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    Arquivo: Edição de 28-02-2009

    SECÇÃO: Destaque


    Comunicado do Partido Socialista sobre a Conferência de Imprensa de Maria José Azevedo

    Exmª Senhora Directora de “A Voz de Ermesinde”

    Publicou “A Voz de Ermesinde”, na sua edição de 31 de Janeiro de 2009, uma peça relativa a uma conferência de imprensa em que a Drª Maria José Azevedo, referindo-se de forma imprópria à Comissão Política do PS – a que se responde, nos termos da lei, por esta via –, anuncia que será candidata independente à Câmara Municipal de Valongo.

    Fosse essa uma candidatura verdadeiramente independente, alicerçada na sociedade civil e à margem dos partidos – e nada haveria a comentar, senão por ocasião do saudável e democrático confronto eleitoral que ocorrerá em Outubro.

    Não é, infelizmente, assim. Com efeito:

    1 – Não se sabe sequer ainda se a Drª Maria José Azevedo será ou não candidata.

    Como refere textualmente o Jornal, será candidata «se os valonguenses quiserem» – não explicando de que forma é que, sem ser em eleições, os valonguenses hão-de dizer se querem ou não.

    Mas, logo mais adiante, esclarece: «quero ser candidata e sê-lo-ei» – agora já prescindindo da vontade dos valonguenses, que, uns parágrafos antes, constituía requisito essencial.

    Mais do que grandes frases, do que os valonguenses precisam é de quem esteja atento às suas necessidades e trabalhe para as resolver.

    2 – A Drª Maria José Azevedo foi candidata, pelo PS, em 2005, à presidência da Câmara, sendo actualmente vereadora pelo Partido.

    Em 2005, só quis ser candidata após designação pela Comissão Política Concelhia e sempre recusou a integração nas listas de cidadãos independentes, contra o parecer de representativos militantes do concelho.

    Não se pode ser a favor das estruturas partidárias quando elas decidem de acordo connosco – e tratá-las depreciativamente, chamando-lhes “aparelho”, quando discordam.

    (Aliás, a Senhora Vereadora afirma que fez subir os resultados do PS de 32% para 44,4% em 2005. Mas está por saber se o mérito terá sido seu, já que o PS ganhou as eleições para a Assembleia Municipal; mas perdeu-as para a Câmara.)

    3 – Também em 2009 quis ser candidata pelo PS.

    (Tinha razão nesse entendimento de que, para ser candidata, o deveria ser pelo seu Partido.

    Não é, nem nunca foi, uma pessoa do concelho. E a lógica das candidaturas independentes, à margem das estruturas partidárias, em eleições autárquicas, alicerça-se nas forças vivas locais, na sociedade civil.

    Quem vem de fora do concelho não encaixa nessa lógica de proximidade.)

    A Drª Maria José Azevedo não teve, no entanto, o apoio das estruturas do Partido, nem a nível concelhio, nem a nível distrital.

    Também não teve o apoio dos militantes do concelho, que são 1 500.

    (É com estes 1 500 que pode comparar os 300 militantes que afirma que apoiam a sua candidatura. Não é com os elementos da Comissão Política, numa atitude de arrogância antidemocrática que põe em causa as bases da democracia representativa: a Comissão Política representa esses 1500.)

    4 – De resto, ao longo dos últimos três anos, desde que as eleições democráticas no seio do PS conduziram a uma nova direcção política no concelho, nunca a Drª Maria José Azevedo procurou articular a sua acção como vereadora com as opções políticas do PS – tendo até em algumas ocasiões tomado posições em apoio objectivo do Dr. Fernando Melo, em contradição com as opções do Partido Socialista.

    Foi o caso da taxa do IMI e da derrama.

    Pior. Durante dois anos, andou convencida – e disse-o publicamente – de que o Dr. Fernando Melo não seria candidato e seria, pelo contrário, um seu apoiante nas eleições autárquicas.

    Esse engano em que andou constituiu um gravíssimo erro político.

    5 – Uma última nota para manifestar ao Jornal a estranheza por a Drª Maria José Azevedo já ter tido ocasião, por duas vezes, nas páginas nobres de “A Voz de Ermesinde”, com chamada de 1ª página, de anunciar a sua candidatura.

    Uma primeira, quando foi objecto da Grande Entrevista de balanço de mandato.

    Agora, pela segunda vez.

    É que não é ainda oficialmente candidata … E poderá nem vir a sê-lo nunca …

    Mas a ajuda à campanha do Dr. Fernando Melo fica feita.

    Neste aspecto, “A Voz de Ermesinde” tem seguido a prática de outros órgãos de comunicação social, que dão, por razões que mal se entendem, às pretensões autárquicas da Drª Maria José Azevedo uma dimensão que o seu trabalho político no concelho não justifica.

    A propaganda não substitui o trabalho.

    14 de Fevereiro de 2009

    Secretariado da Comissão Política do PS

     

     

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