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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 15-03-2009

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA JUNTA DE FREGUEsIA DE ERMESINDE

    Associação de moradores da Rua Ilha Graciosa reivindica obras de requalificação na via

    A última reuinião pública da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE) foi extensa e bastante participada. A reivindicação de obras na Rua Ilha Graciosa dominou a discussão. A par disso, também se discutiram problemas já antigos, como sejam a falta de passadeiras e a necessidade de reestruturação de várias vias, com destaque para as obras de requalificação do viaduto da igreja, problema lembrado por Sónia Sousa, da CDU.

    Um outro munícipe levou a questão das inspecções que Veolia tem vindo a realizar às habitações do concelho.

    Na ordem de trabalhos esteve a discussão do programa para as comemorações do 25 de Abril.

    No dia 4 de Março teve lugar a reunião pública da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), na sede da Junta, pelas 21h30.

    Artur Pais deu início à sessão prestando algumas informações, destacando-se a recepção de uma carta enviada pela Câmara Municipal de Valongo (CMV), a dar conta das medidas tomadas a propósito da poluição no rio Balsinha.

    O presidente informou também que um munícipe terá solicitado fazer-se uma homenagem ao recente falecido Alberto Correia de Oliveira, mais conhecido como Berto Gordo, dando o seu nome a uma rua de Ermesinde.

    INTERVENÇÕES

    DO PÚBLICO

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Maria Teresa Oliveira, representante da Associação de Moradores da Rua Ilha Graciosa, fez uma extensa intervenção dando conta da luta que os moradores desta zona de Ermesinde têm vindo a travar, desde 2003, para ver os seus pedidos atendidos. Até hoje, nada ou muito pouco se fez para alterar a situação. Os problemas são variados e têm condicionado a vida deste munícipes.

    Maria Teresa Oliveira referiu que em 2003 fez duas reclamações ao pelouro do ambiente da CMV, a propósito de um eucaliptal (eucaliptos com mais de 20 metros de altura), situado bem perto de sua casa, mas não obteve resposta. Em 2004 voltou a colocar a questão, e aí sim foi feita uma pequena limpeza ao terreno. A partir desta data o problema foi esquecido. Em 2005 voltou a contactar a CMV mas sem êxito.

    Outro problema apontado por esta munícipe disse respeito ao funcionamento de um estaleiro. Os incómodos não se reduzem ao barulho, a munícipe queixa-se do pó ou lama verificados na zona, consoante as condições climatéricas e ainda o constante transporte de cargas, sem qualquer fiscalização. Em 2008, colocou este problema à Junta de Freguesia de Ermesinde, à CMV, e à A Voz de Ermesinde. Mas só depois de ter sido publicado um artigo, relativo ao assunto, no referido jornal, é que a CMV enviou uma equipa ao local, tendo apenas detectado pó, e por isso mesmo, procedeu à varredura do local uma única vez.

    E a lista prossegue. «Os passeios da Rua Ilha Graciosa nunca foram arranjados!», declarou em tom de protesto, Maria Teresa Oliveira. Continuou: «Vive nessa rua uma pessoa tetraplégica com 95% de incapacidade e que por isso, vê a sua vida dificultada quando precisa de sair de casa, por exemplo quando é transportado para o hospital» frisou a munícipe.

    Pompeu dos Santos interveio de seguida levando um problema velhíssimo na cidade, tal como o próprio afirmou. Trata-se do piso da Rua da Palmilheira, cujo piso, levantado há oito anos ficou ondulado. Ora desde essa altura, nada foi feito para melhorar a via. «Nos dias de chuva a água empossa e os passeios são inexistentes», referiu.

    O munícipe referiu ainda o estado lastimável em que se encontra o início da Rua Padre Américo, junto à paragem dos autocarros. E continuou voltando a falar das passadeiras, assunto já muito falado nestas reuniões. «Não há critérios para a colocação de passadeiras!», declarou.

    Na Rua da Palmilheira não há uma passadeira e no entanto é uma via de circulação bastante frequentada, justificou Pompeu dos Santos. O munícipe deu conta de mais problemas, um deles reportou-se à inexistência de uma «placa a indicar que se está a entrar em Ermesinde que dantes estava situada no início da Rua Duarte Pacheco».

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    A última questão abordada por Pompeu dos Santos versou sobre o meio ambiente, específicamente sobre a colocação de mollocks (contentores de lixo) no largo das Oliveiras, cujo piso de acesso ao contentor não goza de condições apropriadas, referiu ainda que os oleões disponíveis nos ecocentros da Formiga e da Travagem não são adequados.

    Seguiu-se-lhe José Martins que colocou um problema relacionado com as inspecções realizadas pela Veolia – Águas de Valongo. Este munícipe mostrou-se indignado perante a imposição dirigida aos moradores de fazer obras no prédio de forma a separar as águas pluviais, das águas residuais. José Martins referiu que o prédio onde habita está devidamente licenciado, pela CMV, num alvará de habitabilidade de 1978, e portanto entende que se o dito prédio não cumpre as normas previstas na lei, será a CMV a custear as obras, avaliadas em mais de dois mil euros. Como forma de amenizar a situação a Veolia propõe-se fazer um orçamento grátis com facilidades de pagamento durante 6 meses, sem juros.

    No entanto, estas palavras não convenceram José Martins que se mostrou indignado perante tal «arrogância mostrada pelos funcionários da Veolia», e questionou o executivo acerca da legitimidade desta medida. Por fim, fez referência às passadeiras da cidade que com o início das obras foram desaparecendo, um pouco por todos os sítios e ao mau estado em que se encontra a Rua Miguel Bombarda, com obras prometidas há mais de três anos.

