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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 10-09-2009

    SECÇÃO: Destaque


    A CAMPANHA ELEITORAL NO CONCELHO

    Calar em Agosto traz desgosto

    Mês de férias por excelência, este ano, devido ao pesado calendário eleitoral do princípio de Outono, Agosto foi um mês muito mais movimentado em matéria de agitação e campanha política. As várias forças em confronto no concelho, excepção feita à candidatura de Tino de Rans movimentaram-se quanto puderam e este texto procura ainda que deficientemente, resgatar essa movimentação das várias candidaturas em presença.

    Foto PSD/PP
    Foto PSD/PP
    A coligação PSD/PP “A Vitória de Todos” formalizou dia 17 de Agosto a entrega das candidaturas às eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro com a entrega no Tribunal de Valongo das listas à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de freguesia de Campo, Ermesinde, Sobrado e Valongo.

    No local marcaram presença os cabeças-de-lista candidatos aos diversos órgãos autárquicos, nomeadamente o candidato à presidência da Câmara Municipal, Fernando Melo, o número dois da lista e que é também presidente da Comissão Política Concelhia do PSD/Valongo, João Paulo Baltazar, e o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, Henrique Campos Cunha (CDS/PP).

    Nesta ocasião, a coligação PSD/PP divulgou também a constituição completa das listas para a Câmara e Assembleia Municipal. Para este último órgão esta coligação candidata nos primeiros lugares Henrique Campos Cunha (CDS/PP), cabeça de lista e candidato à presidência da Assembleia Municipal, Jerónimo Pereira, Rosa Martins Rocha, Daniel Felgueiras, Albino Poças, Conceição Ferreira, Valdemar da Costa Machado, Eduardo Dias, Elsa Carneiro, Alexandre da Silva Teixeira (CDS/PP), Daniel Torres Gonçalves, Vera Lúcia Matos, Fernando Marques Rocha, Manuel Cavadas, Sandrine Dias, Pedro Couto, Zélia Pacheco Pereira (CDS/PP), Romeu Pinto Costa, Tiago Filipe Ramalho Teixeira, Elizabeth Pereira, Raul Aparício, Aida Santos e José Eduardo Brandão Pereira (CDS/PP).

    A coligação procedeu também ao lançamento das candidaturas de Hélio Rebelo, em Campo, e Carlos Mota, em Sobrado.

    Carlos Mota, no seu discurso de apresentação prometeu: «Objectivamos alterar pequenas coisas que visem a funcionalidade, fazer pequenas obras na Junta tornando-a um lugar mais próximo do munícipe e mais moderno.

    Vamos criar um registo onde todos possam fazer sugestões, pedidos ou sinalização de pequenos problemas».

    Por sua vez, Hélio Rebelo, dirigindo-se aos jovens, apelou: «Uma última palavra para os jovens que aqui estão presentes e em tão elevado número. Os partidos políticos e a política poderão estar muito mal vistos mas não se esqueçam que nos partidos existem pessoas e essa é que contam, são essas que devemos apoiar. Não fiquem em casa, incentivem os vossos amigos a votarem. Gozem desse direito maravilhoso que é poder escolher».

    PARTIDO SOCIALISTA

    Por sua vez, a candidatura do Partido Socialista à Presidência da Câmara de Valongo tornou pública, no dia 27 de Agosto, uma declaração sobre questões económicas do concelho, após visita, no dia anterior, a uma unidade empresarial em Alfena.

    Denunciando «a falta de investimentos nas zonas industriais de Alfena, Campo e Sobrado e o fiasco da Nova Valongo», o PS propunha «apostar nas seguintes medidas no domínio das actividades económicas, da formação e do empreendedorismo:

    - Desenvolver as Zonas Industriais/Empresariais de Alfena, Campo e Sobrado;

    - Redimensionar o Espaço Industrial/Empresarial da Formiga (Ermesinde);

    - Reduzir as taxas e tarifas camarárias; eliminar as taxas para rampas, reduzir o IMI e diminuir a taxa de derrama;

    - Apoiar o comércio tradicional, as empresas de cariz familiar e as PME;

    - Dinamizar e modernizar as feiras e mercados municipais; o regresso da feira de Valongo ao centro da cidade, a construção de um novo mercado em Ermesinde e a mudança da feira de Campo para uma localização mais segura e mais digna;

    - Apoiar o associativismo empresarial no concelho;

