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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 22-11-2013

    SECÇÃO: Destaque


    Ermesinde manifesta-se contra o hipotético encerramento da sua repartição de Finanças

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Cerca de uma centena de pessoas manifestou-se ao final da manhã do passado dia 22 de novembro à porta da Repartição de Finanças de Ermesinde contra a anunciada intenção do Governo em proceder ao encerramento deste serviço público. Ângela Ferraz foi a porta-voz do grupo de utentes das Finanças da nossa freguesia que levou a cabo a manifestação, começando por dizer que esta ação é um protesto informativo, pois há muitos ermesindenses que ainda desconhecem o que há poucas semanas foi tornado público, isto é, de que na sequência do memorando de entendimento com a troika o Governo português pretende encerrar até junho de 2014 várias repartições de Finanças, estando veiculado a este fecho o nome de Ermesinde. Confrontada com a comunicação social presente de que esta ainda não era uma decisão concreta, Ângela Ferraz, que politicamente, digamos assim, representa a CDU na Assembleia de Freguesia de Ermesinde (AFE), concordou, mas não deixaria de sublinhar que «da intenção aos atos o caminho é curto, como se tem visto nos últimos tempos no nosso país». Frisaria que a ser concretizado este encerramento, ele irá prejudicar milhares de pessoas, não só da nossa cidade como de outras localidades vizinhas, caso de Águas Santas, um dos vários exemplos, cujos habitantes, com o fecho – há dois anos – da repartição local das Finanças de lá para cá se deslocam a Ermesinde, pela proximidade – para tratar dos seus assuntos fiscais. Com o hipotético fecho das Finanças de Ermesinde prevê-se que a centralização deste serviço passe para Valongo, localidade esta que passaria a acolher a única repartição existente no nosso concelho, uma hipótese que para Ângela Ferraz não terá cabimento, até porque tanto a repartição de Ermesinde como a de Valongo já funcionam no presente de uma forma caótica, pelo elevado número de habitantes/utentes que existem nestas cidades, exemplificando que, no caso de Emesinde, muitas vezes é necessário esperar duas horas para que sejamos atendidos. Lembraria ainda a propósito desta nota populacional que, de acordo com os últimos censos (em 2011), Valongo foi dos concelhos que mais cresceu em termos de população a nível nacional. «Ermesinde tem neste momento 38 800 habitantes, e se juntarmos a população das restantes freguesias do concelho de Valongo numa só repartição o serviço ficaria ainda mais caótico do que aquilo que já é. Além de que com a centralização deste serviço em Valongo as pessoas de Ermesinde teriam de despender dinheiro e tempo na deslocação para a sede do concelho, para não falar também de que Ermesinde tem inúmeros escritórios de contabilidade que diariamente trabalham com a repartição local das Finanças, e com este eventual encerramento também eles teriam de ter custos de deslocação. Não faz sentido que este serviço público seja encerrado em Ermesinde», rematou a porta-voz do grupo de manifestantes.

    CÂMARA SOLIDÁRIA

    ESPERA RESPOSTA

    DO GOVERNO

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    A massa de manifestantes foi crescendo rapidamente, sendo que a esta se juntaram algumas figuras políticas locais e concelhias, tais como os representantes da CDU nos executivos da Junta de Freguesia de Ermesinde e na Câmara Municipal de Valongo, respetivamente Adelino Soares e Adriano Ribeiro, bem como o líder dos comunistas na Assembleia Municipal de Valongo, César Ferreira; João Morgado, membro do PS no executivo da Junta ermesindense, Tavares Queijo, representante socialista na AFE, e ainda o presidente da Câmara, José Manuel Ribeiro, que se fez acompanhar pelo seu vice Sobral Pires. Aos jornalistas presentes o edil de Valongo demonstrou a sua total solidariedade para com a população ermesindense, sublinhando que também a autarquia está contra o hipotético encerramento da repartição, como aliás já manifestou muito recentemente quando esta ameaça, por assim dizer, foi tornada pública. De imediato José Manuel Ribeiro contactou a Secretaria de Estado no sentido de pedir uma audiência para esclarecer melhor o assunto, e mostrar, como já frisámos, que a Câmara é totalmente contra este fecho, e que tudo irá fazer para evitar a fusão das repartições de Finanças de Valongo e de Ermesinde. «Isto não faz sentido», disse o presidente, que acrescentaria ainda que a Câmara está disponível para encontrar uma solução ao nível de espaço – se este possível encerramento se ficar a dever ao facto de o Governo querer reduzir despesas no pagamento de rendas de espaços onde estas repartições se encontram instaladas – para albergar as Finanças de Ermesinde. «Já passaram três semanas desde que enviamos uma carta à Secretaria de Estado a pedir mais explicações sobre esta notícia que veio a público, mas até agora ainda não obtivemos resposta. Mas é importante que os pressionemos como forma de lhes fazer notar que encerrar este serviço não é opção», concluiu o edil valonguense.

    POPULARES

    REVOLTADOS

    Em coro os populares gritavam frases como «o povo é quem mais ordena!», «o povo unido jamais será vencido!”, ou «Governo para a rua!», como forma de mostrar a viva voz do seu descontentamento para com um possível encerramento da repartição. Carlos Cortês era uma dessas vozes revoltadas, que ao nosso jornal disse que tal cenário não tem cabimento. «Ermesinde tem o dobro da população de Valongo, e como tal não faz sentido que as Finanças fiquem lá centralizadas. Além disso teríamos de pagar transportes, gasolina, para nos deslocarmos a Valongo de modo a pagarmos os nossos impostos. Não tem cabimento», disse o paroquiano com indignação.

    A manifestação prosseguiu posteriormente até à Estação de Ermesinde, sendo que na voz de Ângela Ferraz este é o primeiro de muitos protestos marcados contra este hipotético – voltamos a sublinhá-lo – fecho da repartição da nossa freguesia.

    Por: Miguel Barros

     

     

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