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Edição de 30-09-2019
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    Arquivo: Edição de 15-05-2008

    SECÇÃO: Destaque


    Feira de Artes Populares

    Valongo mostrou algum do melhor artesanato e gastronomia do nosso país

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    O apeadeiro do Susão foi palco entre os passados dias 7 e 11 de Maio da 12ª edição da Feira de Artes Populares de Valongo, certame onde a população do nosso concelho teve a oportunidade de visionar alguns dos melhores artesãos do nosso país. Paralelamente decorreu a 9ª edição da Mostra de Gastronomia que fez as delícias dos muitos visitantes que acorreram ao recinto.

    Um desses muitos visitantes foi o nosso jornal que pôde constatar de perto o que de melhor se vai fazendo em termos artesanais e gastronómicos pelo nosso Portugal. Desde a ardósia de Valongo, passando pela filigrama de Gondomar, o vidro da Marinha Grande, a cerâmica de Barcelos, os bordados de Paredes, a tapeçaria de Oliveira do Hospital, as ervinhas milagrosas de Montalegre, a cestaria de Castelo Branco, ou os deliciosos ovos moles de Aveiro, o pão do Marco de Canaveses, o pão-de-ló de Ovar, entre outros. Ao todo foram 48 stands em representação de vários concelhos do país.

    Na nossa volta pelo recinto ouvimos alguns dos artesãos presentes. Manuel Ferreira, cesteiro de Castelo Branco, que há 50 anos exerce com paixão e afinco esta arte foi um deles. É já um habitué desta feira, só não participou na primeira edição, e com algum desânimo lá nos confidenciou que as pessoas hoje em dia não mostram muito interesse por este tipo de arte, «acham exagerado um cesto custar 15 euros, por exemplo, mas não pensam nas horas que um artesão gasta a fazê-lo».

    De uma beleza rara eram as bonecas de pano confeccionadas por Maria Delfina, uma artesã do Pombal, que há 18 anos descobriu o talento para confeccionar e pintar bonecas a partir de simples pedaços de pano. «Comecei por fazer as bonecas para os meus filhos, depois no meu emprego as minhas colegas começaram a fazer-me encomendas, até que decidi abrir uma oficina e dedicar-me apenas a isto».

    Os apreciadores das ervinhas milagrosas e licores caseiros também puderam satisfazer a sua curiosidade nesta feira, já que desde Montalegre viajou Augusto Garcia, que consigo trouxe um sem número de ervas e licores naturais. Opinião comum entre todos estes artesãos era de que o negócio estava muito mau, as pessoas olham, perguntam, mas comprar... nada.

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    Um pouco por toda a feira também encontrámos alguns stands oriundos da nossa cidade, entre outros o do conceituado pintor Manuel Carneiro, que aqui expôs algumas das suas belas pinturas sobre ardósia. O Centro de Dia de Ermesinde também marcou presença, com produtos como carteiras de senhora, almofadas, toalhas, etc., confeccionados a partir de roupas usadas.

    À chegada ao recinto ninguém ficou indiferente à algazarra, no bom sentido da palavra, protagonizada pelos meninos do ATL1 do Centro Social de Ermesinde (CSE), que se divertiram à grande na Oficina da Pintura, onde o objectivo era transformar o brinquedo tradicional do nosso concelho para o papel. As ofertas (balões) dos palhaços de serviço da feira foram digamos que a “cereja no topo do bolo” para os meninos do CSE. Mas não foram apenas os mais novos utentes do CSE a poder disfrutar de uma tarde bem passada na Feira de Artes Populares, pois os idosos do Lar de S. Lourenço também se divertiram à grande com um vasto programa de variedades numa das tardes em que decorreu o certame.

    Por: Miguel Barros

     

     

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