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Edição de 31-12-2019
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    Arquivo: Edição de 18-03-2013

    SECÇÃO: Destaque


    Autárquicas começam a aquecer

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    Ainda a procissão vai no adro – as eleições autárquicas são só em outubro –, mas já começam a suceder-se, de um lado ao outro do espectro político local, as grandes movimentações e manobras de envolvimento para assegurar a melhor posição e lugares na corrida autárquica. Azáfama muito desigual no capítulo da apresentação de programas e propostas políticas – que tardam a surgir –, mesmo no quadro desolador que é a política institucional que vamos conhecendo.

    Os primeiros movimentos significativos desta luta ocorreram já há meses, quase despercebidos pela comunidade, e referem-se ao abandono da vereação por parte de Arnaldo Soares, eleito pelo PSD nas últimas autárquicas, mas desde sempre ligado à génese da UPA (Unidos por Alfena), um movimento que anteriormente tinha apresentado a sua candidatura e esmagado o PSD em Alfena e à saída de Afonso Lobão do PS, que se manteve contudo na vereação como independente. No primeiro caso, o acordo desfeito, resta saber se à UPA ou às forças que ela representa, lhes interessa manter-se no estrito quadro local de Alfena, ou se, depois da experiência camarária do seu líder, se poderá visar mais alto. Isto porque, no quadro da renovação do PSD no concelho e na freguesia, ao invés de se terem reforçado os elementos de aproximação e esbatimento de ideias e de interesses, pelo contrário, estes se vieram a afirmar cada vez mais como concorrentes e, vamos a ver, alternativos. Mas a UPA parece estar a perder algum terreno.

    Para este quadro geral também não está claro se poderá contribuir de algum modo a debandada de mais de 100 militantes que se seguiu no PS concelhio (após a saída de Afonso Lobão) da corrente local que historicamente lhe é afeta, a qual tem protagonizado lutas sucessivas de poder, primeiro com Jorge Videira, depois com Maria José Azevedo, agora com José Manuel Ribeiro. Se há pontos de aproximação ou não entre estas duas forças locais será uma questão interessante de seguir.

    Agora, mais recentemente, e do que damos conta nesta edição online de “A Voz de Ermesinde”, está ao rubro a situação existente na Coragem de Mudar, em que se cavou uma cisão que já era indisfarçável (ver a entrevista de Maria José Azevedo ao jornal “A Voz de Ermesinde” no final de fevereiro), entre a atual Direção da Associação Coragem de Mudar, agora liderada por José Bandeira, e a sua liderança histórica, protagonizada pela referida vereadora.

    O mais recente episódio desta cisão prende-se com a revolta dos fundadores e maioria dos eleitos pela sigla Coragem de Mudar, em relação a uma «proposta de acordo de incidência eleitoral com o Partido Socialista», proposta esta que liminarmente rejeitada e denunciada como mera negociata de lugares elegíveis, à margem de qualquer ideia ou proposta (ver neste número de “A Voz de Ermesinde”).

    Aliás a referida proposta, que constituía a questão principal de uma assembleia convocada pela Direção da Associação Coragem de Mudar foi liminarmente rejeitada, sendo nesse sentido um requerimento apresentado por Luís Azevedo aprovado por 19 votos contra 9, contra a vontade da Direção liderada por José Bandeira, saindo derrotadas as posições de aliança com o PS também defendidas, entre outros, por Celestino Neves (o autor do blogue “A Terra como Limite”) e José Castro Neves (que foi cabeça de lista à Assembleia Municipal pela Coragem de Mudar. Face a este desenlace, Pedro Panzina defende a imediata demissão da atual Direção que, caso não o faça por sua livre vontade, correrá o risco de ver convocada uma Assembleia Geral nesse sentido.

    A situação de convalescença da líder natural desta corrente, em princípio torna dúbia a apresentação de uma candidatura por si liderada (candidatura que é, para já, afastada), mas a ver vamos se, caso a insatisfação pela falta de alternativas se mantiver, tal não acabará ainda por desembocar, mais uma vez, numa nova candidatura independente, com ou mesmo sem Maria José Azevedo como cabeça de lista.

    Acordos de incidência eleitoral propostos pelo PS que não englobarão certamente a CDU, mas que podem bem alargar-se ao Bloco de Esquerda. Logo veremos...

    As últimas notícias à direita, por sua vez, dão conta da insatisfação do CDS com a coligação concelhia que, desde há muitos anos, mantém com o PSD. Os centristas anunciaram já (ver também neste número de “A Voz de Ermesinde”) irem apresentar candidaturas próprias, mas não seria a primeira vez que, à última da hora, se cozinhavam arranjos eleitorais.

    No caso presente ao CDS poderia convir uma posição de força tendente a negociar, por exemplo, além da presidência da Assembleia Municipal que tem garantido, um lugar de vereador e uma presidência de Junta (em Ermesinde ou em Valongo, ou noutra qualquer), mas também é um facto que, desgastada pelo poder central, a sigla PSD pode revelar-se pouco atrativa e uma oportunidade de emancipação para o CDS no plano local.

    Tudo, neste conjunto, possibilidades deste mundo fugaz de ilusões e aparências, que deixam sempre aos mesmos o único papel que lhes reservam: o de votarem nas cabeças de cartaz.

    Por: LC

     

     

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