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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 31-12-2008

    SECÇÃO: Arte Nona


    Porto, capital do cartoon

    Neste fim de ano é justo dedicarmos algum tempo a pesar êxitos e insucessos. E, justo, será também desviarmo-nos um pouco do âmbito estrito da Banda Desenhada, para fazermos aqui um louvor do PortoCartoon, atingida este ano a sua 10ª edição.

    Criado em 1999, a pouco e pouco o PortoCartoon foi crescendo de qualidade e de sucesso até se afirmar, hoje em dia, como um dos mais importantes certames mundiais do humor gráfico.

    Nomes com cada vez maior prestígio têm-se vindo a associar a ele, de que é um exemplo o cartunista Georges Wolinsky, que foi presidente de júri do certame, e nomes conceituados do cartoon têm vindo a expor nele muitos dos seus trabalhos.

    O PortoCartoon, todavia, será sobretudo uma montra formidável do cartoon (e da vida) em todo o planeta.

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    Inaugurado em 1999, muito na vizinhança da Expo de Lisboa, não é de admirar que o tema desse ano fosse “Descobrimentos e Oceanos”. Ainda assim, logo nessa primeira edição, o certame revelou a sua grande dimensão internacional. Nesse ano, o Grande Prémio foi atribuído ao búlgaro Stefan Despodov. O 2º Prémio foi para o russo Sergei Tunin e o 3º para António Madrigal, de Espanha.

    A edição seguinte realizada em 2000, teve naturalmente como tema “Mudança de Século/Milénio”, com o Grande Prémio do certame a ficar nas mãos do mexicano Angel Boligan Corbo, o 2º Prémio nas do ucraniano Jurij Kosobukin e o 3º nas do russo Sergei Tunin, precisamente um dos premiados do ano anterior.

    A 3ª edição foi marcada pela inspiração da entidade promotora, o Museu da Imprensa, sendo o tema deste ano “As Pontes Gutenberg”. O vencedor da edição deste ano foi um moldavo, Valeri Kurtu, sendo o 2º Prémio atribuído ao russo Aleksandr Pashkov e o 3º ao ucraniano Jurij Kosobukin, assim premiado mais uma vez.

    Francisco Puñal Suárez, cineasta cubano, falou assim do cartoon, aquando da sua presença: «Se me perguntam o que aprecio mais numa caricatura, eu respondo o seguinte: a sua força para destruir estereotipos, a sua provocação para exercitar a mente».

    A 4ª edição (2002) foi dedicada ao “Ecoturismo”, com o Grande Prémio a ficar nas mãos do brasileiro Cláudio Gomes (Cau Gomez), o 2º Prémio nas de Jurij Kosobukin (um cartunista muito celebrado no PortoCartoon, e os dois 3ºs lugares (ex-aequo) nas do mexicano Angel Boligan Corbo (também já antes premiado no certame) e do português André Carrilho.

    O tema da 5ª edição (2003) foi “A Água”, que teve um turco – Muhittin Koroglu – como vencedor. O polaco Grzegorz Szumowsky foi galardoado com o 2º Prémio e o israelita Yuri Ochakovsky com o 3º.

    O PRETEXTO

    DO ANO OLÍMPICO

    Em 2004, ano olímpico, o tema foi “Desporto e Sociedade”, sendo o vencedor desta edição o polaco Grzegorz Szumowsky. O 2º Prémio foi atribuído ao sérvio Borislav Stankovic (Stabor), e o 3º foi mais uma vez dividido, com os premiados ex-aequo a serem o grego Michael Kounturis e o italiano Achille Superbi.

    A 7ª edição (2005) consagrou o russo Valentin Druzhinin vencedor do Grande Pémio. O espanhol David Vela Cervera recebeu o 2º Prémio e o 3º foi parar às mãos doutro russo, Mikhail Zlatkovsky. O tema desse ano era precisamente – olhando para si próprio – “Humor e Sociedade”.

    O ano de 2006 (com a 8ª edição) definiu como tema a questão tão actual da “Desertificação e Degradação da Terra”, tendo o Grande Prémio sido atribuído ao turco Musa Gümüs, o 2º ao eslovaco Fero Bubino Kudlac e o 3º ao belga Ludo Goderis.

    A penúltima edição (2007), que agora se encontra em exposição no Fórum Cultural de Ermesinde, teve como tema a “Globalização”, e como vencedor o apreciado Grzegorz Szumowski (Polónia), sendo o 2º Prémio atribuído ao brasileiro Osvaldo da Silva Costa.

    Mais uma vez, no 3º Prémio, decidiu-se por uma atribuição ex-aequo, que desta vez contemplou o italiano Alessandro Gatto e o chinês Run Tang Li.

    Sobre esta edição, Georges Wolinsky, cartunista e presidente do Júri, proclamou: «Fazervrir é sério. A mundialização não é séria. Os políticos e os homens de negócios roubaram o tema à humanidade, para transformá-lo num assunto terrífico».

    O X PortoCartoon (a edição mais recente, de 2008), viu pela primeira vez o Grande Prémio ser atribuído a um cartunista português, Augusto Cid.

    O tema foram os “Direitos Humanos”. Os outros premiados foram o turco Muhitin Koroglu (2º Prémio) e, mais uma vez, dois terceiros prémios ex-aequo, desta vez para o brasileiro Dalcio Machado e o sul-coreano Taeyong Kang.

    Ao todo, centenas e centenas de cartunistas, de todos os continentes, já passaram pelo PortoCartoon, dandon com a sua pena, o testemunho de que a mente humana, por mais que queiram, não pode aprisionar-se e reduz a nada aqueles mesmos que insistem em não respeitar a sua liberdade.

    Era um tributo merecido ao PortoCartoon que entendemos finalmente fazer aqui.

    Por: LC

     

     

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