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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 30-07-2012

    SECÇÃO: Economia


    Vidromarques - um projeto de inovação e sustentabilidade

    Criada em 1992 no concelho da Maia, mais precisamente em Santa Cristina, esta empresa do ramo da indústria do vidro, agora com a sua sede na zona industrial de Alfena, é um exemplo de como, mesmo uma empresa de raiz familiar – se alicerçada numa base de bom conhecimento prático e sob a égide de uma forte atração vocacional – pode inovar e conquistar mercados exigentes, e ser hábil na capacidade de bem gerir em situação de crise, evitando os escolhos do grande sucesso imediato mas sem sustentação, antes preferindo uma carteira de clientes aparentemente menos atrativa, mas muito mais fiável.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Deolinda Silva tem a seu cargo a administração desta empresa familiar, mas é no filho, Ricardo Marques, que delega a apresentação da empresa e a conversa com a nossa reportagem, e logo descobrimos a justeza deste porquê.

    Ricardo tem só 28 anos («sou um puto», diz-nos ele), mas muito do que é hoje a Vidromarques passa por si, pelo menos onde se trata da produção («mas na obra o meu pai é insubstituível», reconhece).

    A empresa foi criada em 1992, quando Deolinda e o marido decidiram aventurar-se por si próprios. Ela vinha já de uma família que trabalhava no setor do vidro e conheceu o seu futuro marido na empresa, onde era funcionário.

    Por razões de desavença familiar fizeram-se à vida, primeiro numa pequena garagem em Santa Cristina, na Maia, mas a empresa foi crescendo. Quando decidiram investir em nova maquinaria as dificuldades encontradas na Maia obrigaram--nos a adquirir um armazém na zona industrial de Alfena, onde puderam então instalar-se (armazém na foto do meio, onde agora o armazenamento de matéria prima e o corte da placa de vidro).

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    Em 1998 a empresa deu um grande salto em frente, com a aquisição de maquinaria nova, no que foi um investimento de sete milhões de euros.

    Ricardo cresceu também no meio do vidro, como a mãe. Por castigo os pais puseram-no a trabalhar na fábrica, convencidos que iria rapidamente querer continuar os estudos que desdenhava, mas pelo contrário, como peixe na água, isso fê-lo conhecer os problemas do vidro e querer conhecer ainda mais, depois de aprender com os melhores profissionais da área. Se, como habilitações académicas não tem mais que o 12º Ano, no vidro é um doutor, e... sem diplomas de favor.

    A distanciação que, entende, então se esbateu, no seu caso, entre entidade patronal e os trabalhadores – o reverso da medalha – «está hoje resolvida».

    Foi já com ele ao leme, que a Vidromarques se abalançou a modernizar ainda mais a sua produção. Conscientes do interlocutor de qualidade que tinham diante de si, os fabricantes das máquinas mais evoluídas do setor decidiram apostar na empresa e confiar-lhe o último grito da sua produção. Por exemplo, na última foto, as máquinas que aí se veem são mesmo protótipos!, no que representa a par da inovação, condições de aquisição muito favoráveis.

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    A empresa tem hoje por missão, conforme a sua “política de qualidade”, «transformar vidro plano, fabricar vidro duplo [com e sem decalagem, explica Ricardo Marques], laminado, laminado de segurança [com alarme], temperado e termoendurecido, colocar vidros em obra e prestação de serviços de tempera, manufaturas, laminagem de vidro e montagem de vidro duplo (...)».

    O seu know how permitiu--lhe participar em obras como o Campus da Justiça de Lisboa, o Marshopping, Tróia Design Hotel e Funchal Design Hotel, e mesmo obras no aeroporto de Santiago de Compostella.

    Entretanto, e por verificar no trabalho em parceria com muitos construtores, a grande dificuldade na cobrança, a Vidromarques decidiu apostar antes no trabalho em parceria com os seus próprios concorrentes do setor do vidro, fornecendo--lhes as suas soluções, e embora as margens de lucro sejam inferiores, estes são parceiros mais confiáveis. A Vidromarques recebe agora, aponta Ricardo Marques, a dois/três meses, e não a meio ano. Recorde-se, que provavelmente devido também a tais problemas passados de liquidez se verificaram recentemente problemas laborais na empresa.

    A margem é menor, mas a liquidez é muito maior. A Saint--Gobain é uma destas empresas a quem a Vidromarques fornece algumas das suas soluções.

    Clientes estes que fazem com que os produtos da Vidromarques sejam exportados para variados países.

    Por: LC

     

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