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    Arquivo: Edição de 17-01-2014

    SECÇÃO: Destaque


    FIM DO PROTOCOLO COM AS IPSS''s...

    A posição do Centro Social e Paroquial Santo André de Sobrado

    Foto URSULA ZANGGER
    Foto URSULA ZANGGER
    Em nome do Centro Social e Paroquial de Santo André de Sobrado, e sobre assuntos de suprema importância incluídos neste documento que hoje vai ser discutido nesta assembleia leio:

    Na passada segunda-feira, deparamo-nos com uma notícia no jornal, sobre o serviço de distribuição das refeições escolares no nosso concelho. Qual não é nosso espanto que em vez do real interesse das crianças, os aspetos que acharam pertinentes prenderam-se às questões económicas e a manhas políticas.

    Começa logo pelo título do artigo: “Câmara corta com instituições e poupa (por isso) 300 mil euros em refeições.” A este título deveria acrescentar-se que são instituições de trabalho de solidariedade social.

    Não seria menos relevante retirar-se a poupança, porque na verdade o corte é com os munícipes. Tanto com os alunos do concelho como com os trabalhadores e utentes dessas mesmas instituições. Lembra-se que por exemplo, o Centro Social e Paroquial Santo André de Sobrado é neste momento o terceiro maior empregador da Vila de Sobrado, contando com 22 funcionários efetivos, bem como algumas contratações CEI e trabalhadores abrangidos por estágios profissionais.

    Poderíamos dizer que a autarquia poupa não incentivando nem apoiando as empresas? Não.

    Já para não falar que a Instituição supra referida é a única Instituição a fazer trabalho social na Vila de Sobrado, ou seja para cerca de 7000 munícipes de Valongo. Acrescentem os munícipes abrangidos pelas outras IPSS e notem o real investimento nos munícipes.

    Apesar de o Sr. Vereador da Educação, Orlando Rodrigues, justificar a mudança de posição do PS, face a este assunto, com uma “constatação da realidade”, na verdade, a realidade é outra, que o atual executivo demonstra, incompetentemente desconhecer ou criminosamente, tenta esconder.

    E a realidade é: antes do protocolo com as IPSS do concelho, a autarquia contratou a empresa “Eurest” sob o valor de 1,57€ que não dava de modo nenhum os 0,53€ de lucro que a autarquia sugere que irá ter no futuro. E o serviço prestado deixou muito a desejar, como se pode perceber pela opinião das crianças, pais e professores.

    Mais, no meio deste pseudo-lucro que supostamente as IPSS estão a ter, não estão contempladas as despesas com a abertura de uma conta e contrato com a SIBS (Sistemas de Informação Bancária) para que os encarregados de educação possam efetuar o pagamento através do serviço de “Entidade/Referência/Valor”, que para quem não sabe, pode ser superior a 4,00€ por aluno, por ano. Essas despesas são imputadas às IPSS.

    Toda a aquisição de equipamento com características exigidas pela SIBS e também com capacidade para abarcar com a plataforma “Sistgere” a que as IPSS tiveram de se adaptar, também têm custos, já para não falar de toda a despesa com a instalação do serviço SIBS.

    Como se não bastasse acrescentam-se os postos de trabalho que foram criados especificamente para coordenar bem como para organizar este serviço tendo em conta as transferências de escola, as não inscrições neste serviço, os cartões com problemas, as alterações de escalão, a criação de duas referências multibanco, uma a uma com recurso a fórmulas matemáticas, tendo em conta os valores de um mês de refeições e meio mês de refeições, mais o número de identificação do aluno e ainda a identificação da entidade e de uma subentidade relativa à escola. Sim, é um processo complicado… Mas as instituições superaram-no.

    As instituições têm equipamentos próprios nas escolas, que se fossem retiradas neste momento impediam a continuidade deste serviço. As IPSS reparam equipamentos da autarquia, como trituradoras, frigoríficos, arcas e sistemas de “banho-maria”, mesmo não estando essas despesas contempladas no protocolo, e por isso são despesas não contabilizadas.

    E se no fim de isto tudo as IPSS ainda têm lucro, pois claro que têm, mas não são mais beneficiadas do que uma qualquer empresa contratada para a recolha de resíduos sólidos, por exemplo. Estas também têm lucros. Porque não poupa a autarquia nesse serviço? Contratando, por exemplo, mais pessoas, como o que quer fazer nas escolas, sem nunca ter feito?! Não vejo a autarquia a fazer essas contas… Valoriza-se tão pouco as empresas e instituições do concelho…

    O serviço está de facto a ser muito bem prestado e a satisfação é notória, será que isto não conta? Desafia-se qualquer munícipe autorizado pela autarquia, a provar uma refeição nas escolas. Desafia-se ainda, qualquer munícipe a contatarem os pais das crianças e coordenadores destas mesmas escolas, tentando perceber as mudanças, que são francamente positivas…

    Esta situação faz lembrar os chupa-chupas “pali pica” que estão cobertos com uma substância salinizada… Pois mas neste momento as IPSS já a dessalinizaram e agora que está doce, o executivo decidiu retirar o chupa-chupa aos meninos. Qualquer pai diria: “Não se faz” ou “Maldade”.

    Nós, apelamos claramente ao bom senso de todos os deputados desta assembleia, para que até possam ter em conta um reajuste no valor a pagar às instituições, bem como no responsabilização das instituições pela reparação do equipamento que permitirá à autarquia poupar sem que as Instituições saiam significativamente lesadas. Estamos disponíveis para esse diálogo.

    Mais se informa que este documento, depois de lido na sessão extraordinária de 15/01/2013 da Assembleia Municipal de Valongo será enviado para o Jornal de Notícias como resposta ao artigo publicado no mesmo jornal, na passada segunda-feira.

     

     

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