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    Arquivo: Edição de 30-07-2012

    SECÇÃO: Destaque


    Vigilantes da floresta a postos!

    A aldeia de Couce, na freguesia de Campo, foi alvo, no passado dia 26 de julho, do anúncio, pela Câmara Municipal de Valongo, de uma iniciativa de vigilância da floresta mobilizando jovens voluntários do Centro Hípico de Valongo e do Clube BBT de Valongo. O anúncio contou com a presença do presidente da edilidade, João Paulo Baltazar, de voluntários (a cavalo e de bicicleta) das referidas entidades, e ainda das forças de segurança e da proteção civil envolvidas neste projeto

    A reportagem de “A Voz de Ermesinde” esteve à conversa com alguns destes participantes na iniciativa.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    O Pedro Rafael tem 12 anos. Estava a cavalo no Vistoso, na manhã do passado dia 26, em Couce, quando se apresentou este projeto de voluntariado na defesa da floresta. Ele, e certamente todos os seus jovens colegas – meninos e meninas – que irão tomar parte na iniciativa, tem a lição estudada na ponta da língua. E se vires fogo? Ligo logo a avisar. E como indicas o local? Digo que estava no sítio tal, e que o fogo era na direção tal, entre este ponto e aquele. Os pontos que o Rafael indica são duas das várias referências de locais que foram estabelecidas para muito fácil identificação, mesmo pelos mais jovens.

    Miguel Brandão, instrutor do Clube Hípico de Valongo, explica-nos que se alia a participação cívica à vantagem que há para os passeios a cavalo, quer na instrução dos miúdos, quer para benefício dos próprios animais.

    O Centro Hípico de Valongo conta com cerca de 60 praticantes, embora neste projeto de vigilância devam participar entre 20 a 30.

    Quem também está presente nesta apresentação em Couce é o responsável pelo Clube BTT de Valongo, Nuno Neves. Entre 10 a 12 praticantes da modalidade vão participar na iniciativa de vigilância, cumprindo também os percursos assinalados, nas horas mais ou menos combinadas (os horários são flexíveis), embora estejam definidos para não se sobreporem aos outros vigilantes, profissionais, da floresta – caso dos sapadores ou da GNR a título de exemplo.

    Todos, alunos do Clube Hípico de Valongo, nos seus cavalos, e praticantes de BTT, nas suas bicicletas, tiveram a formação adequada para exercer a função que agora os vai mobilizar, até finais de setembro, havendo a possibilidade, caso a estação seca e propícia aos incêndios se estenda, de prolongar a duração do projeto.

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    Muito orgulhosos, uns e outros, exibem as camisolsas com a referência à defesa da floresta, uma cortesia da Portucel, empresa esta que será uma da principais beneficiárias da iniciativa de vigilância.

    Aliás, a propósito da eventual diferença entre o interesse público de conservação da floresta preservada e o interesse comercial da empresa, com os seus eucaliptais mais propícios à propagação do fogo, o presidente da Câmara, João Paulo Baltazar, anuncia a celebração de um entendimento, que se concretiza no facto de a Câmara ir proceder à reflorestação, nos terrenos da empresa, numa orla junto às estradas com espécies de árvores autóctones (de 12 a 16 metros), o que, ao mesmo tempo que proporciona uma paisagem visual mais agradável ao visitante, cria uma zona de barreira à propagação do fogo.

    Não foi, aliás, o único anúncio de João Paulo Baltazar nesta manhã. Realizando-se o anúncio da iniciativa de vigilância florestal em Couce, o autarca aproveitou ainda para anunciar a aprovação da candidatura de Couce às “Aldeias de Portugal”.

    E fundamentando a preocupação da autarquia, anuncia ainda que, neste momento, se encontram saldadas as dívidas às corporações de bombeiros e que se tornou também possível fornecer a estes refeições gratuitas servidas no quartel, o que vem aumentar significativamente a disponibilidade das forças de vigilância e combate ao fogo, numa emergência.

    Finalmente, um último anúncio do autarca, o da diminuição de ignições verificadas o ano passado nas zonas vigiadas.

    Mas precisemos melhor o âmbito desta iniciativa de vigilância florestal. Pretende-se intervir nas serras de Santa Justa e Pias – pulmões da Área Metropolitana do Porto, o que só por si, já justifica a presença do comandante distrital da Proteção Civil. Esta vigilância vem somar-se ao trabalho dos já referidos Sapadores Florestais, mas também ao Sistema de Videovigilância, ligado ao Centro Distrital de Proteção Civil.

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    Constitui, ao mesmo tempo, e além do valor direto em si, da vigilância (e da persuasão através de uma presença mais permanente no terreno), uma alavanca na sensibilização ambiental da defesa da floresta, mas também da sua preservação.

    O comandante operacional municipal da Proteção Civil, Delfim Cruz, falou também ao jornal “A Voz de Ermesinde”.

    Referiu que todas as atividades que foram planeadas o foram de forma a que não houvesse duplicação (e desperdício) de forças no terreno.

    Foi ele também quem explicou a possibilidade de fazer prolongar as atividades de vigilância dos voluntários para além do final de setembro, caso viesse a revelar-se necessário.

    E referiu-nos ainda a distribuição de um telemóvel às equipas no terreno, para que pudessem comunicar em tempo útil, qualquer ignição detetadas.

    Por fim precisou que o âmbito da iniciativa era municipal, não sendo a réplica de qualquer outro projeto semelhante a nível distrital.

    No final, e já de regresso, a reportagem de “A Voz de Ermesinde” ainda testemunhou o trabalho de mais uns preciosos aliados no combate ao fogo: rebanhos, de cabras e ovelhas, que se entretinham prazenteiramente, a pastar ao longo da estrada.

    Por: LC

     

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