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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 31-05-2013

    SECÇÃO: Desporto


    ASSEMBLEIA GERAL DO ERMESINDE SPORT CLUBE

    Solução diretiva ausente numa noite em que as contas apareceram incompletas

    Mais de uma centena de associados do Ermesinde marcaram presença na Assembleia Geral (AG) que o clube levou a cabo no salão nobre dos bombeiros voluntários locais na noite de 31 de maio na expetativa de saber quem seria o próximo elenco diretivo a guiar os destinos da nau ermesindista, a qual por estes dias navega em águas bastante agitadas. Expetativas que no entanto sairiam goradas, já que cedo se percebeu que nenhuma lista se havia apresentado, deixando assim o clube à beira de um vazio diretivo, já que é sabido que a atual Direção liderada por José Araújo - que estranhamente continua desaparecido, sem dar qualquer explicação quer aos seus pares, quer aos associados ermesindistas - não irá continuar em funções. Numa sessão ainda marcada pela apresentação de contas mascaradas (!) - isto é, que não traduzem a realidade financeira do clube - ficou ainda a saber-se que afinal o problema do estádio pode ainda não estar resolvido!

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Foi pois com profunda revolta que a esmagadora maioria dos associados se manifestou contra o desaparecido ainda presidente da Direção, responsabilizando-o pela delicada situação em que o Ermesinde está mergulhado. E se a revolta já era grande à entrada para a AG, maior ficou quando o presidente da Mesa da Assembleia, Isidro Vaz, colocou em cima da mesa as contas referentes a dois dos três anos do atual mandato, as quais estariam muito longe de refletir a delicada situação financeira do clube. Convém explicar que o Ermesinde levou a cabo duas AG's na mesma noite, uma para apresentar, discutir, e votar o referido Relatório de Contas e outra para então eleger uma nova Direção. No entanto, nem uma nem outra seriam levadas a termo, ou seja, nenhuma Direção foi eleita, pois nenhuma lista se apresentou a sufrágio, nem as Contas foram votadas, já que refletiam apenas os números dos anos de 2011 e 2012. Na verdade o relatório apresentado mostrava um saldo positivo - entre proveitos e despesas - de 18 euros e 52 cêntimos, o que levou muitos associados a ironizarem que com aquelas contas qualquer um teria coragem para ser presidente do Ermesinde, acusando em seguida a atual Direção - e mais uma vez com José Araújo a ser o principal visado - de estar a mascarar a realidade financeira do clube, ao apresentar um saldo positivo, pequeno, mas positivo, quando toda a gente sabe que o saldo global das contas do clube é altamente negativo. Confrontados pelos associados sobre o porquê de o Relatório de Contas se apresentar digamos que incompleto, alguns elementos da atual Direção optaram pelo silêncio, dando a entender que para uma explicação mais aprofundada teria de ser necessário ouvir o desaparecido José Araújo.

    Albino Rodrigues - que na ausência de elementos para acompanhar Isidro Vaz na composição da Mesa da AG aceitou o convite endereçado por este último aos associados para desempenhar o cargo de vicepresidente deste órgão - propôs que pelo facto de as contas apresentadas não estarem completas, já que nas mesmas não estava refletido o passivo do clube, as dívidas às Finanças, ou à Segurança Social (SS), por exemplo, se adiasse este ponto para a próxima AG, onde aí as contas seriam apresentadas de forma detalhada - com os valores exatos do passivo, e das tais dívidas à SS, Finanças, e demais credores - já que um conceituado técnico oficial de contas local estaria já encarregue de apresentar a realidade contabilística do Ermesinde. Pese embora alguns associados se mostrassem preocupados com o timing da apresentação de um novo documento - a próxima AG ficou agendada para dia 21 de junho, por ser esta a única data em que os Bombeiros Voluntários de Ermesinde terão disponibilidade para voltar a ceder o seu salão nobre - uma vez que não tarda a nova temporada desportiva está aí à porta, sendo pois necessário prepará-la atempadamente, contrariamente ao que se fez na época de 2012/13. No seguimento desta preocupação Albino Rodrigues acautelou os sócios de que primeiro é preciso saber se existe aquilo "com que se compram os melões", por outras palavras, dinheiro, não podendo o clube partir em aventuras sem primeiro conhecer a realidade das suas finanças, pelo que a sua proposta de adiar este ponto para a próxima sessão seria mais tarde votada favoravelmente por todos os associados.

    E na convocatória da próxima AG irá novamente constar o ponto alusivo à eleição de novos dirigentes, sendo que Isidro Vaz explicou que caso não volte a aparecer nenhuma lista de candidatura a solução - de emergência - passa por encontrar elementos que formem uma Comissão Administrativa que tome conta do clube enquanto não surja uma nova Direção. Até lá, até ao dia da próxima AG, o Ermesinde continua a ser gerido pela atual Direção, já que o seu presidente apesar de desaparecido não apresentou oficialmente a sua demissão do cargo.

    No sentido de apelar à união de todos os ermesindistas neste momento delicado algumas vozes se fizeram ouvir, entre outros o presidente honorário do clube, Augusto Mouta, que começando por lamentar a situação do emblema, apelou à união dos associados, que todos se respeitassem, e que dessem as mãos, «porque acima de tudo está o Ermesinde. Vamos, com calma, arranjar uma Direção. Vejo aqui muita gente nova, com capacidade para ajudar o clube. Por isso peço, não deixem morrer o Ermesinde», apelo sentido que originou uma salva de palmas da composta assembleia. Embalado - quiçá - por este apelo o próprio presidente da Mesa da AG deixaria a promessa de que se na próxima sessão aparecer uma lista de candidatos ele próprio doaria ao clube 500 euros!

    PROBLEMA DO ESTÁDIO

    AINDA POR RESOLVER?

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    Promessa que poderá não ser suficiente para motivar alguém a "embarcar" na aventura de ser presidente do Ermesinde, até porque no ponto destinado a outros assuntos os níveis de preocupação voltaram a subir assim que um dos diretores ermesindistas presentes, no caso António Borges, revelou que recentemente o clube havia recebido uma carta registada de Abílio de Sá, o principal credor do Ermesinde, na qual este exigia que o clube lhe entregasse de imediato o Estádio de Sonhos - que se encontra penhorado, como é sabido - caso contrário avançaria com uma providência cautelar! Ora, esta notícia apanhou de surpresa todos os presentes, até porque recentemente a Câmara de Valongo anunciou que este problema estaria resolvido, já que a solução encontrada passaria pela permuta dos terrenos do campo dos Montes da Costa, que ficarão com capacidade construtiva e do Estádio de Sonhos, que seria municipal e requalificado. No sentido de clarificar a situação foi eleita uma comissão composta por Isidro Vaz, Augusto Mouta, Bruno Barbosa, e o próprio António Borges que junto da autarquia vai então tentar perceber o porquê desta carta de Abílio de Sá quando publicamente já havia sido anunciado que a Câmara tinha chegado a um acordo com o credor do Ermesinde para este libertar a penhora do estádio.

    Por: Miguel Barros

     

     

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