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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 10-09-2009

    SECÇÃO: Destaque


    EXPOVAL 2009

    Uma tertúlia quase em segredo sobre as riquezas históricas do concelho de Valongo

    A Câmara Municipal de Valongo decidiu este ano, e muito bem!, trazer à Expoval com um destaque até agora inédito, a história, cultura, artes e ofícios do concelho.

    O Museu desceu assim à Expoval, apresentando ao público a saga da indústria da panificação (Valongo), a da extracção da lousa (Campo), a dramatizada luta entre bugios e mourisqueiros (Sobrado), o brinquedo de Ermesinde e Alfena.

    O interesse televisivo “obrigou” também à realização de uma inesperada tertúlia, na tarde de sexta-feira, que contou com a presença de vários artesãos do concelho e a orientação da directora do Museu, Paula Machado.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Em clima prazenteiro de festa, a presença do Museu/Arquivo Histórico de Valongo na feira não podia ter sido mais bem sucedida. Invocando o fabrico do pão e do biscoito, o stand dedicado à memória do concelho fez as delícias (literalmente) de todos os visitantes, que eram presenteados com pão e biscoitos provenientes de uma centenária empresa valonguense do ramo da panificação.

    E, talvez alguns dos visitantes tenham, enfim, reparado nas frases evocativas nas paredes do stand, recordando que, no século XVIII, eram cerca de 100 (!!!) as padarias valonguenses que abasteciam a cidade do Porto.

    Várias publicações, algumas delas bastante cuidadas, abordavam igualmente o riquíssimo património natural do concelho de Valongo, com os seus notáveis endemismos.

    A muitos dos visitantes interessados da feira foi também oferecida a monografia “Valongo – um salto para a modernidade”. E a museóloga Paula Machado tinha ainda dado uma nota de maior vivacidade à mostra ao ter feito apresentar-se na feira as funcionárias da Câmara afectas a esta área do Património Histórico e Natural do concelho, vestidas a rigor com os trajes das padeiras daqueles tempos heróicos.

    O stand evocava ainda a indústria da lousa (iniciada nos anos 30 do século XIX), ilustrada com algumas ferramentas e a presença de um manequim a personificar a figura de um mineiro.

    Além dos modelos vivos, note-se, havia também uma padeira e uma senhora de pasta.

    E um mourisqueiro, e um ou dois bugios, e o Velho, rei dos bugios e centro do dramático auto todos os anos levado à cena no S. João de Sobrado.

    E na parede brinquedos de madeira e de folha.

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    E o autor destas linhas nem resiste a contar uma história pessoal quando um tio há muito radicado em Lisboa lhe trouxe de lá como presente um carrinho cujas letras na parte de baixo – JAJ (iniciais do nome do fabricante José Augusto Júnior) indiciavam, afinal – como o mundo é pequeno – o fabrico a umas dezenas de metros abaixo da sua casa, na Costa, em Ermesinde.

    Entretanto, o interesse pela rica história das artes e ofícios do concelho de Valongo (o pão, a lousa, o brinquedo) interessaram duas ou três cadeias de televisão, para as quais foi organizada na feira uma tertúlia.

    Infelizmente, a falta de uma instalação sonora adequada fez tornar-se quase privada esta tertúlia, que decorreu defronte do stand de “ A Voz de Ermesinde”.

    Como curiosidade, entre os artesãos presentes esteve, por exemplo, o conhecido pintor local Manuel Carneiro e vários outros representantes dos vários mesteres que ali foram justamente evocados.

    Por: LC

     

     

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