEIRO

    Descarrilamento de 26 de janeiro de 1933 - Linha do Minho

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    Embora não tivesse havido vítimas a lamentar, o descarrilamento ocorrido próximo da Estação de Ermesinde no dia 26 de janeiro de 1933 causou enormes prejuízos materiais e provocou grande pânico nos passageiros que, com os baldões originados pela saída inesperada e repentina da máquina e carruagens dos carris, sofreram alguns ferimentos, felizmente sem consequências graves.

    O comboio n.º 606, procedente de Monção, era tripulado pelo maquinista José Pinto Ribeiro e trazia como fogueiro Armindo Martins, vindo na mesma locomotiva o chefe de maquinistas Francisco Teixeira, que também sofreram ferimentos ligeiros.

    A máquina, que tinha o n.º 1299, ficou voltada sobre a esquerda, com uma inclinação superior a 45 graus e enterrada cerca de dois metros.

    Este acidente deu-se pelas 20 horas do citado dia e, como é natural, provocou a curiosidade de centenas de pessoas que acorreram ao local levadas quer pelo estrondo do desastre quer pelos gritos aflitivos dos que se viam envolvidos naquele pandemónio.

    Os carris ficaram torcidos numa grande extensão, e os prejuízos materiais foram consideráveis.

    Por muita sorte o guarda da linha não foi colhido mortalmente, pois havia saído de dentro da guarita momentos antes de esta ser deslocada pela violência do impacto, causado pela pesada locomotiva em desequilíbrio.

    Os trabalhos, para retirar da crítica situação em que se encontrava o material descarrilado, foram morosos e difíceis, principalmente a locomotiva, pois estava profundamente enterrada.

    Só depois de longas horas de esforço e muito brio de numerosos trabalhadores de tração dos Caminhos de Ferro Portugueses foi possível carrilar a pesada máquina e levá-la para as oficinas gerais de Campanhã, para a reparar dos enormes estragos que sofreu.

    O trânsito de comboios esteve paralisado durante longas horas, enquanto não foi montada uma linha de emergência para desviar os comboios que por ali passavam.

    Este descarrilamento que por feliz acaso não ficou registado na História-Trágica de Ermesinde, poderia ter levado o luto a alguns lares.

    Dezasseis anos mais tarde, ou seja em meados de 1949, registaram-se mais dois descarrilamentos na Linha do Minho, cuja máquina das composições entrou no “quintal“ da Junta da Freguesia de Ermesinde, derrubando o respetivo muro e causando prejuízo nas ramadas e na cultura do vinho, conforme se pode ler no livro de atas da Junta referente a esse período.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

     

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