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    Arquivo: Edição de 30-09-2008

    SECÇÃO: Destaque


    MAGICVALONGO 2008 – 17ª EDIÇÃO

    A gala dos mestres

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Mesmo escondidos no meio do baralho, António Cardinal, Fernando Castro, Manuel Alves e Salazar Ribeiro são os quatro ases que, desde 1992, têm vindo a fazer do Magic Valongo um acontecimento cada vez mais relevante na vida cultural do concelho, como mais uma vez se provou pelo nível dos espectáculos e dos presentes a esta 17a edição, e o facto de, repetidamente, e de novo, se terem esgotado as inscrições para os concursos. Não podíamos deixar de referi-los.

    A Gala de Close Up foi um dos momentos altos desta edição, se não mesmo o maior, nela tendo estado presentes a maioria dos criadores que apresentou conferências neste MagicValongo – Gregory Wilson, Rafael Turbino, Mathieu Biche e Shoot Ogawa. A acompanhá-los esteve ainda o português Gonçalo Martins.

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    Convidados impacientes com o começo da gala, na sala, meticulosamente os técnicos davam os últimos retoques na preparação técnica – tantos pequenos pormenores susceptíveis de marcarem a diferença. O projector de video, as luzes, os microfones, a qualidade do som, tudo foi passado a pente fino.

    Aberta a porta, foi a vez do mágico Hélder Guimarães, agora na qualidade de anfitrião do evento, dar as boas vindas e apresentar os mágicos, vindos de todas as partes do mundo – França, Japão, Brasil, Estados Unidos e... Castelo Branco, como referiu ao introduzir Gonçalo Martins. O mago, que revelou boas qualidades – melhorando a comunicação verbal será um caso sério – apresentou um conceito muito interessante, das viagens no tempo, sabendo prender muito bem a atenção do público presente no auditório.

    Seguiu-se-lhe o francês Mathieu Biche, outro expoente da cartomagia, que faria na Gala de Close Up um dos mais espectaculares números da noite quando, desvendando qual a carta escolhida por um espectador, fez aparecer espalhado pelo baralho fora, por extenso, escrito o nome da carta escolhida, nove de copas (nine of hearts).

    O japonês Shoot Ogawa fez truques com cartas, moedas, sendo um dos mais vistosos aquele em que fez aparecer em vez do copo de vinho com uma moeda, que ainda agora ali estava, o dito copo, mas cheio de água e com peixinho(s) lá dentro.

    Rafael Turbino, do Brasil, foi o mago seguinte em palco. Truques com cartas, com ases a mudarem de cor, foi apesar de tudo, talvez o menos espectacular entre os cinco magos da noite.

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    Para o final estava guardado o espectáculo do mago norte-americano Gregory Wilson, que viria a produzir alguns dos momentos mais hilariantes da noite, sobretudo quando, usando como cobaia o vereador José Luís Pinto, fez deste gato sapato, tirando-lhe a gravata, a carteira e o relógio (este sem que José Luís Pinto de tal se apercebesse) e executando truques com cartas, com o cubo de Rubik (um ícone do século XX usado por mais do que um mago na gala) e etc...

    Demonstrou grande qualidade na comunicação e no humor, e uma destreza vertiginosa no trabalho de mãos. Terminou o seu número atirando ao ar uma carta, que aterrou, de costas, no meio de um baralho onde, de cada lado, tinha as cartas escolhidas por dois espectadores.

    A propósito deste truque, em conversa no final, o vereador José Luís Pinto lembrou-se da carta assinada com o seu nome, que ainda está colada ao tecto do Fórum Cultural de Ermesinde, desde há quatro anos atrás.

    E o Magic continua...

    Por: LC

     

     

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