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Edição de 30-04-2024
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    Arquivo: Edição de 17-01-2014

    SECÇÃO: Saúde


    Insulino-resistência e estilo de vida

    O aumento da prevalência da obesidade, da resistência à insulina e da diabetes tipo 2 associado à mudança de uma alimentação rica em grãos, frutos e vegetais para uma alimentação de grande densidade energética rica em gorduras e hidratos de carbono e à alteração de padrões de atividade física, com a mudança para um estilo de vida sedentário, fisicamente inativo, tem sido observado em diferentes populações.

    A dimensão do problema em Portugal é preocupante. A nossa geração é provavelmente uma das mais sedentárias e seria de espantar que com estas alterações do estilo de vida não houvesse repercussões na prevalência das doenças a que nós chamamos doenças da civilização.

    Também a demonstração de um risco aumentado de diabetes tipo 2 associado ao tabagismo materno durante a gravidez e ao tabagismo em jovem vem reforçar a importância da mudança do estilo de vida em várias vertentes.

    A constatação em estudos epidemiológicos que a nutrição fetal pode afetar de modo permanente as características fisiológicas do novo indivíduo e influenciar o risco de diabetes, doença cardiovascular e cancro, reforça a importância das alterações do estilo de vida para as gerações atuais e futuras.

    Na Europa de hoje, seis dos sete fatores de risco mais importantes para a morte prematura (tensão arterial, colesterol, IMC, inadequada ingestão de frutos e vegetais, inatividade física e consumo excessivo de álcool) relacionam-se com o modo como comemos, bebemos e movemos.

    Deve-se suspeitar de insulino-resistência perante a existência de antecedentes familiares de diabetes mellitus tipo 2, história pessoal de diabetes gestacional, tolerância alterada à glicose ou síndrome do ovário poliquístico e obesidade, principalmente visceral.

    Nestes doentes as alterações do estilo de vida com aumento da atividade física diária, aumento da ingestão de fibras e a obtenção de um peso saudável são atitudes prioritárias.

    A diabetes será um dos temas em debate no 15º Congresso Português de Endocrinologia que decorrerá de 23 a 26 de janeiro, no Algarve. Para mais informações consulte http://www.spedm.org

    Por: MARIA HELENA CARDOSO (*)

    (*) Endocrinologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

     

     

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