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    Arquivo: Edição de 30-12-2011

    SECÇÃO: Tecnologias


    Edubuntu – uma alternativa ao Linux Mint para fugir ao Unity

    A ambição da Canonical em começar a participar no suculento mercado dos smartphones, com o seu sistema operativo, não está a fazer-se sem custos. Se o Unity permite abrir novos mercado, a verdade é que parece poder estar a fechar outros.

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    Com a chegada, em abril passado, da nova distribuição do Ubuntu – a 11.10 (codinome Oneiric Ocelot), a Canonical, empresa responsável por esta variante do Linux, deixava claro que iria continuar a apostar no seu novo gestor de janelas – o Unity –, em desfavor do tradicional Gnome, do ramo principal da distribuição, mas mantendo as versões com gerenciador de janelas do KDE (Kubuntu), XFCE (Xubuntu) e LXDE (Lubuntu).

    De notar que, desde que foi lançada pela primeira vez, oficialmente, em outubro de 2010 (antes podia usar-se este gerenciador de janelas apenas através de pacotes de software adicionais ao Ubuntu), o Lubuntu, como gerenciador gráfico bastante eficaz, leve e pouco guloso de memória, não deixou de crescer e se tornar muito popular, a ponto de hoje em dia suplantar claramente o Kubuntu e o Xubuntu.

    Ao mesmo tempo a Canonical mantinha as outras declinações do Ubuntu – o Mythbuntu, dedicado à reprodução de video (e mesmo gravação), através do programa MythTV, o Edubuntu – vocacionado para o trabalho em ambiente escolar, e o Ubuntu Studio, vocacionado para a criação e edição de aúdio, vídeo e imagem.

    Esta última distribuição foi lançada em 2007 e, desde então, não mais abandonada no panorama de edições da Canonical. Com a mudança do ramo principal para o Unity, a Ubuntu Studio passou a usar como gerenciador de janelas o XFCE (do Xubuntu).

    O processo de instalação do Ubuntu Studio é, contudo, menos cuidado e intuitivo do ponto de vista gráfico, tornando o uso desta solução mais penosa.

    A aposta da Canonical, com o lançamento do seu Unity era conseguir congregar com um único gerenciador de janelas, máquinas tão diferentes como computadores desktop e portáteis, netbooks e, eventualmente, como parece ser a sua mais recente aposta, smartphones.

    Mas o movimento da Canonical não se fez sem pesadas perdas de popularidade, a ponto de, pela primeira vez em anos, o Ubuntu deixar de ser a distribuição de Linux mais procurada, substituída entretanto pelo Linux Mint.

    O Mint, recorde-se, é já ele, uma variante do próprio Ubuntu, embora haja versões do Mint diretamente baseadas no Debian, como o Ubuntu. Levando ainda mais longe o conceito de pôr o computador pronto a funcionar para tudo o que for preciso, sem necessidade de alterar muito as configurações, acrescentar pacotes, ou ter que procurar soluções para resolver os problemas, o Mint é ainda mais liberal que o Ubuntu na aceitação de pacotes sem licenças livres, desde que isso facilite a vida ao utilizador final. Deu assim a provar ao Ubuntu do mesmo que este já tinha feito provar ao Debian, com a sua política mais cuidadosa (restritiva) no que diz respeito ao software utilizado.

    E isto acontece numa altura em que o próprio Gnome experimentou uma acentuada evolução, da versão 2 para a 3, a qual, em grande medida faz assemelhar o desktop à solução apontada pelo Unity.

    Sendo assim, compreende-se a debandada dos utilizadores para o Mint, pois a sua última versão, a 12 (codinome Katya), embora baseada no Oneiric Ocelot, não utiliza o Unity por defeito e, além disso, estende ainda a possibilidade de uso do gerenciador Mate, criado pelo Mint, no sentido de proporcionar um desktop extamente igual ao do bom velho Gnome 2. Ao mesmo tempo, o Gnome 3 pode ser usado num modo cujo funcionamento a aproxima do Gnome 2, juntando assim, digamos, o melhor dos mundos.

    Mas, por sua vez, o Mate, que seria uma proeza notável se fosse inteiramente conseguido, peca pela sua instabilidade de funcionamento em muitos equipamentos, que não permite usá-lo como seria de esperar, sendo assim mais estável o uso do Gnome 3, mas com a aparência clássica do Gnome 2.

    Ora, para isto, de facto, não é preciso abandonar o Ubuntu em favor do Mint, já que a declinação Edubuntu permite, com muita facilidade, instalar um sistema, através de um fácil menu gráfico semelhante ao do ramo principal, com a possibilidade de fazer uma espécie de fallback mode, e assim voltar a usar o Gnome de uma forma muito semelhante à da versão 2, com a possibilidade de gerir os painéis, acrescentando aplicações e locais, com o recurso a programas como o alacarte.

    Por defeito, o Edubuntu traz o Centro de Software Ubuntu, provavelmente melhor do que o da solução Mint, e a quantidade de repositórios que se lhe conhece, mantendo, por princípio, uma maior distância em relação a codecs proprietários e outro software não inteiramente livre.

    Isto é, para os utilizadores habituados às soluções baseadas nos pacotes .deb da Debian, e à eficiência do apt-get ou aptitude, aparecem uma vasta gama de soluções, desde o puro Trisquel (aceite pela Free Software Foundation, por não usar qualquer pacote proprietário), passando pelo Debian que, apesar de tudo é restritivo, até ao Ubuntu e, finalmente ao Mint.

    A questão do compromisso com a liberdade decidirá da escolha. Mas no que ao assunto principal deste texto se refere, de facto, não há uma razão suficientemente poderosa, parece-nos, para trocar o Ubuntu (na sua variante Edubuntu) pelo Mint nele baseado.

    Por: LC

     

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