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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 08-03-2013

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    Lutas eleitorais já se fazem sentir na Câmara de Valongo

    A cerca de sete meses de distância as próximas eleições autárquicas parecem começar a provocar os primeiros duelos mais acesos entre as forças partidárias com assento na Câmara Municipal de Valongo (CMV). Uma ideia que ficou no ar no rescaldo da última sessão pública do executivo camarário, ocorrida ontem (7 de março), onde diversos protestos perante ações dos “rivais” deixaram bem à vista o clima de pré-campanha que agora se começa a viver no concelho.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Foi com um longo atraso pouco usual – justificado e desculpado posteriormente pelo presidente da autarquia – que se deram início aos trabalhos de mais uma reunião do executivo da CMV. E contrariamente ao que é habitual coube a João Paulo Baltazar a primeira intervenção de fundo da sessão, e logo para erguer a defesa da Câmara perante as recentes acusações tecidas à edilidade na última Assembleia Municipal pelo presidente da Junta de Freguesia de Campo, autarca este que acusava a CMV de ser devedora às juntas de freguesia de dois anos de verbas alusivas a protocolos celebrados entre o primeiro e os segundos organismos autárquicos por serviços prestados. João Paulo Baltazar sublinharia que esta é uma «alegação mentirosa», lembrando que a Câmara tem procurado neste mandato honrar todos os seus compromissos financeiros, pagar as suas dívidas, mas... recusa-se a pagar aquilo que não deve. Lembrou que no Orçamento de 2012, o qual o presidente da Junta de Campo, o socialista Alfredo Sousa, viabilizou com o seu voto, não estavam mencionados quaisquer tipo de protocolos com as juntas, situação que se repete agora no Plano e Orçamento para 2013, onde Câmara e juntas não têm qualquer protocolo assinado, explicando que os protocolos celebrados com as freguesias terminaram a partir do momento em que a CMV contratou em 2010 uma empresa para efetuar a limpeza das bermas e valetas, encargo este que, recorde-se, até então era desempenhado pelas juntas.

    Posteriormente traçaria um balanço do simulacro ocorrido em Valongo no passado 2 de março. Uma operação (cujos desenvolvimentos podem ser vistos com mais pormenor nesta edição online na secção de “segurança”) que envolveu 45 corporações de bombeiros do Distrito do Porto, e que na voz do presidente da Câmara foi de extrema utilidade para estas, já que assim ficaram a conhecer melhor o território de Valongo para futuras operações. Este simulacro – que envolveu mais de 700 pessoas – foi para o próprio concelho um teste ao Plano Municipal de Emergência, o único aprovado em todo o Distrito do Porto, conforme sublinharia Baltazar, e permitiu ainda de certa forma ajudar a consciencializar os cidadãos para a proteção do património natural de Valongo, terminando o edil valonguense com um agradecimento público ao comando distrital pela colaboração nesta – e noutras – ações desenvolvidas com Valongo.

    Em seguida passou-se então às intervenções dos vereadores da oposição. O agora independente Afonso Lobão lembrou os graves problemas sociais que se vivem atualmente em resultado da profunda crise em que o País está mergulhado. Flagelos como o desemprego, a acentuada pobreza das famílias, o “desamparo” dos idosos, etc., aos quais o concelho de Valongo não é alheio, segundo o vereador. Nesse sentido Lobão destacaria o Plano Social para 2013, da autoria da CMV, com o intuito de combater as situações de maior fragilidade, digamos assim, verificadas no concelho, elogiando o trabalho da Câmara nesta área das políticas sociais. Aliás, da Câmara e dos parceiros envolvidos (IPSS's locais, entre outras associações concelhias), num trabalho que, na sua voz, não pode parar por aqui, «a CMV deve continuar a fazer todos os esforços para minimizar as dificuldades dos nossos concidadãos», frisou Lobão.

    Na sequência desta intervenção a vereadora responsável pelo pelouro da Ação Social, Maria Trindade Vale, partilhou a preocupação de Afonso Lobão, lançando para cima da mesa alguns exemplos que mostram o trabalho que a autarquia e os seus parceiros têm desenvolvido nesta área, como por exemplo o facto, de neste momento, estarem a ser servidas por dia mais de 200 refeições a famílias carenciadas nas cantinas do Centro Social de Ermesinde, do Lar Marista (dois dos parceiros da CMV na cidade neste trabalho de ação social), e da própria autarquia, lembrando ainda que muitas escolas já servem refeições gratuitas a meninos(as) cujos pais estejam em dificuldades, e que em breve irá abrir em Valongo uma nova loja de apoio social, a qual terá a colaboração com várias IPSS's do concelho.

