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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 22-11-2013

    SECÇÃO: Destaque


    CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    A questão dos transportes públicos dominou sessão sem interesse de maior

    A quinta reunião da Câmara Municipal de Valongo (dia 20 de novembro) não tinha na sua Ordem de Trabalhos assuntos de maior. Todavia a questão dos transportes – apeadeiro da Travagem e outros, introduzida pelo vereador da CDU –, acabou por fazer ressaltar algumas questões há muito em aberto e restaurar algum consenso camarário na luta pelas reivindicações do concelho.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    A Ordem de Trabalhos da sessão contemplava sobretudo a discussão de processos de obras, a maioria dos quais como proposta de declaração de caducidade de autorização administrativa, questão que surpreendeu o vereador Adriano Ribeiro, um pouco alheio à questão.

    Além deste assunto, destaque para a fixação de preço de cedência de instalações municipais ao IEFP, a adesão de dois proprietários privados ao projeto das 100 mil árvores na Área Metropolitana do Porto, renovação de licenças de estacionamento, e alterações de sinalização rodoviária, em Valongo, Ermesinde e Alfena.

    Aprovados ainda foram uma nova delegação de competências no presidente da Câmara, consensualmente aceite, a destituição do júri do concurso de contratação de serviços de limpeza, já que este tinha sugerido como vencedor do concurso, entre as seis propostas a segunda mais onerosa, o que não está nas atuais possibilidades da autarquia, ainda que o serviço fosse melhor.

    Por coerência com a sua opção de reversão destes serviços em mãos da autarquia, Adriano Ribeiro votou contra, abstendo-se os vereadores do PSD.

    Uma adenda sobre o prazo de vigência deste contrato seria também aprovada com 8 votos a favor (PS e PSD) e 1 abstenção (CDU).

    A discussão mais importante do dia acabria por ser a da situação dos transportes públicos no concelho, questão introduzida por Adriano Ribeiro, da CDU, a propósito da incompreensível situação dos utentes do transporte ferroviário no apeadeiro da Travagem, já que este se encontra excluído do sistema Andante quando imediatamente ao lado, a paragem dos autocarros da STCP está incluída no mesmo sistema (zona C9).

    Adriano Ribeiro propunha uma Recomendação a aprovar pela Câmara Municipal de Valongo sobre esta situação lamentável, que obriga os utentes a sair na estação ferroviária de Ermesinde para aí apanharem o autocarro para a Travagem, com dispêndio de tempo e de dinheiro.

    A situação ficará a dever-se a divergências sobre a fatia do bolo que caberia a cada um na repartição das receitas provenientes da operação do sistema Andante no local.

    Como o vereador João Paulo Baltazar (PSD) apontou, a falta de acordo só interessa aos próprios operadores, que assim estão livres de praticar o preço que entendam, tornando-se mais do que necessária a intervenção da Autoridade Metropolitana de Transportes para obrigar os operadores a entenderem-se num dado prazo de tempo.

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    O presidente da Câmara, José Manuel Ribeiro acolheu com agrado a proposta de Recomendação de Adriano Ribeiro, sugerindo a este vereador que fossem também incluída a pretensão de extensão do sistema Andante ao apeadeiro de Campo.

    João Paulo Baltazar, por sua vez, apontando que esta pretensão era de outra natureza, a da extensão do sistema Andante, referiu ainda uma outra pretensão que o concelho deveria acolher e incentivar, relativa à extensão das carreiras da STCP à freguesia de Gandra, já no concelho de Paredes. Este vereador explicou que encontrando-se naquela localidade um polo universitário – o CESPU –, esta era uma boa oportunidade para o mercado habitacional em Valongo, pois poderia atrair os estudantes ao concelho, por terem bons transportes, para Paredes e para o Porto, além de facilidades de habitação.

    Sobre a inclusão da pretensão de estender a Campo o sistema Andante, Adriano Ribeiro considerou que apesar de justa, tacitamente seria um passo errado, pois daria pretexto para uma recusa de resolver uma situação aparentemente fácil de resolver, como o é a escandalosa dualidade de critérios quanto ao caso da Travagem. Esta posição acabou por ser a prevalecente, sendo aprovada por unanimidade a Recomendação na sua forma original.

    Adriano Ribeiro também questionou om Executivo sobre a situação da instalação da EDC no Edifício Faria Sampaio, sobre a anunciada auditoria da Câmara às contas herdadas da vereação anterior (a que José Manuel Ribeiro responderia que para evitar custos desnecessários era preciso primeiro ver em que direção deveria ser apontada a auditoria e isso ver-se-ia a seu tempo).

    Outra questão que foi motivo de questionamento foi a das Bugiadas, mantendo-se a pretensão de as fazer reconhecer como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, processo todavia moroso, mas no qual se continua a trabalhar.

    Por: LC

     

     

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