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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 10-07-2010

    SECÇÃO: Especial


    XVII FEIRA DO LIVRO DO CONCELHO DE VALONGO

    "A Voz de Ermesinde" na Feira do Livro de 2010

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Mais uma vez “A Voz de Ermesinde” volta a estar presente na Feira do Livro do Concelho de Valongo. Ainda e sempre, pela nossa parte, com uma dupla responsabilidade, a primeira, de cariz informativo, no sentido de dar a conhecer à comunidade o de que mais importante ali se passa, quer no sentido informativo mais estrito, quer num outro sentido, mais reflectido e crítico; a segunda de natureza diferente, enquanto agente cultural interventivo, por um lado divulgando “A Voz de Ermesinde”, na sua actualidade e na sua história, contactando os seus leitores e assinantes, presentes e futuros, e reforçando os laços do jornal com a comunidade em que se insere e da qual é também porta-voz. E, por outro lado, também, mais uma vez trazendo à feira algumas editoras prestigiadas, quer pela sua reconhecida programação editorial de muitos anos, (Antígona, e etc.), quer, no caso das editoras mais jovens, pelo seu arrojo, novidade e qualidade da intervenção cultural (Orfeu Negro, Letra Livre e 7 Nós).

    Mas este ano, além da divulgação do nosso jornal e dos livros das editoras já citadas, “A Voz de Ermesinde” volta a ser promotora de um evento na Feira, a apresentação, precisamente na noite do último dia, quase no encerramento, do livro de António Alberto Silba “Ciência É Cultura”, publicado pelo Politécnico do Porto e as Edições Politema.

    Para este evento chamamos a atenção dos leitores de “A Voz de Ermesinde”. O autor, investigador na área da Física, tem vindo a desenvolver notáveis trabalhos de divulgação das Ciências e de reflexão na esfera da Didáctica do Conhecimento e das Ciências. Se isto ainda não bastasse, diga-se que a apresentação do livro estará a cargo de Renato Roque, um artista que se tem feito notar pelos seus trabalhos na área da Fotografia.

    Por isso, é com natural ansiedade que esperamos a presença de todos no dia de encerramento da Feira, às 21h30, em frente ao pavilhão de “A Voz de Ermesinde”.

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    Mas a um outro evento entretanto ocorrido na Feira não pode também deixar “A Voz de Ermesinde”, falamos da iniciativa levada a cabo pela associação cultural Ágorarte, em torno do livro de crónicas de Nuno Afonso “O Meu Povo em Gente”, que foi apresentado na noite do passado dia 6, com a prresença e intervenção de Carlos José Faria, presidente da referida associação, embora na presença de um auditório relativamente reduzido.

    Nas páginas de “A Voz de Ermesinde” já tivemos ocasião de referir o fascínio deste livro, retratando a vida de muitos seres humanos, mais ou menos próximos do autor, que em pinceladas plenas de humanidade e vigor, ali nos traz a vida da sua Alimonde – uma aldeia do planalto transmontano – como quem fala não de um lugar pequenino, mas de todo o universo e da alma humana, na sua fascinante diversidade e capacidade de nos surpreender.

    Pois como todos saberão, as crónicas de Nuno Afonso foram, em primeiro lugar, publicadas no jornal “A Voz de Ermesinde” e é de plena boa vontade o facto de nos associarmos a este evento, que também pretendemos promover.

    Umas breves palavras então para a apresentação propriamente dita, e na qual Carlos José Faria soube, com mestria, destacar alguns aspectos da obra muito peculiares. Por exemplo: «Rigor do traço, minúcia da descrição», «pintura de grande sensibilidade», «palavras rigososamente escolhidas», «narrativa bem estruturada».

    Abordando depois o percurso de vida de Nuno Afonso, o palestrante ajudou a desvendar alguns aspectos da sua obra, como quando, por exemplo, tomou, entre outras a personagem de Maria, a mãe do autor.

    No decurso da conversa teve também Nuno Afonso ensejo de enaltecer a figura do pai, e os longos anos de separação do casal de progenitores, que criaram uma numerosa família.

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    Mas voltemos à palestra de Carlos José Faria. Depois, no trecho da sua intervenção mais conseguido, deu vida às palavras de Nuno Afonso, interpretando trechos dalgumas crónicas numa dramatização quase teatral, e salgada pelo sotaque transmontano.

    O dirigente da Ágorarte apontou ainda outros aspectos da obra, o conflito entre o bem e o mal, a oposição entre meio rural e meio urbano, as reflexões de natureza sociológica, psicológica, etc..

    Nuno Afonso, finalmente, teceu também algumas considerações sobre a sua obra e a sua vida, entre elas a vicissitude da sua qualificação académica na Universidade Pontifícia do Rio de Janeiro, que o regime português não aceitou, em 1969, tendo somado depois a essa a sua licenciatura obtida na Universidade do Porto.

    Os dois livros, “Ciência É Cultura”, de António Alberto Silva, e “O Nosso Povo em Gente”, de Nuno Afonso, encontram--se à venda no stand de “A Voz de Ermesinde”.

    Por: LC

     

     

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