    PSD E CORAGEM DE MUDAR

    VERSUS PS

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    Luísa Oliveira, do Partido Socialista (PS), mostrou preocupação perante o resultado do recente relatório da avaliação da concessão da água e saneamento do Concelho de Valongo, mais concretamente pelo facto de o prazo de concessão poder ser encurtado para 30 anos (estava alargado a 36), o que se iria refletir num aumento da tarifa da água e saneamento para os munícipes. Esta preocupação, já transposta para um comunicado emitido na véspera desta sessão pelo próprio PS, foi alvo de críticas por parte dos elementos da maioria (PSD) e da Coragem de Mudar (CM). Maria José Azevedo, Pedro Panzina, e João Paulo Baltazar criticaram então o “timing”, digamos assim, das considerações socialistas sobre o referido relatório, uma vez que o mesmo não havia ainda sido analisado em conjunto pelo executivo, como havia sido acordado por todos previamente, para posteriormente cada um apresentar a sua posição e os seus comentários acerca do mesmo. Baltazar foi ainda mais longe ao dizer que a atitude do PS, ao apresentar um comunicado sobre o relatório, é prejudicial, pois torna públicos dados que poderão ser importantes em futuras negociações com a concessionária.

    Pedro Panzina (CM) acusou assim o PS de não respeitar um compromisso que assumiu, o facto de tecer conclusões sobre um processo que ainda não foi analisado de forma coletiva, e nesta sequência lançaria mais algumas achas para a fogueira ao criticar duramente a forma como os socialistas estão a iniciar a luta eleitoral que se avizinha. Apelidando este período de grau zero da política em Valongo, e grau zero porque em seu entender esta é uma forma baixa de fazer política, Panzina acusou o PS, e em particular visando o seu já anunciado candidato à presidência da câmara, José Manuel Ribeiro, de se estar a colar ao trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo do atual mandato pelos eleitos da CM. Exemplificou esta sua visão com um recente panfleto eleitoral lançado pelo PS, onde a certa altura se lia que «a escolha, cara(o) munícipe, é simples, entre manter tudo como está, ou ter a coragem de mudar (...)». «Não autorizamos qualquer colagem ao nosso nome, ao nosso trabalho, isto é um ato desprezível, não podemos admitir que o nosso nome seja associado a este lixo político eleitoral. Os ventos que andam a ser semeados vão dar em tempestades», avisou o vereador independente, numa alusão a possíveis picardias entre afetos a partidos que podem levar a extremos violentos, ou a atos de vandalismo, como os que haviam ocorrido na passada madrugada de quarta para quinta-feira, onde vários cartazes da candidatura de José Manuel Ribeiro espalhados pelo concelho foram vandalizados.

    Também João Paulo Baltazar reprovou vivamente a estratégia, digamos assim, da candidatura socialista, classificando-a de baixa e má, acrescentando que a política deve ser feita pela positiva, para que se possam discutir as melhores ideias para o concelho, e de uma vez por todas que se deixe de atirar o nome de Valongo para o chão. As críticas ao PS levaram mais tarde o vereador socialista José Luís Catarino a desabafar que estranhava ver tanta hostilidade para com o seu partido, já que até então as sessões do executivo camarário sempre foram pautadas pela cordialidade entre forças partidárias e pacifismo na condução e discussão dos trabalhos.

    No período destinado à Ordem de Trabalhos foram aprovadas, por voto secreto, as inclusões de novos nomes – em representação da autarquia – para a Assembleia Intermunicipal da Associação de Municípios de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde – LIPOR, e para o Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água, Eletricidade e Saneamento (SMAES). Para o primeiro órgão entraram Sérgio Sousa e Arménio Pedro, para os lugares deixados vagos por Fernando Melo e Arnaldo Soares – a proposta foi aprovada por maioria com quatro votos favoráveis e cinco em branco – enquanto que o segundo órgão passa a ser constituído por Sérgio Sousa, José Craveiro, e Luís Azevedo – a proposta foi também aprovada por maioria com seis votos a favor e três em branco.

    Por: Miguel Barros

     

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