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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 31-07-2009

    SECÇÃO: Destaque


    A CAMPANHA ELEITORAL NO CONCELHO

    Uma manhã na feira com muita concorrência

    Sábado, 25 de Julho, na feira de Valongo, que desde que foi requalificado o Largo do Centenário, passou, como se sabe, para o apeadeiro de Susão, e cuja situação é, por si só, assunto quente de campanha.

    Muita gente na feira e, naturalmente, várias campanhas eleitorais concorrentes no terreno.

    A reportagem de “A Voz de Ermesinde” pôde ali confrontar com algumas questões as candidaturas do Partido Socialista – na presença de Afonso Lobão, do Bloco de Esquerda – com Eliseu Pinto Lopes, e da Coragem de Mudar (de Maria José Azevedo). Esta não estava presente na feira mas, em contrapartida estavam Pedro Panzina, o número 2 da lista para a Câmara, e o recentemente designado candidato à Junta de Freguesia de Valongo, Eusébio da Fonseca. Aliás, curiosamente, este cruzou-se ali com António Oliveira, o actual presidente da Junta, que se recandidata naturalmente, e ainda com Fernando Guedes, o candidato do Bloco de Esquerda à mesma autarquia.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Sábado de manhã, muita gente na feira, mesmo com a proverbial reacção dos feirantes, que se queixam do negócio. A questão é que agora as razões de queixa são muitas, quer pelo local, quer pela recessão económica e a baixa do poder de compra, que é notória.

    Mesmo assim, o acorrer de pessoas à feira chama ali a campanha autárquica. A Coragem de Mudar, de Maria José Azevedo, continua na recolha de assinaturas – ainda precise ou já não, delas, para se apresentar às urnas. Presente está Pedro Panzina, o número 2 da lista para a Câmara, mas também o recém-designado candidato a presidente da Junta de Valongo, Eusébio da Fonseca.

    Afonso Lobão está, em pessoa, na feira, acompanhado da presença do presidente da Junta António Oliveira – uma preciosa ajuda ali na freguesia de Valongo –, do deputado José Manuel Ribeiro, do presidente da Concelhia, Orlando Rodrigues, e de outros candidatos na lista do PS (José Luís Catarino, José Miranda, Alfredo Sousa,...).

    Do Bloco de Esquerda está o candidato a presidente da Câmara, Eliseu Pinto Lopes, o líder da Concelhia e, provavelmente, número 2 da lista para a Câmara, Eduardo Valdrez, o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, Fernando Monteiro, e os cabeças-de-lista às presidências da Junta de Freguesia de Valongo (Fernando Guedes), Ermesinde (Luís Santos) e Campo (Fernando Fonseca).

    A SONDAGEM

    DO IPOM

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    Enquanto a candidatura de Maria José Azevedo se encontra num ponto fixo do lado poente da linha a recolher assinaturas – curiosamente um local onde, a dada altura, se cruzaram as três campanhas –, Afonso Lobão e Eliseu Pinto Lopes percorrem a feira, à vez, fazendo, mais mais ou menos, um percurso idêntico. Interrompendo o esforço de campanha por breves momentos, a reportagem de “A Voz de Ermesinde” aborda Afonso Lobão sobre a primeira sondagem pública às eleições autárquicas de 2009 no concelho de Valongo – um estudo de responsabilidade do IPOM (Instituto de Pesquisa de Opinião e Mercado), publicado no jornal “Grande Porto” – e que aponta para uma vantagem de Fernando Melo (26,2 %), contra Afonso Lobão (10,3%) e Maria José Azevedo (9,4%). Eliseu Pinto Lopes (BE) e José Caetano (CDU) são apontados, respectivamente, como tendo neste momento (a 20 de Julho), intenções de voto, respectivamente, de 1,5% e 1,8%. A sondagem ignora a candidatura de Tino de Rans (eventualmente o “Outro”, apresentado como 1,1% de intenções de voto, que também deve reflectir as intenções de voto nulo e branco). Mas, muito significativamente, aponta para 33,5% de indecisos, 7,1% de abstenções, e 9,1% de recusas a responder. A sondagem realizou cerca de 800 entrevistas.

    Afonso Lobão sublinha a existência de tão grande número de indecisos, considerando isso um factor decisivo nesta campanha. Segundo o candidato do PS, isso quer dizer que desapareceu o clima mental que levava a votar automaticamente em Fernando Melo. Agora as pessoas estão a reflectir, e o voto vai ser, finalmente, racional. Por isso a sondagem daria muito boas indicações. Afonso Lobão destaca também que a sondagem, ao fim e ao cabo, também revela que a popularidade de Maria José Azevedo é muito menor do que se propalava.

    Já Eliseu Pinto Lopes desvaloriza quase por completo os resultados da sondagem que, na sua opinião, sobrevaloriza a posição de Fernando Melo, que é muito menos forte do que ali é apontado. O cabeça-de-lista do BE à Câmara entende, por outro lado, que o Bloco de Esquerda é claramente desvalorizado.

    Independentemente da opinião dos candidatos, “A Voz de Ermesinde” está em posição de saber que pessoas houve que foram abordadas na altura apontada como a da recolha de entrevistas na sua ficha técnica (o que presumivelmente poderá apontar para se tratar desta sondagem), sendo inquiridas sobre a preferência de voto entre os três candidatos Fernando Melo, Afonso Lobão e Maria José Azevedo, e sem referência aos restantes.

    A tratar-se desta sondagem (o que não podemos de qualquer modo afirmar), os resultados apontados terão de ser lidos com o maior cuidado.

    A LOCALIZAÇÃO

    DA FEIRA

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    Outro assunto de conversa, ou não estivéssemos onde estávamos, era a própria localização da feira, com todas estas candidaturas da oposição a defender a saída da feira de Valongo deste local para um outro mais adequado.

    Eusébio da Fonseca, da Coragem de Mudar, lembrou à reportagem de “A Voz de Ermesinde” uma razão acrescida: a avançarem as obras da auto-estrada, isso faria com que os feirantes tivessem obrigatoriamente de ser colocados noutro local, e havia toda a conveniência de isso ser feito quanto antes. Eliseu Pinto Lopes defendia igualmente a saída do local, com um eventual regresso ao Largo do Centenário.

    Da parte do Bloco de Esquerda a acusação de que, por vezes, António Oliveira defendia uma coisa e o Partido Socialista, oficialmente, outra.

    Mas “A Voz de Ermesinde”, confrontou-se com duas posições dos próprios feirantes. Uma, e provavelmente a maioritária, inclusive reflectida organizadamente na sua estrutura de representação, de descontentamento com o local em que a feira agora se encontra, e outra dos que defendem a actual localização como adequada e ainda com capacidade de expansão, o que seria impossível no Largo do Centenário, por exemplo.

    Um argumento forte dos opositores é uma fraca acessibilidade inclusiva. De facto, para os mais idosos ou para os portadores de deficiência, a feira, tal como está, repartida pelos dois lados da linha, e acessível apenas através das escadas inferiores, é de muito difícil acesso.

    Por: LC

     

     

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