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Edição de 30-11-2021
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    Arquivo: Edição de 30-04-2008

    SECÇÃO: Cultura


    José Viale Moutinho na Biblioteca

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    Jornalista durante 38 anos, no “Diário de Notícias”, e actuamente dedicando-se, apenas, à escrita, José Viale Moutinho, na altura em que comemora 40 nos de vida literária, visitou a Bilioteca Municipal de Valongo – no dia 23 de Abril – e deu a conhecer um pouco da sua vida e percurso profissional.Autor também de numerosos artigos em catálogos de Artes Plásticas, realizou investigações sobre a vida e obra de alguns escritores portugueses do século XIX, recuperando textos inéditos de Camilo Castelo Branco, António Nobre e Trindade Coelho.

    De personalidade irreverente e extremamente bem disposto, José Viale Moutinho não faz rodeios quanto às razões que o levaram a abandonar o jornalismo. «Ao fim de 38 anos ainda pergunta porquê?». «Sempre tive muita consideração pela ética e já não podia aturar mais o seu desaparecimento. Hoje em dia estão outra vez a usá-la mas com outro conteúdo semântico», argumentou.

    Em dia de comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, Viale Moutinho evocou escritores que redigiram sobre o acto de leitura e sublinhou a importância que os livros representam para a formação dos indivíduos porque «nós somos aquilo que lemos».

    Criticou também o facto de os livros serem relegados para segundo plano, sendo usados muitas vezes apenas como adorno, servindo um elitismo subjugado pelas aparências. Acerca do Acordo Ortográfico, Viale Moutinho não teceu grandes comentários, declarou apenas não tencionar alterar a sua maneira de escrever.

    Com três livros editados sobre a Guerra Civil de Espanha, tema ao qual dedicou grande parte do seu estudo, publicou também em várias revistas e jornais, dos quais se destacam “Schema”//Rivista di Poesia (Milão); “Península” (Barcelona) e “Malvís” (Madrid).

    Traduziu romances, ensaios e peças de teatro. A sua carreira conta com vários prémios literários e de jornalismo, nomeadamente o Prémio Júlio Pereira de Matos, da Casa da Imprensa, o Prémio de Reportagem do Diário de Notícias e o Prémio Norberto Lopes, da Fundação Norberto Lopes/Casa da Imprensa.

    Foi-lhe também atribuído o prémio Pedrón de Honra em 1995 (na Galiza) e, no ano anterior, na Alemanha, foi finalista do Prémio Europeu de Conto. Grande parte da sua obra está publicada no Brasil e traduzida em russo, italiano, alemão, búlgaro, castelhano e galego. O encontro com o escritor foi antecedido pelo dueto de guitarras acústicas Synchronized System.

    Por: Teresa Afonso

     

     

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