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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 10-07-2008

    SECÇÃO: Destaque


    Futuro Sustentável foi apresentado publicamente na Lipor

    O auditório da Lipor - em Baguim do Monte - recebeu no passado dia 2 de Junho o II Fórum "Ambiente na Área Metropolitana do Porto" o qual teve como objectivo a apresentação pública do Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto, igualmente conhecido como Futuro Sustentável. Idealizado pela Lipor, e ao qual se juntou mais tarde a Junta Metropolitana do Porto (JMP), o projecto foi desenvolvido por uma equipa técnica da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. A apresenta-lo estiveram o vice-presidente da JMP Guilherme Pinto - que à última da hora substituiu o presidente daquele organismo, Rui Rio -, Macedo Vieira, que desempenha o cargo de presidente do Conselho de Administração da Lipor, Fernando Leite, administrador-delegado da Lipor, Emídio Gomes, administrador executivo da Área Metropolitana do Porto, e Pedro Macedo, técnico da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica.

    Foto URSULA ZANGGER
    Foto URSULA ZANGGER
    A preocupação da Lipor na defesa e promoção do bem-estar ambiental e dos cidadãos tem ganho contornos cada vez mais evidentes e intensos nos últimos anos.

    A empresa tem realizado um conjunto de projectos que têm comprovado com distinção esta sua ideologia. O Futuro Sustentável é pois um desses últimos projectos, sendo que a sua essência assenta na concretização de quatro temas considerados prioritários, mais concretamente a Água, a Mobilidade e Qualidade do Ar, o Ordenamento do Território, e a Educação para a Sustentabilidade, conforme explicou Pedro Macedo. Este plano de acção resultou do trabalho de cinco anos levado a cabo por dezenas de técnicos, 320 entidades e cerca de 5 500 cidadãos. Segundo Fernando Leite ele apenas será conseguido se for concretizado, sendo por isso o apoio dos autarcas fundamental. Na verdade o «Futuro Sustentável é um processo através do qual as autarquias trabalham em parceria com os demais agentes locais e regionais na elaboração e implementação de um plano de acção de modo a protegar o ambiente, promover a sustentabilidade ao nível local e intermunicipal e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos», assim explicaram os intervenientes desta apresentação.

    Este projecto teve início em 2003, na altura assumido pela Lipor e abrangia apenas nove munícipios do Grande Porto (Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Valongo).

    Em 2007 a JMP acolheu o projecto na sua estrutura com o principal objectivo de o alargar a toda a Área Metropolitana do Porto (AMP), sendo que a fase de alargamento incluiu os municípios de Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Trofa, Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra. Sublinhando a importância das questões ambientais Emídio Gomes afiançou que a JMP tem cumprido o seu dever na execução do Futuro Sustentável, salientando ainda que a temática do ambiente é um pré-requisito fundamental para a competitividade, e que este projecto apenas será concluído quando as disfunções ambientais pertencerem ao passado.

    Também Guilherme Pinto elogiou o trabalho da Lipor, avisando que será um erro se todos os munícipios da AMP não estiverem com a empresa em todo este processo.

    Numa discrição um pouco mais pormenorizada este plano apresenta como projectos âncora, entre outros, a requalificação dos cursos de água, a dinamização de uma rede de parques molinológicos, a criação de uma rede de ciclovias e de parques para bicicletas, a criação de centros de ruralidade e corredores ecológicos para evitar ter grandes áreas de eucalipto e evitando desta forma incêndios, a elaboração de uma estretégia regional de educação para a sustentabilidade, ou a promoção de zonas pedonais e de trânsito condicionada a espaços verdes.

    Como modelos de intervenção o projecto apresenta, entre outros, a promoção do uso racional de água, a redução das ligações clandestinas de águas residuais, promoção de transportes públicos e da mobilidade para todos, concretização de uma gestão florestal sustentável, promoção de escolas sustentáveis, ou o incentivo à criação de ecoclubes. As previsões apontam para que estes projectos âncora possam concretizar-se até 2013, sempre envolvendo a mobilidade e participação dos cidadãos, tudo em prol de um melhor ambiente e consequentemente de uma melhor qualidade de vida.

    Por: Miguel Barros

     

     

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