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Edição de 31-12-2021
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    Arquivo: Edição de 15-11-2011

    SECÇÃO: Saúde


    ESTUDO REVELA OPINIÃO DOS PORTUGUESES SOBRE O TABAGISMO E O CANCRO DO PULMÃO

    Medo do cancro do pulmão é a principal razão apontada para se deixar de fumar

    O medo do cancro do pulmão constitui a principal razão apontada por ex-fumadores para justificar a decisão de deixar de fumar, seguindo-se o preço do tabaco e os problemas respiratórios. Analisar as opiniões e atitudes dos Portugueses em relação ao tabagismo e ao cancro do pulmão foi o objetivo de um estudo realizado e divulgado recentemrnte pela Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão.

    Numa altura em que se assinala o Mês do Cancro do Pulmão, o estudo “Tabagismo e Cancro do Pulmão em Portugal” procurou analisar a relação que os portugueses têm com o tabaco e a forma como encaram o cancro do pulmão – a influência do tabaco situa-se nos 80% dos doentes com cancro do pulmão.

    Do total dos portugueses inquiridos, 66% declaram não fumar regularmente, sendo que 34% fumam no mínimo três cigarros por dia.

    Quando inquiridos os fumadores não regulares (onde se incluem os que fumam esporadicamente) 54% dos entrevistados referem já terem fumado alguma vez.

    Entre os não fumadores regulares, a maioria refere ter abandonado os hábitos tabágicos há mais de cinco anos. O receio do cancro do pulmão, o preço do tabaco e os problemas respiratórios foram as principais motivações que levaram os inquiridos a combater o tabagismo.

    Apesar de o estudo revelar que os portugueses estão conscientes das principais doenças associadas ao tabaco, como seja o cancro do pulmão e o qual constitui a principal motivação para deixar de fumar, a verdade é que mais de metade (65%) dos inquiridos denota um elevado desconhecimento referente à taxa de mortalidade associada a esta doença. Desconhecem os números que apontam para cerca de 3800 novos casos anuais de cancro do pulmão mas têm consciência que o tabaco faz dos fumadores um dos principais grupos de risco vulneráveis a esta doença oncológica.

    Segundo António Araújo, presidente da Pulmonale, «a melhor forma de combater esta doença continua a ser a prevenção, a qual passa pelo combate ao tabagismo junto dos mais novos. Ao analisarmos o perfil dos fumadores percebemos que é durante a adolescência, mais propriamente entre os 14 e os 18 anos, que se adquirem hábitos tabágicos. Consideramos que é importante agir junto das camadas mais jovens para que dentro de uma década, a diferença se faça notar na diminuição da incidência de cancro do pulmão».

    Quando questionados sobre os motivos que levaram os ex-fumadores a retomar o vício, cedendo às “recaídas”, são as tensões laborais que mais surgem entre as causas mais evidentes; talvez por esta razão o apoio médico e o recurso a fármacos sejam dois dos métodos mais referidos para combater o tabagismo. Para a Pulmonale «é fundamental que sejam criados programas de cessação tabágica concertados e multidisciplinares, através da implementação de consultas médicas, consultas com psicólogos, consulta com nutricionistas, criação de linhas telefónicas de apoio e criação de um sistema de apoio à compra da terapêutica farmacológica».

    Algumas

    conclusões

    • A incidência do hábito de fumar verifica-se em uma em cada três pessoas entrevistadas;

    • Entre os ex-fumadores só um em cada dez recebeu ajuda para deixar de fumar;

    • Principais motivos apontados pelos que deixaram de fumar: medo de cancro do pulmão, preço do tabaco e problemas respiratórios;

    • Em média os fumadores portugueses declararam ter começado a fumar com aproximadamente 17 anos;

    • Cada fumador gasta aproximadamente 22 euros por semana em tabaco, consumindo uma média de 14 cigarros por dia;

    • Sete em cada 10 fumadores declararam já ter tentado deixar de fumar;

    • Os problemas laborais e o facto de lidarem com fumadores são as razões indicadas para a recuperação de hábitos tabágicos;

    • A maioria dos inquiridos declara que tem um bom conhecimento dos efeitos do tabaco sobre os fumadores passivos e concorda com a proibição de fumar em locais públicos, como cafés ou restaurantes;

    • Um em cada três inquiridos teve um familiar com cancro do pulmão.

     

     

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