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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 10-12-2010

    SECÇÃO: Destaque


    VISITA PASTORAL DO BISPO DO PORTO A ERMESINDE

    Visita ao Centro Social e ao jornal “A Voz de Ermesinde”

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    D. Manuel Clemente visitou a redacção do jornal “A Voz de Ermesinde”, no fim da manhã do dia 3, sexta-feira, tendo iniciado por aí a visita às várias valências do Centro Social de Ermesinde (CSE), onde, no fim, almoçou.

    Tendo entrado no CSE pela Rua Rodrigues de Freitas, encontrou à sua espera o presidente da Direcção da IPSS, Henrique Queirós Rodrigues, os demais elementos da Direcção, o presidente do Conselho Fiscal, Artur Carneiro, presidente da Mesa da Assembleia Geral, Ferreira dos Santos, e demais membros dos órgãos sociais, que o esperavam, embora vindo do lado contrário.

    A recebê-lo no nosso jornal, dada a ausência, por razões familiares, da directora Fernanda Lage, estiveram os jornalistas deste órgão de informação comprometido com a realidade social da sua terra, que apresentaram a história do jornal e o levaram a conhecer as novas instalações da redacção e o seu enquadramento, o arquivo e a sala da Direcção, acompanhados pelo presidente da Direcção do CSE.

    De seguida o prelado visitou o Centro de Formação do Centro Social, sendo aí recebido pela técnica Albertina Alves, que falou sobre as medidas de formação e qualificação profissional levadas a cabo pela valência, os destinatários, a flexibilidade de oferta de horários...

    A técnica do Centro Social referiu, por exemplo, que há mais mulheres e homens a beneficiar das acções de formação, e esclareceu sobre a constituição da equipa de formadores (11 pessoas) e a origem dos apoios (Ministérios do Emprego e da Educação).

    D. Manuel Clemente mostrou-se interessado também nas propostas de formação em tecnologias de informação e comunicação (TIC).

    De seguida, o bispo do Porto foi encaminhado a visitar a empresa de inserção da lavandaria, onde se inteirou dos serviços prestados à comunidade e do interesse deste tipo de empresas, que procura dar uma resposta também à necessidade de pessoas em situação de desemprego prolongado e outras. À conversa vieram várias habilidades, cada vez mais entradas em desuso, como passajar ou cerzir.

    À saída, e ao passar por um recanto sossegado do Centro Social onde se podiam ver os restos de uma prensa de vinho, veio à memória do prelado uma técnica usada para levar as galinhas a porem os ovos num determinado sítio, que é a colocação de um ovo usado como chamariz – o indês – e ficámos, todos os outros presentes, a saber mais alguma coisa.

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    D. Manuel Clemente dirigiu-se de seguida, guiado pelo presidente da Direcção do CSE, Henrique Queirós Rodrigues, ao jardim-infância do CSE, então já acompanhado também pelo presidente da CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, P.e Lino Maia. Quando Henrique Queirós Rodrigues explicou as dificuldades da instituição em manter a funcionar com elevada qualidade valências como o jardim e o ATL, sem que isso pudesse constituir custos insuportáveis, já que o Estado, entretanto, se intrometeu numa área até aí de actividade quase exclusiva das IPSS, o insigne prelado não deixou de comentar negativamente esta tendência do Estado para tomar conta de tudo, provocando a quebra da espontaneidade e solidariedade social e obrigando assim a alimentar uma máquina institucional e burocrática cada vez mais pesada.

    D. Manuel Clemente referir-se-ia mesmo a um “pecado original” da nossa Constituição.

    Enquanto Lino Maia apontava o facto desta IPSS ser uma organização sólida e estruturada, como outras eventualmente poderiam não ser, Henrique Rodrigues referia as limitações de funcionamento destas valências, obrigadas a trabalhar nas pontas dos horários, ora de manhã, antes da escola, ora na hora do almoço, ora no final do dia.

    O bispo foi recebido no jardim-de-infância, pela técnica Teresa Braga Lino, que o levou a conhecer as salas de actividades, o refeitório e a contactar os miúdos que ali almoçavam.

    De seguida, no andar superior, visitou também as instalações da creche, vazias porque as crianças estavam então a comer. A directora Alcina Meireles referiu a necessidade de mais uma sala na creche.

    De saída o bispo do Porto seria convidado a deixar uma mensagem de Natal no painel do jardim.

    D. Manuel Clemente dirigiu-se então ao salão nobre da instituição onde teve a recebê--lo a técnica Fátima Brochado, responsável pelo ATL. Nesse momento decorria precisamente também a refeição dos pequenos utentes desta valência, que iam cumprimentando e interagindo com familiaridade sobretudo com o cónego João Peixoto, com o bispo a conversar aqui e ali com os menos envergonhados.

    A visita prosseguiu então pelo Lar de S. Lourenço, onde o prelado foi acompanhado sempre pelo presidente da Direcção e aqui pela técnica Anabela Sousa, que referiu a capacidade do lar, albergando 54 utentes. O bispo percorreu as instalações, visitou a enfermaria, a capela, a sala de convívio, onde se deteve junto de um tabuleiro de xadrez, perguntando mesmo se algum dos ali presentes a acompanhá--lo na visita jogava, foi à sala de estar onde os idosos viam televisão, ou liam, comiam ou, algumas senhoras, faziam crochet. Cumprimentou os presentes um por um, aqui e ali conversou com os mais capacitados, folheou uma grossa edição de “Os Lusíadas”.

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    Questionou até que horas os idosos ficavam na cama, e ao deparar-se com uns aparelhos de ginástica lembrou o pouco tempo que é preciso, para na ausência de uma actividade, os músculos se atrofiarem. Vilas Boas, vice-presidente da Direcção do CSE, e médico de profissão, confirmou, acrescentando que, em contrapartida, se duas ou três semanas são suficientes para a atrofia dos músculos, já a sua recuperação demora no mínimo cerca de quatro meses.

    Quase no fim da visita, e ainda antes da hora do almoço, houve lugar para um pequeno aperitivo e veio à baila, por parte de D. Manuel Clemente, a produção do vinho, a destruição de muitas vinhas aquando das Invasões Francesas e vários episódios deste período sangrento, que deixou uma ferida profunda no modo de vida português.

    O bispo, agora na sua pele de professor de História, falou do corredor da Beira, propício às invasões a partir do planalto castelhano, lembrou o suspeito episódio da explosão acidental do paiol na considerada inexpugnável praça de Almeida, precisamente na altura da terceira invasão francesa de 1810, comandada por Massena.

    E depois foi o almoço.

    Por: LC

     

     

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