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Edição de 30-06-2019
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    Arquivo: Edição de 17-01-2014

    SECÇÃO: Destaque


    FIM DO PROTOCOLO COM AS IPSS''s...

    Uma argumentação... à medida

    Foto URSULA ZANGGER
    Foto URSULA ZANGGER
    Para começar, não vá o amigo Celestino Neves apontar-me isso como arma de arremesso, apresso-me a confirmar ser eu jornalista ao serviço de “A Voz de Ermesinde”, jornal propriedade do Centro Social de Ermesinde (CSE), uma entidade focada neste texto.

    Feita a declaração de interesses vamos ao que aqui me traz.

    E o que me leva a fazer este comentário é a surpresa pela argumentação usada por Orlando Rodrigues nas reuniões da Câmara e Assembleia Municipal a que pude assistir.

    O autarca, invocando a situação de penúria da Câmara Municipal de Valongo tem toda a legitimidade para anunciar a denúncia de um contrato considerado desfavorável para a Câmara, tendo em vista outras possibilidades, para esta mais aliciantes do ponto de vista da necessidade financeira.

    Não só está no seu direito, como com essa medida merece a compreensão geral dos munícipes.

    Tem legitimidade, inclusive, para pôr em causa eventuais favoritismos do anterior Executivo, eventualmente comprováveis.

    Mais discutível será a forma como, insensível ao serviço prestado pelas IPSSs, e às dificuldades logísticas destas para assegurar o melhor serviço, com a delicadeza do elefante em loja de porcelanas, reduz tudo ao mesmo, e argumenta com princípios de ética relativamente a quem procura assegurar recursos não para o seu próprio lucro ou prazer, mas para o exercício da solidariedade para com os semelhantes, isto quando ao mesmo tempo há um discurso muito positivo sobre o respeitável empreendedorismo.

    Carece mesmo de qualquer legitimidade quando, para fazer prevalecer um ponto de vista, escolhe criteriosamente as situações que lhe convêm, retirando-as do contexto geral ou usando-as em lugar da realidade prevalecente.

    Como a seguir explicamos.

    Orlando Rodrigues aponta que as IPSSs não forneciam elas próprias as refeições, como era expectável (exceto num caso, da ADICE), mas o protocolo estava no seu primeiro ano de experimentação e não estava explícito que a confeção das refeições mesmo que sob a orientação e controlo apertado das IPSSs, não pudesse ser contratada a terceiros, em caso de dificuldades logísticas perfeitamente aceitáveis.

    As refeições não tinham melhoras de qualidade, como o comprovaria o estudo da nutricionista camarária no caso da Escola de Cabeda, fazendo Orlando Rodrigues desta a regra e não a exceção (não pondo em causa o rigor da técnica municipal), precisamente um caso em que a refeição era diretamente confecionada pela ADICE.

    O pão viria de Gondomar (exceto o caso de Ermesinde, com as refeições asseguradas pelo CSE).

    A ADICE recorria aos contratos de emprego-inserção. E as outras IPSS, criaram ou não emprego?

    Orlando Rodrigues arrasa tudo, indiscriminadamente, e ao não separar o trigo do joio, caso o haja, deixa no ar o perfume da arbitrariedade inaceitável, o que retira força àquilo que possa ser legítimo.

    Por: LC

     

     

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