    - Promover a visibilidade das actividades tradicionais do concelho: o pão, a lousa, os brinquedos de madeira e outros produtos artesanais;

    - Promover o mercado social do emprego;

    - Apoiar a Formação para o aumento das qualificações e competências das pessoas, adequando-a às necessidades do tecido empresarial e do mercado do trabalho;

    - Desenvolver e fomentar projectos criativos e empreendedores, principalmente o empreendedorismo jovem;

    - Criar uma bolsa municipal de emprego para os desempregados;

    - Desenvolver esforços no sentido do pagamento célere das dívidas da autarquia aos seus fornecedores;

    - Programa de simplificação administrativa do funcionamento da Câmara, com vista a tornar fácil, rápida e económica a relação das empresas com a autarquia, recorrendo sobretudo às novas Tecnologias da Informação e da Comunicação;

    - Criação de uma equipa de acção rápida, envolvendo designadamente representantes da Câmara, do IEFP, da Segurança Social e das Finanças, com o objectivo de identificar e apoiar as empresas do Concelho de Valongo que estejam em maiores dificuldades no sentido de as manter vivas e conservar o emprego;

    - Apoiar os jovens empreendedores no recurso ao Microcrédito vocacionado para o financiamento de novas actividades económicas no concelho de Valongo;

    - Acesso gratuito à Banda Larga nos centros cívicos das 5 Freguesias do Concelho de Valongo, com o objectivo de melhorar o relacionamento entre a autarquia, os cidadãos e as empresas, bem como valorizar os serviços municipais existentes e estimular o aparecimento de novas actividades económicas;

    - Investimento efectivo na captação de investimento de qualidade para o Concelho, designadamente através de uma estratégia agressiva de promoção de Valongo e na identificação das oportunidades, com vista à dinamização das Áreas de Localização Empresarial do concelho;

    - Estímulo ao desenvolvimento da Economia Social no Concelho de Valongo através do apoio à constituição de Cooperativas nas áreas cultural e artística, recreativa e desportiva, social, económica e habitacional, entre outras».

    O PS realizou também no concelho, com o apoio de vários quadros destacados, nacionais e distritais ligados a esta área, um Fórum Social, no sentido de ajudar o partido a encontrar melhores respostas neste terreno de acção que tem considerado fulcral.

    CORAGEM DE MUDAR

    Foto CORAGEM DE MUDAR
    Foto CORAGEM DE MUDAR
    A candidatura independente liderada por Maria José Azevedo formalizou as suas candidaturas no dia 13 de Agosto. «É uma lista verdadeiramente paritária», sublinhou Maria José Azevedo. «A média de idades é de 36,4 anos, valor que sobe para 43,8 anos se excluirmos os candidatos suplentes».

    Os primeiros nomes da lista para a Assembleia Municipal, são: João de Castro Neves, 71 anos, jurista, António Jorge Duarte, 55 anos, jurista, Vera Lopes, 50 anos, professora, José Bandeira, 55 anos, engenheiro mecânico, Cristiano Ribeiro, 29 anos, estudante, Fernanda Marques Pereira, 49 anos, solicitadora, José Manuel Pereira, 48 anos, professor, Manuel Jorge Pinto, 33 anos, oficial de Justiça, Fátima Lopes, 48 anos, economista, Jorge Aguiar, 34 anos, engenheiro civil, Fernando Silva, 60 anos,engenheiro prod. florestal e Maria da Luz, 45 anos, funcionária pública.

    A candidatura tornou também públicos alguns compromissos específicos no sector da Educação:

    – Oferta dos Livros Escolares a todos as crianças do Primeiro Ciclo, já a partir de 2010;

    – Criação de bolsas de estudo e prémios de excelência para os estudantes e as escolas em vários domínios;

    – Criação de um Centro Municipal de Recursos Educativos, um pólo a partir do qual a Câmara passará a apoiar a comunidade educativa e as famílias, com o objectivo de ajudar as escolas a fazerem mais e melhor;

    – Instituição da Feira Anual do Emprego, da Formação e do Ensino Superior.

    A 24 de Agosto a candidatura de Maria José Azevedo tornou público que o tribunal aceitou que a candidatura fosse identificada por um símbolo próprio no boletim de voto.

