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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 15-04-2010

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO

    Plano e Orçamento da Câmara aprovados com abstenção da bancada socialista

    A Assembleia Municipal de Valongo aprovou a proposta de Grandes Opções do Plano e Orçamento apresentada pela Câmara para o exercício de 2010 na última reunião ordinária realizada na noite de terça-feira, dia 6 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Valongo.

    A maioria no Executivo contou para isso com os votos favoráveis do PSD e CDS, a abstenção do Partido Socialista e o voto contra da Coragem de Mudar, CDU e Bloco de Esquerda.

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    José Manuel Ribeiro, muito crítico do documento apresentado pela maioria, considerou contudo a necessidade de uma postura responsável, e lembrou que, também há quatro anos atrás já o PS tinha procedido da mesma forma, isto é um posicionamento crítico, mas que não fosse obstaculizador da gestão camarária. Assumindo-se como partido de poder e, por isso mesmo, mais responsável, o autarca justificou assim a abstenção do Partido Socialista.

    Pelo contrário, Castro Neves, líder parlamentar da Coragem de Mudar não poupou nas palavras contudentes que dirigiu contra a proposta do Executivo e também contra a bancada socialista na Assembleia Municipal, por esta, com o seu voto, ter permitido a aprovação do documento proposto pela Câmara e em que esta traçava o Plano e Orçamento da edilidade para o ano em curso.

    O deputado municipal da Coragem de Mudar salientou, entre outras coisas (ver texto publicado em Painel Partidário) o aumento da dívida da Câmara, propiciadora do «desastre financeiro». A Coragem de Mudar acusou também PSD e PS de terem contraído uma «união de facto».

    A crítica do Plano e Orçamento apresentado pela Câmara foi também a posição tomada por Adriano Ribeiro, em nome da CDU.

    O deputado municipal comunista não deixou de recorrer ao humor – o que não é inédito nas intervenções comunistas na Assembleia Municipal –, para criticar a Câmara e as posições que permitiram a aprovação do documento.

    Por fim, presente pela primeira vez na Assembleia Municipal, substituindo Fernando Monteiro pelo Bloco de Esquerda, interveio Eliseu Pinto Lopes que, entre outras questões considerou impraticável o Orçamento apresentado pela Câmara, tendo apelado à unidade da oposição que, como se viu, acabou por não ser concretizada.

    O vereador Arnaldo Soares acabaria por ter uma intervenção muito crítica da postura do Bloco de Esquerda (BE), o que levaria o deputado municipal do BE a regozijar-se com a atenção de que foi alvo.

    Entre os defensores da proposta de Orçamento apresentada pela Câmara esteve o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho, que entre outros aspectos positivos apontou a requalificação do parque escolar do concelho (e de Ermesinde).

    Também o presidente da Junta de Freguesia de Sobrado, Carlos Mota, elogiou a proposta da Câmara votando favoravelmente o documento, como era naturalmente de esperar. Sem surpresa, o presidente da Junta de Freguesia de Alfena, Rogério Palhau, eleito pela lista independente Unidos por Alfena, votou também ao lado da maioria PSD/CDS na aprovação do documento.

    Outra intervenção curiosa seria a do deputado municipal do PSD Albino Poças, que elogiou a posição responsável de José Manuel Ribeiro e do PS.

    Tendo-se concluído a votação, os resultados desta tiveram que ser corrigidos em relação à contagem, após se ter verificado a ausência do deputado municipal Diomar Santos, que não tomou parte na votação.

    Também votado nesta sessão da Assembleia foi o Plano e Orçamento dos SMAS, igualmente aprovado e que, como já é habitual, contou com uma maior tolerância por parte da CDU, que o sufragou com o voto a favor, tendo--se abstido as restantes forças da oposição.

    Noutras matérias em discussão, como no mapa de pessoal, verificaram-se idênticas votações.

    Num outro ponto da Ordem de Trabalhos, o PS, através, mais uma vez, de José Manuel Ribeiro, apresentou uma proposta de fundamentos para a criação de uma comissão, digamos assim, de inquérito e acompanhamento do contrato de concessão do parqueamento no concelho. Após alguma discussão o PSD mostrou-se disposto a acolher a proposta, desde que o enunciado desta fosse votado ponto por ponto e introduzidas algumas alterações.

    Depois de uma breve interrupção dos trabalhos, os mesmos foram retomados, com a aprovação da proposta do PS já revista.

    INTERVENÇÕES

    DO PÚBLICO

    No período destinado ao público foram abordados, entre outros assuntos, o abate de árvores na feira velha de Ermesinde, que mereceu fortes críticas do munícipe Celestino Marques Neves, e a instalação de portagens nas SCUT, em relação à qual também foi manifestada oposição.

    Por: AVE

     

     

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