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Edição de 31-01-2020
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    Arquivo: Edição de 28-02-2010

    SECÇÃO: Cultura


    Em busca da lua roubada para conquistar o coração da sua amada

    E a Mostra de Teatro Amador prosseguiu a sua “caminhada” a 26 de Fevereiro último, fazendo-o de uma forma bem-disposta, salpicada de algumas pitadas de humor e pulverizada com muito talento. Ingredientes que personificam a actuação de três jovens actores do grupo de teatro da Associação Cultural e Juvenil “A Vara”, os quais ergueram no palco do Centro Cultural de Alfena a peça “Onde está a lua?”. Adaptada de uma obra de um dos maiores vultos da literatura russa de todos os tempos, Nikolai Gogol, a peça trouxe fantasia e aventura a uma noite fria que mesmo assim não impediu que à sala cultural alfenense acorresse um elevado número de espectadores.

    Pela sua simplicidade, pela sua inocência, e claro está pela sua magia, “Onde está a lua?” cativou pequenos e graúdos, levando-os a viajar até ao mundo encantado dos príncipes e das princesas, dos imponentes castelos e das invejosas e maldosas bruxas, em suma ao “mundo do faz de conta” do qual todos nós um dia, no nosso imaginário, já fizemos parte.

    “Onde está a lua?” é uma história simples, comum a muitas outras do tal “mundo encantado do faz de conta”, e não acrescenta nada de mais a essas histórias que povoaram o nosso imaginário de crianças, onde nos é contado, ou melhor, representada, a história de um amor difícil num também imaginário reino encantado. Um amor de um simples e modesto aldeão, mas com um coração e uma coragem ímpares, por uma menina mimada e com tiques de realeza. Mesmo ciente dos defeitos, por assim dizer, da sua amada, o jovem tudo faz para a conquistar, cedendo aos seus quase inatingíveis caprichos, como é exemplo o desejo desta em ter o par de sapatos mais bonito do reino, que por sinal estava na posse da rainha. E dizemos quase porque o amor que Vakoula, assim se chamava o jovem aventureiro, transportava no seu coração por aquela menina mimada vai fazê-lo mover mares e montanhas em busca do tal par de sapatos. Se o conseguisse ter na sua mão a sua princesa seria sua para sempre, assim ela lho prometera.

    Em busca do seu sonho Vakoula vive aventuras atrás de aventuras em busca da lua que, entretanto, havia sido roubada pelo terrível diabo. Caso Vakoula recuperasse a lua para o seu reino a rainha dava-lhe como recompensa o desejado par de sapatos. Ora, como mandam as regras destas histórias tudo acabou em bem, Vakoula levou a cabo com êxito a sua tarefa e viveu feliz para sempre com a sua amada.

    Como já referimos esta é uma história simples, é uma história sem história, igual a tantas outras do imaginário infanto-juvenil que acabam sempre da mesma maneira, onde o bem vence o mal. Até pode ser assim, mas o que certamente a distingue das demais é a forma como foi transposta para o palco. E aqui há que tecer elogios ao trio de actores que deu vida à peça, os quais não se pouparam a esforços no sentido de dar cor a uma história banal. E fizeram-no muito bem, diga-se de passagem. Tiradas de humor quase instantâneo, o mesmo é dizer que não vinha escrito no guião, momentos de interacção com o público, foram alguns dos condimentos que fizeram deste um óptimo serão teatral de sexta-feira à noite.

    FICHA TÉCNICA

    Adaptação: Margarida Barata

    Apoio Musical: António Almeida

    Design Gráfico: Paulo Lopes

    Criação/Interpretação: Margarida Barata, Margarida Bento, e Pedro Oliveira

    Produção: Associação Cultural e Juvenil “A Vara”

    Por: Miguel Barros

     

     

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