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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 15-03-2010

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA JUNTA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Quem quer bolota trepa!

    Goste-se ou não se goste da forma de intervir do socialista Artur Costa (agora no lugar do público), numa coisa tem ele razão: Sampaio também faz parte de Ermesinde e tem que ser tratado de igual para igual para com o resto da freguesia de Ermesinde. E também ali sem situações de favor para com aqueles que mais dinheiro ou influência têm. Vem isto a propósito da última reunião pública da Junta de Freguesia de Ermesinde, realizada no passado dia 3 de Março.

    Também em destaque estão a generalidade das intervenções do público (muito importantes neste órgão autárquico), as condições de alguns apoios solicitados à Junta e as medidas tomadas em consequência do temporal do passado dia 27 Fevereiro.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Numa reunião com as características da da Junta de Freguesia de Ermesinde, o período de intervenções do público é crucial. Mais uma vez assim foi na última sessão pública da Junta.

    Mas o início da sessão deu--se com o presidente da Junta de freguesia de Ermesinde a fazer o seu habitual ponto de informação, do qual se destacam as consequências do temporal do passado dia 27 de Fevereiro, que aliás descrevemos no texto referente à reunião da Câmara, na página seguinte.

    Luís Ramalho informou também do agendamento de uma reunião com a STCP, e de cuja agenda, para o autarca, fará parte a reivindicação de fazer chegar uma carreira de autocarros ao cimo do Mirante de Sonhos, no sentido de servir a população do empreendimento social ali situado. Na verdade, uma reivindicação que consideramos absolutamente vital e da qual já fizemos eco oportunamente.

    Outras questões serão a melhoria do transporte público para Sampaio e o cumprimento de horários e efectivação do serviço aos fins-de-semana em várias zonas de Ermesinde.

    Outra informação do presidente da Junta foi acerca da realização da campanha Limpar Portugal (http://www.limparportugal.org/), que decorrerá no próximo dia 20 de Março, um pouco por todo o país, e também no concelho e freguesia de Ermesinde.

    Segundo Luís Ramalho ir--se-á intervir junto de algumas lixeiras (Mirante de Sonhos, Montes da Costa), no rio Leça, e num depósito de entulhos próximo do empreendimento social de Sampaio. O projecto assenta no voluntariado (e terá apoio de alunos da Escola Secundária de Ermesinde, mas irá contar com os recursos logísticos da Junta de Freguesia (nomeadamente com a utilização de uma carrinha de caixa aberta, uma pickup e um dumper).

    PERÍODO

    DE INTERVENÇÕES

    DO PÚBLICO

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    Américo Silva (actual membro da Assembleia de Freguesia pelo PS e ex-membro da Junta no mandato anterior pelo PSD, mas intervindo aqui no lugar do público), entre outras coisas, quis saber o ponto da situação das obras no largo da feira velha de Ermesinde, cuja situação qualificou de «cada vez pior», e chamou a atenção para algumas obras de um mês que demoram um ano, referindo-se à situação das obras na Gandra.

    Falou de seguida José Martins, que declarou continuar a aguardar resposta às questões por si colocadas em sessões anteriores, e colocou uma questão referente a uma viatura que se encontra na Rua do Passal, e que no decorrer da sessão, numa história meio kafkiana, se revelou ser inamovível, dado pender sobre ela um auto de apreensão e não ser assim possível ignorar essa decisão judicial.

    Como decorrem obras de pavimentação no local, a alternativa possível – a não ser que o tribunal intervenha a propósito atempadamente – será fazer tudo o que está previsto à volta do carro, deixando ali, no seu lugar, uma espécie de ilha para intervenção posterior!

    O último elemento do público a intervir foi o socialista Artur Costa (também ele ex-membro da Junta no mandato anterior), que no seu habitual estilo floreado questionou o presidente da Junta sobre as intervenções prometidas e não cumpridas em Sampaio. O tempo razoável de espera já se teria esgotado.

    «Na altura de pedir o voto promete-se tudo», acusou Artur Costa. E continuando a referir a zona de Sampaio, denunciou que as melhorias recentemente introduzidas na Rua Central de Sampaio, incluindo a instalação de passeios novos, só abrangeram a zona de «habitação de luxo» (um condomínio fechado), mas mais para a frente tinha ficado tudo na mesma.

