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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 30-06-2009

    SECÇÃO: Editorial


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    Não se fazem omeletas sem ovos...

    Foto ARQUIVO MANUEL VALDREZ
    Foto ARQUIVO MANUEL VALDREZ
    Reconhecer a importância das IPSS na nossa sociedade não chega, é preciso que todos sejamos solidários e cumpridores das nossa promessas, quer essa responsabilidade seja individual ou colectiva, nomeadamente a nível do poder, seja ele nacional, regional ou local.

    O Governo reconheceu a importância das IPSS na resolução de muitos problemas sociais e encorajou todas estas instituições a renovaraem-se, a melhorar a formação dos seus colaboradores, a ajudar nas várias frentes este país a ultrapassar esta crise que se prevê duradoura. Esse reconhecimento é um primeiro passo, assinou protocolos de colaboração que foram muito bem recebidos e que contribuíram para que, no caso do Centro Social de Ermesinde (CSE), se tenha avançado com uma série de novos serviços e apoios, nomeadamente a nível da Formação. No CSE fizemos os nossos investimentos e neste momento, feitas as contas, o Estado deve-nos cerca de 187 252 euros e a Câmara Municipal continua sem liquidar a verba de 59 850 euros determinada por ordem judicial. Pode parecer pouco, mas para uma instituição como o Centro Social é muito!, e cria à Direcção muitos embaraços desnecessários.

    Existe neste país uma cultura de maus pagadores, em muitos casos o dinheiro até existe, mas o poder de o gerir nem sempre é claro e transparente, refiro-me às diversas instituições públicas, a quem cabe o papel de cumprir atempadamente os seus compromissos, o Estado e as autarquias deviam dar o exemplo, mas todos sabemos que de uma forma geral não o fazem, o que arrasta em seguida uma sucessão em cadeia de quem deles depende.

    Não chega a boa vontade das pessoas, a vida está difícil para todos e, nesta situação, temos que apelar ao poder para que dê exemplo, porque esta cadeia que se cria de devedores, todos cheios de boa vontade, mas que, em muitas situações passaram a fazer disso um hábito, torna esta economia de uma extrema fragilidade, e desanimadora para quem ainda acredita que é possível e urgente ultrapassar este momento.

    O mesmo acontece com os assinantes do jornal que deixam passar o tempo e depois ficam muito preocupados com o montante que devem. É muito fácil criticar quem trabalha “sem rede”, em que, mês a mês, é preciso juntar todos os cêntimos e, na maior parte das vezes, não chegam para cumprir as nossas obrigações. Habituamo-nos a que andem sempre atrás de nós, a que nos peçam, que mendiguemos aquilo a que temos direito; é uma questão organizacional e de igualdade, ninguém deve exercer o poder discriminando a ordem natural dos deveres das instituições ou da simples economia doméstica de cada um.

    Por favor dêem-nos os ovos a que temos direito e nós fazemos as omeletas...

    Por: Fernanda Lage

     

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