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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 15-04-2011

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA JUNTA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Uma tempestade num copo de água

    Fotos SARA AMARAL
    Fotos SARA AMARAL
    Não foram muitos nem muito importantes os assuntos tratados nesta reunião da Junta de Freguesia de Ermesinde, na qual, mais uma vez, as intervenções do público tiveram um papel relevante.

    Num ponto prévio de informações, o presidente da Junta, Luís Ramalho, referiu-se ao arranque das actividades dirigidas à 3ª Idade, em parceria com várias entidades, como AACE, Ginásio Attitude e CPN, tendo feito a sua pré-inscrição cerca de 70 cidadã(o)s seniores.

    Sobre a consulta pública no quadro do Orçamento Participativo, e apesar de algumas sugestões avulsas que lhe foram oralmente comunicadas, o presidente da Junta informou não ter chegado à autarquia qualquer proposta formal no sentido de apontar o melhor destino à verba para isso cativada.

    Luís Ramalho informou também da realização de uma reunião destinada a discutir a concretização de uma plantação de árvores – compromisso da Junta – tendo nela também participado técnicos da Câmara Municipal de Valongo (CMV), e elementos da Assembleia de Freguesia (como João Arcângelo, da Coragem de Mudar). Organizações ambientais como a Quercus e a Campo Aberto, não compareceram, tal como o CDU, mas mostraram-se disponíveis para uma próxima reunião.

    As árvores virão a ser provavelmente plantadas em áreas de domínio público, dada a falta de espaços em jardins públicos.

    O autarca deu conta ainda de uma reunião com a CMV acerca da organização de uma homenagem a Álvaro Mendes. Foi decidido que, como o Fórum Cultural de Ermesinde faz agora 10 anos, organizar uma exposição a homenagear igualmente aquela figura, que esteve ligada à Fábrica Cerâmica, cujo espaço, o Fórum criativamente aproveitou. Irá também ser produzido um video a apresentar por ocasião da atribuição da Medalha da Cidade.

    Luís Ramalho informou finalmente sobre o seu sentido de voto quanto ao Orçamento da CMV, em reunião da Assembleia Municipal e os motivos porque tinha optado por se abster (e de que em “A Voz de Ermesinde” já se fez eco, no número anterior).

    Luís Ramalho informou ainda que tinha avisado previamente o presidente da CMV da posição que iria tomar.

    PERÍODO

    DESTINADO

    AO PÚBLICO

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    A primeira intervenção do público coube a Artur Costa, que lamentou ainda se estar a discutir a plantação de quatro árvores em Sampaio e que esperava não ir acontecer com este assunto «o mesmo que vai acontecer com o mercado».

    Abordou também outro problema, que considerou «muito sério» da cravagem de uns mecos de ferro, impedindo a passagem a qualquer veículo, numa zona, próxima das margens do Leça, que é caminho público, e que terá resultado apenas das desavenças de dois irmãos. Considerando inadmissível que a autarquia tivesse participado na colocação dos mecos, Artur Costa pretendia saber do envolvimento ou não da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE). Luís Ramalho responderia que a Junta é alheia a isso, mas que não o chocava a colocação dos mecos num local que é caminho pedonal. Além disso esse caminho seria usado para que algumas viaturas para ali se dirigissem em actividades nocturnas e não agrícolas.

    Interveio depois José Martins, que após ouvir o presidente da Junta elencar algumas das que entendia serem prioridades da cidade (entre outras a zona de Sonhos e a José Joaquim Ribeiro Teles), lembrou a situação das ruas do Calvário, Moinhos e Miguel Bombarda, avisando que continuam a degradar-se aceleradamente.

    Luís Ramalho concordou com justeza do aviso, mas explicou que a prioridade dos outros casos derivava do facto da CMV já se ter comprometido publicamente com a sua resolução, tendo agora, pelos vistos, abandonado as promessas.