    Na mesma ocasião, Maria José Azevedo anunciava a visita ao Centro Social de Ermesinde, onde apresentou os seus compromissos eleitorais para a área social e o sector associativo e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). «A linha-mestra do programa (...) passa pelas parcerias e pelo trabalho em rede com todas as instituições, sem discriminações». Maria José Azevedo denunciou que esta IPSS «vem sendo prejudicada por uma birra do presidente da Câmara, que não [lhe] dá qualquer apoio (...) por não gostar de alguns artigos publicados» em “A Voz de Ermesinde”.

    E ainda: «Por exemplo, não se entende que a Câmara não tenha recorrido às IPSS do Concelho, quando decidiu dar apoio às famílias mais carenciadas, tendo optado por fazê-lo directamente, quando não tem qualquer experiência directa nessa área. A única explicação é que assim pôde aproveitar os pobres para mais uma acção de propaganda ao Sr. Presidente. E, mesmo assim, entendeu gastar com essas famílias, em onze meses, menos do que [...] com quatro noites de música em Setembro e menos do que vai pagar à empresa de comunicação que faz a propaganda ao Sr. Presidente», denunciou a candidata independente.

    Maria José Azevedo defendeu ainda a constituição de um Gabinete de Recursos do Associativismo, comprometendo-se a instituir um Fórum Anual Associativo, a criar o portal na Internet do movimento associativo concelhio e a lançar uma plataforma municipal de voluntariado».

    CDU

    Por sua vez, a CDU trouxe o deputado Jorge Machado ao concelho, no dia 27 de Agosto, «para se inteirar de alguns aspectos da vida institucional e da situação social local».

    O deputado visitou instituições da área social na freguesia de Valongo, deslocando-se ao fim da manhã ao Centro de Interpretação Ambiental da Serra de Santa Justa. Da parte da tarde, Jorge Machado também esteve com a comitiva da CDU em Ermesinde, onde participou numa sessão de contacto com a população no centro da Cidade (estação e zona envolvente).

    A CDU tornou também pública a assinatura de um compromisso entre os candidatos da CDU às Câmaras às Câmaras Municipais de Valongo, Maia, Gondomar, Porto e Matosinhos para a abertura da Linha de Leixões a passageiros.

    Defendia a CDU: «Evidentemente que defendemos a abertura da linha de Leixões a passageiros no mês de Setembro, e esperamos sinceramente que esta abertura seja, desta vez, para valer, pois outros anúncios já foram outrora feitos, bem como viagens inaugurais.

    Entendemos, no entanto, que esta linha deve ter, no seu percurso, outras paragens e intervenções. A realidade de hoje é bem diferente do que era há dezenas de anos, quando esta linha foi encerrada a passageiros (...). Nunca entendemos por que investiu o Estado milhões de euros na electrificação e duplicação da via e esta obra não está concluída. Uma vez que o anúncio da abertura e a frequência de circulações assim o determina, é prioritário que a duplicação da via (entretanto interrompida) entre Leça do Balio/Leixões e S.Gemil/Ermesinde seja concluída».

    BLOCO DE ESQUERDA

    Finalmente, o Bloco de Esquerda anunciou em comunicado, datado de 31 de Julho, o seu desacordo com o vice-presidente da Administração Regional de Saúde do Norte, Fernando Araújo, a propósito do 4º e último estudo englobado no projecto de Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto, no âmbito dos Desajustamentos entre as Necessidades e a Oferta.

    Tal estudo põe a hipótese da substituição do Hospital de Valongo por uma unidade hospitalar com maior capacidade assistencial, quer ao nível da carteira de serviços quer ao nível de capacidade física, ou então, a reconversão do Hospital de Valongo, deixando de dar resposta a utentes agudos, que passarim a ser directamente servidos por outro hospital mais diferenciado (como o S. João), não fazendo qualquer referência à possível localização do novo hospital caso viesse a ser esta a solução adoptada, pelo que o candidato do Bloco de Esquerda não compreende a afirmação de ser «necessário perceber se, a médio e longo prazo, valerá a pena fazer um grande investimento em Gondomar com a construção de um hospital médio».

    Para o BE esta declaração é precipitada e pode querer significar que o estudo apresenta cenários, mas que na realidade já existem decisões tomadas». O Bloco de Esquerda recusa o encerramento ou desqualificação do hospital de Valongo e defende a construção de um novo hospital que sirva os concelhos de Valongo, Gondomar e Maia, nos quais não há qualquer hospital público.

    Por: AVE

     

     

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