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    Arquivo: Edição de 30-09-2011

    SECÇÃO: Destaque


    EXPOVAL 2011

    O regime de parentalidade e a mudança do paradigma abordados na Expoval

    Foto SARA AMARAL
    Foto SARA AMARAL
    No passado dia 16 de setembro, a Expoval acolheu um workshop sobre “O Regime de Parentalidade – Uma Mudança de Paradigma”, dado pela consultora do CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego), Clara de Jesus.

    Com um ligeiro atraso sobre a hora prevista e com um adesão muito reduzida, a consultora Clara de Jesus iniciou o seu workshop a explicar as linhas orientadoras do CITE, organismo estatal com cerca de trinta anos de existência mas que, sobretudo nos últimos seis, tem vindo mais de encontro aos cidadãos.

    A responsabilidade social empresarial, um tema sublinhado no workshop, não teve, no entanto, o acolhimento pretendido, pois dirigia-se aos empresários. A consultora considera que a mudança do paradigma depende, essencialmente, deles. A discriminação nos próprios anúncios publicitados,nas entrevistas e, no caso das mulheres, pela própria opção pessoal de serem mães, contribuem para que a disparidade entre sexos no mundo do trabalho seja maior e parte também dos empresários. «O trabalho existe para homens e para mulheres, que devem ser escolhidos pelo seu mérito», considerou Clara de Jesus.

    Quanto às leis da parentalidade, a consultora adiantou que Portugal está mais avançado que os parceiros europeus. As atuais leis portuguesas são «bastantes protetoras, não só da mãe, mas também do pai», tendo os pais 10 dias de licenças obrigatória e, no caso de gozarem um mês sozinhos de licença, esta passará de 5 a 6 meses.

    As mulheres portuguesas são, por outro lado, as que mais trabalham a tempo inteiro na União Europeia, sendo apenas superadas pelas dinamarquesas. Ainda que trabalhem, em média, mais uma hora que os homens, em casa, elas mantêm o maior número de horas. Esta maior dedicação ao lar e à família devee ser mais repartida com os homens, para que os papéis de géneros sejam menos impactantes.

    No entanto, a segregação salarial e setorial continua a existir. A nível salarial, as mulheres apenas têm uma disparidade minima relativa aos seus colegas do sexo masculino no início de carreira. Mas conforme sobem nos cargos, maior é a diferença salarial, que chega a atingir os 30% . Também poucas são as mulheres que chegam aos cargos de chefia.

    No aspeto da divisao setorial, a divisão típica mantem-se: as áreas da saúde, educação e assistência social são dominadas pelas mulheres e as áreas mais técnicas e relacionadas com engenharia com o domínio masculino.

    Este workshop terminou com algumas questões colocadas pelos presentes.

    Por: Sara Amaral

     

     

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