Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 30-06-2020
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 10-09-2009

    SECÇÃO: Local


    Cartas ao Director

    Problemática Rua do Mercado (Uma carta à Câmara Municipal de Valongo)

    Exmos. Srs.

    É na qualidade de munícipe que lhes escrevo este e-mail.

    Morei mais de 2 décadas na Av. João de Deus (doravante designada apenas por Av.), perto do centro de Ermesinde. O meu prédio foi dos primeiros a ser construído nesse local. Tanto no meu, como em todos os restantes os empreiteiros tinham indicações da Câmara de Valongo que deveriam de ser construídas áreas verdes ajardinadas que posteriormente seriam tratadas e mantidas pela Câmara. Assim aconteceu e ainda hoje se observa que as áreas verdes que existem na Av. são tratadas periodicamente, havendo sempre o cuidado de manter toda aquela zona aprazível. Ainda na semana anterior a esta que vos escrevo toda a área foi alvo de ajardinagem pelos trabalhadores da Câmara.

    Há cerca de 3 anos mudei-me para a Rua do Mercado, também em Ermesinde. Dista apenas alguns kms da Av. mas o tratamento que é dado à zona que circunda esta Rua é totalmente diferente da anterior. Como com certeza saberão, existem vários espaços ajardinados (que deduzo que tenham tido a mesma origem/iniciativa da Câmara) só que estes, além de serem escassamente tratados, quando o são, limitam-se a remover o lixo que entretanto se acumulou de meses de não-tratamento e a plantar uns plantinhas secas aqui e acolá, só para mostrar que se fez alguma coisa.

    Mais do que as poucas áreas ajardinadas não serem periodicamente tratadas, e mais importante, limpas, existe nesta rua (do Mercado) pelo menos três campos (que não sei se serão baldios, privados, da Câmara…) que se apresentam nesta data cheios de lixo, com ervas/plantas enormes, mal tratados e mal amanhados (anexos 2). Acontece que num deles existe um pequeno (cerca de 2m2) barraco abandonado que serve, todos os dias (atenção que é mesmo todos os dias) de local de encontro de prostituição), à vista de toda a gente (inclusive já chamei por diversas vezes a PSP, que chegou a apanhar os actores em pleno acto, e no dia seguinte a cena prosseguiu como se nada tivesse sucedido).

    No início da rua não existem sequer passeios para os peões circularem (anexos 3), e como tem dois campos de cada lado, as ervas ocupam o pouco espaço que serviria esse propósito, dando-lhe um ar abandonado, desmazelado e sujo. (anexo 4). Resumindo, quem entra na rua fica logo com uma má impressão sobre a mesma.

    Eu sei que esta é uma Rua problemática, na medida em que tem a feira de Ermesinde, que incrivelmente acontecesse duas vezes por semana (não conheço eu qualquer outro local deste país onde tal aconteça), e que tanto perturba todos os moradores da Rua e zonas envolventes. Seja com o barulho que fazem desde as 5h da manha até às 20h da noite, seja com o lixo que fazem durante todo o dia (e que os serviços da câmara tentam fazer o seu melhor ao limpa-lo no final da feira, mas o lixo é tanto, e fica tão disperso, que se torna uma tarefa muito complicada de o conseguir remover na sua totalidade, Anexo 9), seja com os problemas que causam por ocuparem passeios, garagens e espaços privados dos prédios que a feira circunda (anexos 5), rompendo as correntes que a Câmara em tempos colocou a vedar alguns desses locais. Isto tudo acontece perante a passividade dos fiscais da feira, que ou não querem ou não conseguem manter a ordem, fazendo com que nesta feira, alguns feirantes sejam donos e srs de fazerem o que entendem. Em ocasiões em que procuramos alertar os fiscais para determinadas situações, ouvimos a seguinte resposta: “os Srs. é que vieram morar para o sitio errado, que a feira já cá estava”.. Provavelmente até tem razão.... mas assim sendo, então, nunca deveria de ter existido licença para construção nesta área...

    Assim, deixo aqui algumas sugestões:

    - Dotar toda a rua de passeios (afinal a área que está em falta são apenas alguns metros);

    - Mandar limpar a vegetação que cresce desmesuradamente (ah, sendo importante que depois de limpar não deixem ficar o monte de ervas recolhidas no meio dos campos limpos, à semelhança de anos anteriores, porque é trabalho para deitar fora);

    - Pensar em medidas para minimizar os transtornos que a feira cria aos moradores e nomeadamente haver uma fiscalização mais eficaz; Sendo que o ideal seria criar condições a sério para os feirantes poderem exercer a sua actividade; Tentar seguir o exemplo do que aconteceu em Rio Tinto – Gondomar, em que se criou um espaço específico, com boas condições para albergar a feira, sem perturbar zonas residenciais.

    - Impedir que quando os moradores se esquecem dos carros à porta de Domingo para Segunda, o que raramente acontece, sejam obrigados a pagar multa por afinal terem o seu carro estacionado no lugar de parqueamento da sua porta, a que legalmente têm direito. Sendo a situação ainda mais injusta quando os feirantes têm as suas carinhas estacionadas ao longo da Rua durante a feira, o que vem ainda mais dificultar a vida a quem sai para trabalhar de manha, não sendo multados. Uma solução relativamente simples era a colocação de “mequinhos” de ferro nos limites dos passeios, que já não iria dar azo a tanto estacionamento de carrinhas;

    - Atribuição de disticos aos moradores efectivos da Rua. Isto porque apesar de ser trânsito proibido em dias de feira, qualquer carro circula nesta Rua, alegando ser morador, pelo que os fiscais, mesmo que o queiram, não têm forma de o impedir.

    - Lixo – fiscalizar e punir quem coloca lixo em qualquer canto da rua e fora de horas de passagem do camião (é muito frequente este tipo de atitudes de alguns moradores, por mais avisos que a Câmara já tenha colocado nas nossas caixas de correio).

    - Informar os senhores que recolhem o lixo que o lixo é todo para levar, pois ainda esta semana eu vi, o camião a passar em direcção ao mercado, recolheram o lixo colocado junto ao poste (do lado poente da rua), deixando o mesmo que se encontrava colocado do outro lado da rua. Ainda pensei que na volta o recolhessem como já tem acontecido mas não, quando o camião regressou um dos senhores olhou, mas ninguém desceu do camião para recolher o lixo.

    - Resumindo atribuir a todos os moradores da Rua do Mercado os mesmos deveres e direitos de qualquer cidadão comum de Ermesinde.

    Cumprimentos,

    Susana Meireles

     

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.