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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 15-05-2008

    SECÇÃO: Local


    Cartas ao Director

    Com Ermesinde no coração

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    (A) Como diz a voz do povo, mais vale tarde que nunca. Chegou a Primavera, as flores e as andorinhas. E...aleluia!, as obras para colocação das “escadas” rolantes na estação de Ermesinde, conforme reza o placard junto à entrada oeste da estação. Os idosos, mães com crianças de colo ou carrinhos de bébé, deficientes em cadeiras de rodas, até agradecem.

    Como na vida, nem tudo são rosas e as roseiras têm espinhos. Calculava-se que se este complemento fosse efectuado aquando da remodelação da estação, teria ficado muito mais barato. Pois construíram-se estruturas, que agora serão demolidas (economia em materiais e mão de obra). Mais, os inconvenientes para o agora comércio residente e utentes. Apesar das obras correrem com ritmo e parecerem bem estruturadas, 1.283.857,30 euros, valor da adjudicação. Quanto se teria poupado com a antecipação? Lá haverá as suas razões. Reza a informação: “escadas rolantes”. Salvo melhor opinião, seria mais prático: tapete rolante, para transporte de malas, cadeiras de rodas e de bebés; melhor mobilidade para idosos e invisuais, etc.. Parecem-nos mais cómodos e com menos riscos de acidentes. Mas como há razões que a razão desconhece, manda quem pode ou saberá as razões técnicas.

    A magia do tapetinho teria mais graça, mesmo sem ser voador. Venha célere o mês de Agosto, para a estreia, que já se me desgastaram as dobradiças de tanto subir escadas.

    (B) Não lembraria ao mais sisudo deixar construir uma média superfície comercial, no meio de uma zona residencial com acessos tão acanhados e afunilados devido ao aglomerado betuminoso. Falo do Pingo Doce, que virá a ser muito amargo para alguns residentes, em especial para o comércio e a localização merece reparos. O presumível modo de acesso ainda será mais caricato. O viaduto que será? Construído sob o ramal Ermesinde – Leixões da Refer, pela amostra ficará com uma tão forte inclinação, de meter medo ao susto. Pior, perigoso. Isto é a perspectiva dos leigos que por ali circulam. Pode ser que no fim não fique tão assustador.

    Também poderá ter utilidade para desportos radicais. Por mim, vou comprar já uns skates e embalar por ali abaixo as minhas setenta primaveras. Quem pagará o monumento? Espero que não seja a Refer ou a Câmara, isto é, todos nós. Quanto ao atravessamento da parte ajardinada, lado oeste, não é novidade. A Câmara de Valongo já nos habituou a encolher os perímetros dos nossos jardins. É mais um mal AMADO.

    Nota: A norte de onde irá sair o viaduto do Pingo Doce ao fundo do terreno ajardinado (coberto de capim) existe o terreno recentemente urbanizado para moradias unifamiliares, já lá estão três moradias. E um lindo e extenso parque arrelvado, até à Rua D.Afonso Henriques. Nesse parque existem bancos já vítimas de vandalismo. Também existiam cinco lindas árvores já em crescimento. Pois os vândalos passaram por ali com malvadez e com catanas ou machados e cortaram-nas todas a cerca de um metro do chão. Não chegaram a júniores, nem morreram de pé, como as árvores gostam. Foram assassinadas por vândalos.

    Por: João Dias Carrilho

     

     

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