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Edição de 30-09-2022
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    Arquivo: Edição de 10-12-2011

    SECÇÃO: Editorial


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    É mesmo verdade!...

    Gostava que esta crise fosse mentira, um pesadelo de pouca duração, mas não é verdade, a crise veio mesmo para ficar.

    De empréstimo em empréstimo, a sociedade de consumo criou meios, cada vez mais eficazes, de nos convencer a ter novas necessidades, que passámos a considerar imprescindíveis. Nós, pessoas individuais ou coletivas, e os próprios países, não resistimos.

    Os bancos e as instituições financeiras conduziram-nos a este caos e hoje reclamam e criticam os que adquiriram os seus produtos.

    Num mundo altamente competitivo muitos foram os países que não aguentaram e daí o aumento de desemprego, os baixos salários e uma economia cada vez mais frágil. Durante anos assistimos a um empobrecimento das classes mais desfavorecidas e a um crescente aumento de uma classe emergente de gestores com salários escandalosamente altos. Hoje percebemos com mais clareza porque atingiram esses cargos, quais as suas formações e porque pensam que vão resolver a crise pura e simplesmente com restrições.

    Governados na sua maioria por tecnocratas, os países da Europa encontram-se numa encruzilhada, e já ninguém acredita na sua saída com lisura.

    Realizou-se ainda há dias mais uma cimeira da União Europeia e ninguém, em especial os investidores, acreditam nos seus resultados. A Alemanha e a sua chanceler ditam a política da União Europeia e obrigam os outros Estados, servilmente, a obedecer.

    Porém a União Europeia não consegue dar resposta às necessidades do próximo trimestre de 2012. Segundo a imprensa da especialidade só a Itália, França e Alemanha precisam de renovar dívida no valor de 695 biliões de euros.

    Continua a acreditar-se que a crise europeia será a causa da próxima crise mundial.

    Mas a crise não é só financeira, se olharmos um pouco para o nosso planeta as coisas também não lhe correm de feição.

    Realizou-se entre o dia 28 de novembro e 1 de dezembro em Durban, na África do Sul, a mais importante reunião anual a nível mundial sobre o clima, e as suas conclusões não são famosas, desde a anunciada desistência de alguns países do Protocolo de Quioto, à confirmação de que, se continuarmos assim, atingimos em 2017 as emissões de carbono inicialmente previstas para 2035.

    Continuamos a sentir estas questões da sustentabilidade do Planeta Terra como algo muito distante e que os outros hão de resolver, mas cada um de nós é habitante desta Terra, e todos somos responsáveis.

    A degradação e a devastação do meio ambiente levantam questões sobre as condições futuras do homem na Terra.

    E voltamos ao princípio, a sustentabilidade do Planeta está intimamente ligado às questões sociais, tal como a economia e a finança, não admira portanto que todas estejam em crise.

    Por: Fernanda Lage

     

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