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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 31-10-2008

    SECÇÃO: Cultura


    CONFERÊNCIAS NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

    A África de Júlio Magalhães no seu novo livro

    Foto VÂNIA DIAS
    Foto VÂNIA DIAS
    Júlio Magalhães apresentou o seu novo livro “Os retornados - um amor nunca se esquece” na Biblioteca Municipal de Valongo no passado dia 9 de Outubro.

    O segundo convidado do III Ciclo de Escritores – que já tinha recebido Manuel António Pina – foi simpático nas palavras, «sem nada preparado» porque foi para uma «noite de amigos», confessou.

    Tem andado pelo país a apresentar o livro, respondendo aos inúmeros convites e confessou que, assim, tem descoberto um «país que não conhecia». Um pais onde as autarquias fazem esforços para desenvolverem este tipo de «projectos».

    Surpreendido pelo número de «gente» que tinham confluído à Biblioteca para o ver apresentar um livro que já tinha saído em «Fevereiro», o jornalista e responsável pela TVI Porto, convidou o Presidente da Câmara de Valongo, Fernando Melo, para se sentar ao seu lado na mesa.

    As primeiras palavras dirigiram-se a um «dos autarcas referência do pais», dizendo que nunca viu Fernando Melo correr «atrás de televisões ou rádios» para se vangloriar dos seus feitos. Disse também que na sua opinião «era nas autarquias que se fazia política porque é lá que se trabalha para as pessoas».

    Depois negou qualquer pretensão a «escritor», assumiu-se como «jornalista». «Isto não é uma grande obra, é apenas um livro», disse.

    A Editora Esfera dos Livros convidou-o para escrever um livro, com carácter jornalístico, com figuras da história Portugal e «romanceado». Reconheceu-lhe «capacidades de escrita» que aliou à notoriedade já adquirida pelo pivot, o que casava «comercialmente».

    O tema era a única coisa que Júlio Magalhães já sabia: África. Uma conversa informal, durante uma viagem de avião, com uma assistente de bordo sobre o momento mais gratificante da vida dela – uma ponte aérea entre Luanda e Lisboa, em 20 dias, 11 viagens a Luanda – foi o mote. As pessoas que ficavam para trás por já não caberem no avião, angustiavam-lhe a alma. Este foi o trampolim que massajou a imaginação do jornalista.

    Teve dificuldade no cumprimento de datas, não fez investigação, mas a verdade é que o livro já vai na 12ª edição, com 70 000 livros vendidos.

    Júlio Magalhães confessa, sorrindo, que o livro «está muito bom!» porque apesar de ser um livro “sem qualquer pretensão a obra literária”, o «tema, o momento, que reflecte uma época decisiva da história de Portugal», é um livro de e das pessoas. Não fala de uma história, mas também de várias estórias que pontuam este capítulo da vida da gente e do pais – a descolonização.

    O titulo “Os Retornados” tem a ver com esse período difícil que se viveu. As pessoas que voltaram, revoltadas porque «lá havia um desenvolvimento que não se conhecia em Portugal, sobretudo em Angola», acrescenta.

    Trinta anos depois as pessoas que voltaram são cidadãos «completamente integrados» que, frisou o jornalista, «contribuíram para o incremento da economia portuguesa» na altura.

    As pessoas identificam-se com a estória: «não imaginam a quantidade de e-mails, cartas de agradecimento que recebi a dizer que, esta, é a estória deles», esclarece Júlio Magalhães.

    «Quem vai a África, apaixona-se por África», disse o jornalista. Dos presentes, quem leu o livro, não escondeu o contentamento.

    Depois das palavras, seguiram-se os autógrafos e os agradecimentos ao jornalista da TVI.

    Por: Vânia Dias

     

     

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