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    Arquivo: Edição de 19-07-2013

    SECÇÃO: Destaque


    FEIRA DO LIVRO

    Porto e S. Martinho de Campo na noite de sábado

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    A noite de sábado, dia 6, começou um pouco depois das 21h00, a hora prevista do início. Numa noite em que o Parque Urbano Dr. Fernando Melo esteve cheia de visitantes, a 20ª edição da Feira do Livro de Valongo teve uma programação curta para a estadia dos visitantes.

    Hélder Pacheco,

    – o escritor

    que não gosta de escrever

    Pelas 21h30, meia hora após o previsto, Hélder Pacheco foi introduzido pelo presidente da Ágorarte, descrevendo o seu vasto percurso na educação e na história do Porto. A apresentação do seu livro “Porto: a Torre da Cidade” que reflete a história da Torre dos Clérigos, foi dada fazendo-se notar a sua opinião sobre o estado do Porto e também do País.

    Mas o antigo professor de Educação Visual surpreendeu o público quando revelou não gostar de escrever e que apenas o faz por encomenda. Resistiu à escrita do primeiro convite, mas após este, Hélder Pacheco não parou, indo já na 72ª obra publicada. Esta última, sobre a Torre dos Clérigos, levou à pergunta sobre a influência de Nicolau Nasoni na cidade do Porto. O autor respondeu que existe muita, não só dele mas também dos seus discípulos. Sobre a Torre dos Clérigos considera que nem é tanto ela que necessita das obras de reabilitação, mas sim os edifícios adjacentes – a enfermaria e a igreja dos Clérigos. Isto serviu de mote para referir ainda a sua presença na Comissão Consultiva da Reabilitação do Porto, de forma gratuita, e referir ainda que apenas o Governo trava o desenvolvimento do Porto e da sua Área Metropolitana, bloqueando o potencial de cidades como Ermesinde.

    Do público, uma única pergunta: Porque se construiu a Torre dos Clérigos? Hélder Pacheco afirmou desconhecer o porquê, mas a proposta de construção da igreja e da torre da cidade, datada de 1731 e encontrada pelo próprio dá a indicação de que se pode basear na influência italiana de Nasoni. Este monumento mantém-se ímpar em Portugal. Falando um pouco mais da sua carreira, a descoberta destes documentos e o amor pela cidade acabaram por, em 1982, levar à primeira proposta para escrever um livro, resultando no seu primeiro “Porto”, de 1984.

    Fazendo mais referências ao seu passado na área da Educação, a sua apresentação terminou com os agradecimentos e com autógrafos.

    Orquestra de S. Martinho

    grande demais

    A Orquestra Ligeira da Banda Musical de S. Martinho de Campo foi grande demais para o espaço. O espetáculo, que também começou com o devido atraso, teve apenas duas marchas, ao contrário do que os músicos tinham ensaiado. As músicas seriam oito – uma por década, iniciando nos anos 50 do século passado - mas o espaço não o permitia. Após a primeira marcha, tudo isto ficou bem sublinhado para o público que assistia. Os 53 músicos tinham pedido um palco para todos eles, mas no palco cedido apenas cabiam pouco mais de 20. Apesar do constrangimento, fizeram de tudo para caberem no espaço e dar ao público um espetáculo mínimo. Depois destes esclarecimentos prestados ao público, deram inicio à segunda marcha de rua, com que terminou a noite. A banda voltará a atuar em Ermesinde, no próximo dia 26.

    Oficina de Artes Plásticas

    Entretanto, mesmo ao lado do palco, as crianças aproveitavam para fazer uma “Pasta de Estudante”. A mesma, boa para servir de capa a livros, cadernos ou tablets, era feita com restos de tecido (ganga) e manuseada pelas crianças até chegar à sua forma final. Todos levaram uma capa nova e engraçada para um livro que, quem sabe, poderá ter sido comprado na 20ª Feira do Livro de Valongo.

    Por: Sara Amaral

     

     

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