    E após referir outras situações dignas de reparo em Sampaio, abordou também o arranjo urbanístico do largo da feira velha de Ermesinde, questionando onde estava a responsabilidade dos autarcas eleitos pelo povo de Ermesinde. Proclamando: «Se há alguém que gosta de árvores sou eu», recordou algumas intervenções suas em defesa das árvores, em mandatos anteriores da Junta, para de seguida denunciar aqueles que dantes estavam dispostos a mandar cortá-las para permitir ali a criação de um empreendimento, mas agora que se trata de beneficiar uma entidade sem fins lucrativos e ao serviço da comunidade, como é o Centro Social de Ermesinde, já se opunham ao corte das árvores.

    E terminou com uma enigmática alusão à intervenção da Quercus (?!), declarando que nunca ali tinha visto «um ninho de cegonha ou um ninho de cucos».

    AS RESPOSTAS

    DE LUÍS RAMALHO

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    O presidente da Junta foi respondendo às questões colocadas. Entre outras às de Artur Costa, referindo a necessidade de usar maquinaria pesada para algumas intervenções em Sampaio, e apontando que o próximo Orçamento deveria começar a dar respostas a algumas das questões colocadas pela população.

    No Plano de Actividades futuro deveria haver 2% do Orçamento definido por sugestões com origem na comunidade.

    Mas de qualquer modo em Orçamento ficaria sempre o arranjo da Rua Central de Sampaio. Mas sobre o tipo de intervenção a fazer em Sampaio, Luís Ramalho descartou para já a pavimentação em alcatrão, pelo seu custo proibitivo.

    Sobre o corte das árvores no largo da feira antiga, esperava a rápida discussão do parecer entretanto pedido aos técnicos da Universidade do Porto.

    PERÍODO

    DA ORDEM DO DIA

    No período da Ordem do Dia, por proposta do presidente da Junta foi aprovada uma decisão sobre a isenção de taxa de instalação de cintas nos cemitérios, foi também aprovada uma deliberação sobre os montantes a atribuir às escolas básicas, para já com base nos critérios do ano anterior, mas no sentido de, posteriormente, se assegurar antes o fornecimento directo do material necessário.

    Foi ainda tomada uma decisão no sentido de sancionar um comportamento público «menos agradável» por parte de colaboradores da Junta. A socialista Esmeralda Carvalho propôs alguma tolerância e sugeriu aplicar-se uma repreensão.

    Sobre o pedido de apoio de um grupo de catequistas para a realização de um passeio, a Junta de Freguesia decidiu atribuir uma verba de 15 euros por cada um dos catequistas voluntários que participassem na iniciativa Limpar Portugal, princípio a seguir, neste e noutros casos semelhantes, desde que não se exceda o orçamento da actividade a subsidiar. Aplicando por isso – referiu Luís Ramalho –, o adágio popular “quem quer bolota trepa”.

    INTERVENÇÕES

    DOS MEMBROS

    DA JUNTA

    Seguiu-se um breve período de intervenções dos membros da Junta de Freguesia.

    A socialista Diva Ribeiro propôs a criação de um cartão de estacionamento a atribuir aos comerciantes (e funcionários), através de uma avença mensal, que lhes permitisse o estacionamento em zonas tarifadas. Mas foi decidido transferir este assunto para reunião posterior, ordinária, do Executivo.

    A mesma autarca chamou a atenção do presidente para o grande interesse de se obter uma cópia da chave dos pinos de vedação de acesso à zona pedonal, necessária em eventual caso de uma intervenção de segurança ou auxílio urgente.

    Esmeralda Carvalho interveio para reforçar a ideia de que não pode admitir-se o estacionamento de veículos na zona pedonal, e também para reforçar a ideia de que a Junta tinha de avançar rapidamente no cumprimento da decisão tomada quanto à intervenção no largo da antiga feira, custasse a quem custasse. «Se é para decidir, está decidido», rematou.

    Por: LC

     

     

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