    De seguida falou José Carvalho, que ali foi solicitar o apoio da Junta para a colocação de uma imagem de Nossa Senhora, desejada pela população dos Montes da Costa, à semelhança de outros locais, como a Gandra e as Saibreiras, «que também já tinham uma».

    Queixou-se também do facto de, ao contrário de Sonhos, os Montes da Costa não terem sido beneficiados com a revisão de horários das carreiras da STCP.

    Luís Ramalho informou que elementos de uma associação recreativa popular extinta estavam dispostos a entregar o espólio da associação para ajuda da construção da referida imagem, do que José Carvalho pareceu duvidar...

    Albino Silva foi o último dos elementos do público a usar da palavra, criticando o presidente da Junta por ter mandado escrever em “A Voz de Ermesinde” que ele era arrogante [um duplo equívoco], por ter dado apoio à festa de Santa Rita mas não de S. Silvestre, para a qual ele pediu apoio, o que o levava agora a avisar que não iria autorizar a entrada de nenhum turista na capela onde sempre tanto trabalhou.

    Queixou-se ainda da situação dos pinos de barramento da passagem de veículos por resolver na Rua Miguel Bombarda, e de outras situações de higiene pública e saneamento na Rua Particular da Costa e, finalmente, fez comentários desfavoráveis para com a situação criada depois do 25 de Abril.

    Luís Ramalho responderia que nem a Igreja de Santa Rita, nem a Capela de S. Silvestre – templos religiosos – tinham recebido qualquer apoio da Junta, o que muito menos se justificava em relação à capela de S. Silvestre que Albino Silva considerava como sua.

    Referiu também a possibilidade de um loteamento a construir poder vir, num futuro não muito distante, a beneficiar a Rua Particular da Costa.

    Durante esta discussão, e como Albino Silva estendesse o tempo da sua intervenção, Luís Ramalho viu-se obrigado a ameaçar a interrupção da sessão, para que pudessem prosseguir os trabalhos, tendo-se ali originado uma pequena tempestade num copo de água.

    PERÍODO

    DA ORDEM

    DO DIA

    Nos assuntos trazidos à sessão pelo Executivo abordou-se um problema disciplinar com um funcionário, o convite da Junta de Freguesia de Campo para a atribuição de um prémio na sua corrida do 25 de Abril – a que mais uma vez se anuiu – decidindo-se atribuir o Prémio Cidade de Ermesinde, e ainda a questão da realização da feira na segunda-feira, 25 de Abril, sendo decidido autorizá-la.

    INTERVENÇÕES

    DE MEMBROS

    DO EXECUTIVO

    Quanto às intervenções de membros do Executivo, o socialista Manuel Costa abordou a questão do Fundo de Emergência Social e a necessidade de a Junta articular com os parceiros sociais a concretização no terreno das acções de solidariedade.

    Ficou decidido que a esta área de intervenção social seriam destinados 50 mil euros (10% do Orçamento da JFE).

    Diva Ribeiro, também do PS, abordou várias questões, a saber sobre o Orçamento Participativo, sobre as obras no largo da feira velha, tendo insistido com Luís Ramalho que aquelas pareciam abandonadas, estando a Junta em falta para com os seus compromissos, e obrigando Luís Ramalho a admitir discutir o caderno de encargos em próxima reunião.

    Diva Ribeiro pediu ainda informações sobre a colocação de casa de banho no Parque Socer.

    Finalmente Esmeralda Carvalho interveio na propósito de algumas situações na Rua Simões Lopes, Índia Portuguesa (lixeira) e Vasco da Gama, uma situação na qual os semáforos [viu-se depois que seria o poste de electricidade], colocados no passeio, dificultariam a passagem aos peões que apertados entre os autocarros que sobem aquela artéria e a parede, correm o risco de ficar ali entalados, como ela presenciou por mais que uma vez.

    O assunto ficou de ser tratado em sede própria.

    Por: LC

     

     

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