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    Arquivo: Edição de 27-09-2013

    SECÇÃO: Destaque


    AGOSTINHO BRANQUINHO: IPSS PRESTAM UM SERVIÇO SOCIAL TRÊS VEZES MELHOR E MAIS BARATO DO QUE O ESTADO

    Protocolos do IEFP com instituições de solidariedade assinados em Valongo na presença dos secretários de Estado da Solidariedade e do Emprego

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Os secretários de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Agostinho Branquinho, e do Emprego, Octávio Oliveira, presidiram no passado dia 20 de setembro em Valongo, à assinatura de um protocolo de colaboração do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e instituições da economia social – a CNIS (Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade) e a União das Mutualidades Portuguesas, com vista à medida Vida Ativa – Economia e Inovação Social, uma iniciativa que visa beneficiar o emprego neste tipo de entidades. A representar estas instituições estiveram Eleutério Alves, da Direção da CNIS (dada a ausência de Lino Maia devida a impedimentos institucionais, como foi referido), e Luís Alberto Silva, presidente da União das Mutualidades.

    Também presentes a assinar este protocolo estava previsto irem estar os dirigentes de várias Uniões Distritais das IPSS da região Norte – Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real, embora alguns deles não tenham podido comparecer.

    A cerimónia, que teve lugar no Auditório do Centro Comercial e Cultural Vallis Longus, contou também com a presença do presidente da Câmara de Valongo, João Paulo Baltazar, que usou da palavra, da vereadora Maria Trindade Vale, de Ana Venâncio, subdiretora do IEFP Porto, de Álvaro Carvalho, vicepresidente da CCDR-N, e de vários dirigentes de IPSSs locais, tais como Henrique Queirós Rodrigues, do Centro Social de Ermesinde e António Vasques, da Casa do Povo de Ermesinde, entre outras personalidades, e foi precedida da atuação do Grupo de Expressão Musical da Academia Sénior da Câmara Municipal de Valongo.

    A medida agora apresentada visa «proceder ao ajustamento entre os Planos Pessoais de Emprego e o potencial e necessidades individuais de cada candidato e, por outro, agilizar o regresso dos desempregados ao mercado de trabalho, através de ações de formação de curta duração e uma eventual experiência em contexto de trabalho, que permitam a aquisição, valorização ou aprofundamento de competências relevantes, quer ao nível científico e sociocultural quer em termos tecnológicos e operacionais, desenvolvendo, entre outras, a autonomia, a iniciativa, o trabalho de equipa, o autoemprego e a proximidade e solidariedade intergeracional».

    Numa cerimónia em que houve lugar a várias intervenções intencionalmente muito curtas, o primeiro a usar da palavra foi presidente da Câmara de Valongo, João Paulo Baltazar, que agradeceu a presença dos dois secretários de Estado e o trabalho da vereadora com o pelouro da Ação Social, Maria Trindade Vale. O autarca defendeu a necessidade de mais políticas pró-ativas no campo do Emprego,

    Seguiu-se-lhe César Ferreira, delegado regional do Norte do IEFP, que fez uma apresentação breve da medida Vida Ativa, e destacou a existência de 55 mil organizações da Economia Social, que proporcionam 250 mil empregos, fundamentando assim porque é a medida sobretudo a elas dirigida.

    Coube depois a vez à intervenção de Eleutério Alves, que destacou o reconhecimento por parte do Governo do papel da IPSS, e o facto da Economia Social ser uma das poucas áreas em que não se reduziu o emprego e onde há um melhor conhecimento da realidade mais próxima.

    Salientou por fim o reforço da colaboração entre o IEFP e a CNIS.

    Por sua vez, Luís Alberto Silva apontou a medida como um meio para a inclusão social da pessoa e um reforço da empregabilidade. E afirmou a disponibilidade da União das Mutualidade para colaborar sempre com as entidades públicas.

    A última intervenção antes da assinatura do protocolo foi a de Félix Isménio, vicepresidente do Conselho Diretivo do IEFP, que garantiu um compromisso de ação, a sua vocação para a qualificação do emprego, e a necessidade de trabalhar em rede. Apontou depois, na conjuntura atual, alguns sinais de esperança, terminando com uma referência à necessidade de estimular o empreendedorismo.

    Foram então chamados ao palco sucessivamente todos os protagonistas deste protocolo, após o que usaram da palavra os dois secretários de Estado.

    Octávio Oliveira referiu a homologação desta medida como alavanca importante do Emprego na região Norte, a recente assinatura de protocolos idênticos no Alentejo, destacou também o incremento da atividade económica no último trimestre e, também ele, apontou a necessidade do trabalho em rede e o papel da inovação social.

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    Apontou ainda a existência de instrumentos para a inclusão das pessoas com deficiência, para terminar com um agradecimento aos voluntários da economia social.

    Agostinho Branquinho encerrou a cerimónia. Ele também, mais uma vez, a referir os sinais que encorajam na economia portuguesa.

    Depois a dar o concelho de Valongo como um exemplo de trabalho na área social.

    E em seguida, numa afirmação muito importante, que fez questão de salientar, a apontar que o custo das atividades do Estado na área social era três vezes mais caro e de inferior qualidade relativamente ao que faziam as IPSS. E nessa linha, referiu o despacho de criação da Rede Local de Intervenção Social, com a certeza de que as IPSS farão muito melhor do que o Estado faria.

    Lembrou ainda que estamos em vésperas de conhecer o novo quadro comunitário de apoio, e que o setor social irá ter possibilidade de encontrar financiamento como antes nunca teve. E avisou, concluindo, que teremos que gastar bem esse dinheiro e que para isso haverá necessidade de quadros qualificados.

    Por: LC

     

     

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