    AS RESPOSTAS

    DE ARTUR PAIS

    Artur Pais começou por referir que a Rua da Plamilheira não está esquecida, o próprio garantiu que já enviou várias cartas à CMV para que se tome uma atitude. Relativamente à Rua Miguel Bombarda o presidente justificou o atraso das obras prometidas há três anos, com facto de a verba para as realizar ter sido excluída do PIDDAC, nesse altura. No entanto, adiantou que as obras já tinham começado há escassos dias.

    Relativamente ao problema apresentado por Maria Teresa Oliveira, Artur Pais garantiu que no dia seguinte iria enviar uma carta à CMV a dar conta da situação.

    No que diz respeito à instalação dos mollocks e à placa informativa à entrada da cidade, o presidente prometeu solucionar as questões.

    O problema das inspecções realizadas pela Veolia foi também abordado pelo presidente que garantiu averiguar a situação.

    INTERVENÇÃO

    DOS PARTIDOS

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    Sónia Sousa criticou a atitude de Artur Pais por este não se ter prontificado a falar directamente com o responsável da CMV de forma a resolver o problema de Maria Teresa Oliveira, tendo dito apenas que iria enviar uma carta, no dia seguinte. E acrescentou que duvida da legitimidade das exigências da Veolia.

    De seguida debruçou-se sobre a necessidade de obras de requalificação do viaduto da igreja, sublinhando os riscos que a sua travessia comporta. Referiu que no ano passado o presidente da Câmara teria declarado que as obras não avançavam, devido a um litígio entre a Refer e a CMV, no entanto já se passaram seis meses e nada feito. A representante da CDU pretende saber o que está ser feito para resolver o impasse com a Refer. Artur Pais informou que irá inteirar-se do rumo da situação.

    O último ponto abordado por Sónia Sousa disse respeito ao funcionamento do Gabeinete de Acção Social, respectivas actividades desenvolvidas, gastos efectuados e famílias apoiadas. Artur Pais referiu que iria recolher esses dados e que posteriormente os apresentaria.

    Dando como exemplo o caso de Maria Teresa Oliveira que ficou sem feedback a muitos dos pedidos que fez à JFE e CMV, Luís Ramalho sugeriu que se criasse um mecanismo eficaz de resposta aos problemas apresentados pelos munícipes.

    Américo Silva interveio de seguida para dar conta do seu caso, idêntico ao de José Martins. Por imposição/sugestão da Veolia terá de realizar obras na ordem dos 3 mil euros de forma a canalizar devidamente as águas pluviais. E esclareceu que a tarefa da Veolia é apenas verificar as canalizações e sugerir que se façam a sobras necessárias, caso isso não aconteça será enviada uma notificação ao departamento do ambiente da CMV, que tomarás as devidas providências.

    Alcina Meireles começou por falar do problema apresentado por Maria Teresa Oliveira, situação que classifica de «muito grave», referindo que é necessário agir rapidamente. Relativamente à inspecção da Veolia Alcina Meireles referiu que também ela terá de efectuar obras de cerca mil e duzentos euros para legalizar a canalização das água pluviais, caso contrário poderá ter o abastecimento de água cortado.

    Referiu alguns problemas de estacionamento abusivo nomeadamente na Rua 5 de Outubro e junto ao colégio de Santa Joana, e voltou ao assunto das passadeiras. Por fim, questionou Artur Pais acerca das razões para o embargo das obras na Escola da Bela. O presidente declarou que iria recolher informações sobre o assunto.

    Artur Costa mostrou-se solidário para com a situação da Rua Ilha Graciosa, declartando que se esses problemas tivessem lugar no centro de Ermesinde certamente já teriam sido solucionados. Continuou referindo os problemas da Rua da Palmilheira e da Rua Simões Lopes, sublinhando a necessidade de colmatá-los, já que a CMV nada faz, como o próprio referiu.

    Por fim, interveio Almiro Guimarães que reforçou as ideias veiculadas pelos seus colegas de bancada, e sublinhou o caso de estacionamento abusivo na Rua 5 de Outubro.

    ORDEM

    DE TRABALHOS

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    No ponto um da ordem de trabalhos o executivo procedeu à aprovação de actas. Seguidamente, no segundo ponto, foi discutido o programa das comemorações do 25 de Abril. Artur Pais levou duas propostas de actividade para este dia, nomeadamente a sessão solene no auditório e a corrida tradicional.

    Sónia Sousa protestou, argumentando que com estas propostas, apresentadas pelo presidente, o Plano de Actividades já não estaria a ser cumprido, uma vez que este contemplava mais actividades.

    A representante da CDU declarou que a melhor forma de elaborar o programa das comemorações deste dia, seria o presidente ter anteriormente reunido com as associações da cidade, de forma a registar as actividades que estas se propunham realizar, propostas estas que seriam posteriormente colmatadas pelos elementos do executivo para organizar o evento. Desta forma seria bem mais fácil divulgar a iniciativa, bem como envolver a população, referiu.

    Sónia Sousa apresentou uma proposta para as comemorações do 25 de Abril que continha várias actividades tais como o concurso de cartazes, um debate com a escritora Alice Vieira, a corrida tradicional e a mini corrida e ainda um concerto comemorativo.

    O executivo discutiu a proposta mas não chegou a um consenso.

    No último ponto da ordem de trabalhos foi discutido um pedido de apoio por parte de alunos da Escola Secundária de Ermesinde.

    Por: Teresa Afonso

     

     

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